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sexta-feira, 11 de março de 2011

25 songs, 25 days #16

Day 16: A song that has made you cry.
Existem infinitas versões dessa música que talvez seja a minha preferida do Chico. Escolhi a da Fafá pela força, pelo grito. Mas a da Bibi Ferreira também é ótima para os que preferem o drama na voz. Gota D'Água, uma das músicas mais incríveis da MPB.

Preconceito no Cinema



Tá bem, admito que quando fui ao cinema assistir Bruna Surfistinha tinha lá meus receios, achei que seria só sacanagem e blá, blá, blá. Mas, as poucas opções em exibição me forçaram a assistir. Agora dou o braço a torcer, o filme é bom sim. Recomendo a todas as pessoas e quando o cartaz dizia: "Leve seu namorado, seus amigos, mas vá sem preconceitos" tinha toda a razão.
Obviamente o filme todo terá cenas de sexo aos montes, ela é uma prostituta, uma missa que não cairia bem no contexto. E apesar de ver os peitos da Debora Secco o filme todo não o achei apelativo. A palavra que se encaixa melhor seria "agressivo". O primeiro programa ou quando ela faz fila pra fazer programas por vinte reais (Momento Vanessão) são afiadas, incomoda. Em outros pontos passa a ser normal, comum como ela mesmo via, como ela mesmo dizia não diferenciar seus clientes não diferenciava o sexo.
A fotografia é boa, me surpreendeu bastante, bem urbana, cigarro na janela, um ponto verde no cinza de um prostíbulo. Ponto alto pra trilha sonora também, teve seu encaixe. Alguns efeitos que me surpreenderam e que não costumo ver em filmes nacionais. Um roteiro que tem fôlego, boas atuações, no mais o filme em si é muito bom. Logo quando fui ler as críticas diversas pessoas indo contra o filme, dizendo ser apelativo, fraco, que passamos uma visão pejorativa pro público internacional com esse filme ou que as criancinhas do país teriam um péssimo exemplo. Bem, as adoráveis crianças tem acesso a internet o que faz elas saberam mais que a Bruna em si. Hipocrisia pura, se fosse uma cena de Almodóvar todos achariam arte, se fosse um clássico alemão todos comprariam o filme, mas por ser nacional as pessoas falam mal. Não levanto a bandeira de ninguém, admito nem ir muito com a cara da Bruna Surfistinha. Lembro que quando saiu o livro nem dei muita importância e tal, mas o filme eu recomendo e mais recomendo que as pessoas trepem mais.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Never Let Me Go


No dia 23 de outurbro de 2010 eu pibliquei aqui um texto da Folha que falava sobre o drama Não Me Abandone Jamais, contendo sinopse e crítica, texto esse que me fez ter muita vontade de assisti-lo. Só agora fui ver o filme, e posso resumir em uma palavra: paralisante.

É uma película sem respostas, que te deixa meio que sem reação por gerar tantas perguntas. Um drama dos bons, onde a natureza humana e o amor são explorados de forma sutil e profunda ao mesmo tempo.

É uma distopia sobre o silêncio, a aceitação, a natureza, a impiedade, os limites, a pequeneza do homem, a fragilidade e a alienação. Imperdível e está mais que recomendado! A fotografia melancólica é um deleite a parte.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Foi apenas um sonho


O filme começa numa conversa boba, uma festa, um cigarro barato, um flerte. Decadência. Os primeiros 15 minutos, 20 minutos são extremamente maçantes, tediosos. Dá vontade de sair correndo daquilo tudo. Comecei a me desiludir com o filme. Até que me deparei com a reviravolta do caos minguado. A fuga pra Paris. Percebi (e me senti estúpida) que o tédio era proposital, aquela vida era uma casa grande, um emprego estúpido e saber disso, uma trepada com a secretária bobinha. Aí a vontade de desaparecer aumenta, de tudo, deles, do filho que ainda vai nascer. Esse feto tem 12 semanas pra se salvar e não rasgar os passaportes pra Europa. 12 semanas, esse é o tempo. Pra mais uma trepada no banco de trás com o vizinho, só que agora ela. Lágrimas que entopem a pia da cozinha. Ela não o ama. Nunca amou. Só o usou pra sair da sua própria vida renegada. Depara-se com o mesmo papo inútil de uma conversa que arrastou ao nada. Gritar, não ajuda, mas espanta. Gritar. O maluco no almoço de domingo fala a verdade. Tem pena, piedade dela. Ela foi arrastada por ele, pelos filhos e termina sendo arrasta pelos seus próprios atos de fuga.Leonardo Dicaprio é desnecessário, não brilha, não faz falta. Kate Winslet devora como sempre, encantadoramente fundamental.
Recomendo!