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domingo, 24 de junho de 2012

Dança das Cabaças

Dança das Cabaças é um documentário de 51 minutos que descobri há pouco tempo e fala sobre a divindade Exu no Brasil, relevando sua natureza, sua história mítica e o modo como é cultuado no Brasil. É um filme interessantíssimo para desfazer os mitos criados pelos pilares judaico-cristãos que regem a sociedade ocidental. Um filme muito lúcido e emocionante em diversas passagens. Ótimo para quem pouco sabe e também para quem conhece o culto aos Orixás e entidades. 

SINOPSE: Trazido pelos escravos com outros Deuses do panteão Yoruba, Exu foi colocado à margem e passou por um processo de demonização que se inicia na missão católica na África e se estende no período colonial brasileiro, onde seus atributos originais foram ocultados.

Exu que na África era caracterizado como o princípio da vida, a força que move os corpos, a dinâmica, o senhor dos caminhos e das encruzilhadas, a principal ponte entre os mortais e as divindades que habitam o além, passa a ser visto como a personificação do mal perante o modelo cristão, devido ao seu seu símbolo fálico e seu comportamento astucioso.

Dirigido por Kiko Dinucci, o filme passa pelas diversas vertentes das religiões afro-descendentes, dos candomblés (de tradição Nagô, Gege, Bantu), Tambor de Mina, passando pela Umbanda e Quimbanda. Dança das Cabaças - Exu no Brasil conta com participações de Sacerdotes e estudiosos.

Filme completo:


terça-feira, 13 de março de 2012

Adeus à carne ou Go to Brazil



Admito que fiquei bastante apreensiva com Adeus À Carne após ler algumas críticas de expectadores que o apontaram como hermético, denso, uma grande masturbação artística pro ego pro Melamed. As imagens da divulgação da peça já dava como pista ser bem ousado, nada convencional e simplesmente um deleite pros olhos. 

Em todo o percurso até o Teatro Sesc Ginástico no Rio contorcia-me na expectativa. Com um preço totalmente acessível, bem localizado e divulgado nos grandes meios a casa estava lotada. Sentei bem próxima ao palco, podia ouvir a respiração deles, sentir tudo de forma mais acalorada. Passado os 80 minutos, levantei-me e fui embora meio desorientada, perplexa, foi perturbador. 

Incrivelmente, deliciosa e totalmente mordaz de uma forma totalmente humana, errante, pulsante. Creio agora, passado alguns dias após ter visto a peça, ter sido apontada como hermética por muitos pela sua falta de convencionalismo, poucas falas e algumas cenas realmente soltas em relação ao contexto da sua própria peça. Contudo quem se propor a assistir Adeus À Carne não pode esperar nada menos impactante que o próprio Carnaval pode nos transmitir. Os conceitos como abre-alas, ala das baianas, das crianças, a velha guarda, mestre sala e porta-bandeira são apresentados de forma totalmente espantosa e usam nossas mazelas como base. Aponta diretamente os meios de comunicação televisiva de forma escrachada, zombando na cara de todos, as relações humanas e seus defeitos. Ousado em suas cenas: jogos com cordas, velas, caixão, carrinho de bebê, buquê de rosas à cora de flores. A iluminação cega nossas vistas e a sonoplastia é papel fundamental em todo o desenrolar. Recomendo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Segunda Pele




O quinto CD de Roberta Sá afasta-se um pouco dos grandes sambas e prova um sabor mais regional em relação a sua própria origem. Apesar de buscar novos sabores o samba ainda se mantem presente como na faixa O nêgo e eu, com cores de carnaval, marchinhas clássicas. Parceria com Pedro Luís, mesclas inovadoras com a Orquestra Criôla de Humberto Araújo com arranjos ousados em relação aos seus CD's anteriores da própria Roberta. Tem ainda um dueto internacional,inédito com Jorge Drexler em “Esquirlas”, cantando em espanhol.

Desenrolar de um CD maduro, sensual, carnal de forma de harmônica, desmembrando de certa forma essa imagem de cantora um pouco recatada, fria e perfeccionista em certo ponto em suas apresentações. O CD por completo, mesmo as faixas mais intimistas, remetem a um grande carnaval, humano, carnal, quente. Recomendo! Está disponível AQUI.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Madame Zero

Pensando um pouco nas bandas que já assisti ao vivo, certamente é Madame Zero a que mais vezes eu vi ao vivo. E sem enjoar, o carisma de Camilla Nobre, vocalista da banda, é contagiante e irresistível. Recentemente a  banda lançou o seu segundo clipe, Por Muito Tempo, vale a pena conferir esse pop rock de qualidade tão escasso atualmente.



quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Alessandra Leão

Pucos grupos brasileiros renderam quanto o Comadre Fulozinha. Para quem não liga uma nome ao outro, Comadre é o grupo de Karina Buhr e mais um monte de outras moças talentosíssimas que resolveram caminhar sozinhas depois de um tempo de estrada juntas. Uma delas é Alessandra Leão, de quem eu já deveria ter falado há muito tempo por aqui.

Alessandra Leão é percussionista, compositora e cantora. Iniciou sua carreira em 1997 com o grupo Comadre Fulozinha e atuou ao lado de músicos como Antônio Carlos Nóbrega, Siba, Silvério Pessoa, Zé Neguinho do Coco, Kimi Djabaté (Guiné Bissau), Florencia Bernales (Argentina), entre outros. Compôs em parceria com: Caçapa, Juliano Holanda, Chico César e Kiko Dinucci.

Em 2006, Alessandra deu início ao seu trabalho autoral, com o elogiado Brinquedo de Tambor, produzido e arranjado em parceria com o violeiro, compositor e arranjador Caçapa.

O projeto para o segundo CD solo, “Dois Cordões”, foi selecionado no Programa Petrobras Cultural e patrocinado pela Petrobras por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Produzido e arranjado por Caçapa e lançado em 2009, “Dois Cordões” conta com as participações de: Jorge Du Peixe (Nação Zumbi), Kiko Dinucci, Florencia Bernales (Argentina) e Victoria Sur (Colômbia).
Em seus dois CD's, Alessandra passeia por seu universo próprio de composições e também por importantíssimos compositores, como Biu Roque, que já foi gravado por grandes nomes da música brasileira, como Zeca Pagodinho e Roberta Sá, que fez o seu “Quando O Canto É Reza” somente com composições de Biu.

O seu som nos remete a também ótima Renata Rosa, que já comentei por aqui outras vezes. É folk brasileiro da melhor qualidade, com as inegáveis influências do outro lado do Atlântico. Alessandra se afasta da onda moderninha que mescla samba e MPB, fórmula muito utilizada pelas cantoras da atualidade. Seu canto é áspero e rico em influências tipicamente brasileiras e ancestralidade, dando um tom autêntico e encantador aos seus trabalhos.Imperdível!

Brinquedo de Tambor (2006) | Dois Cordões (2009) | MySpace |




segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O hit do verão!

Depois de sua jornada como garçonetchen nos EUA, Gretchen está novamente entre nós e com a carreira bombando. Depois de agitadas apresentações nas noites paulistas e cariocas, a cantora e ícone pop brasileiro acaba de nos presentear com aquela que promete ser o hit do verão, I'm a Cool. Sem mais.




quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Atividade Paranormal em Aracaju

Poucos ou quase nenhum filme de terror conseguem me prender a atenção e assustar, principalmente os mais novos. E nessa nova leva do cinema "de terror", se tem um que eu realmente não gosto e não entendo o sucesso que faz é a franquia Atividade Paranormal. Quem acompanha o blog deve ter lido minha impressão após ter perdido meu tempo com aquele primeiro filme. Agora há pouco, meio que sem querer eu achei um curta amador nos moldes do filme e que é melhor que os originais, a começar por não nos fazer perder quase duas horas. Esse curtas amador ganhou um concurso organizado pela PlayArte, que é a distribuidora do filme no Brasil. Então, aí vai!



terça-feira, 5 de julho de 2011

Negligenciados: Zé Renato

Eu conheci Zé Renato em 2007, pelo seu CD de 2001 intitulado Filosofia, só com composições de Noel Rosa e Chico Buarque. Logo à primeira "ouvida", me apaixonei pelo timbre e pela interpretação de Olhos nos Olhos, uma das melhores que conheço (só não é a melhor porque Maria Bethânia é Maria Bethânia, né? haha). Zé tem um timbre admirável e traz precisão técnica nas suas interpretações, sem nunca deixar de lado a emoção, tão importante e presente na MPB. Apesar dos seus 34 anos de carreira, o cantor é ainda pouco conhecido, e por isso hoje está aqui na série Negligenciados.

Zé Renato começou sua carreira artística participando de festivais. Em 1977, integrou o grupo Cantares, ao lado de Marcos Ariel, entre outros, com o qual lançou um compacto duplo pela Funarte, no ano seguinte, no projeto "Vitrines". Em 1979, formou, com Cláudio Nucci, David Tygel e Maurício Maestro, o quarteto vocal e instrumental Boca Livre, com o qual ganhou projeção nacional e gravou vários discos.

Construiu sua carreira solo paralelamente ao seu trabalho com o Boca Livre, participando individualmente de vários projetos musicais. Em 1982 lançou Fonte da vida, seu primeiro disco solo, e, no ano seguinte, Luz e mistério. A partir de 1984 começou a atuar em dupla com Cláudio Nucci, com quem lançou o disco Pelo sim, pelo não. Suas canções Pelo sim, pelo não (com Cláudio Nucci e Juca Filho) e A hora e a vez (com Cláudio Nucci e Ronaldo Bastos), gravadas nesse disco, foram incluídas na trilha sonora de "Roque Santeiro", novela da TV Globo.

São vários os seus discos, incluindo parcerias magistrais com que vão de Tom Jobim a Arnaldo Antunes. Zé Renato também tem dois CD's de forró para crianças, um projeto premiado em alguns eventos de música, como o Prêmio Tim. Atualmente o cantor prepara o álbum Imbora, que deve ser lançado muito em breve. Vale a pena conhecê-lo melhor e admirar-se com essa voz.

Alguns discos disponíveis AQUI | Site Oficial | MySpace

segunda-feira, 23 de maio de 2011

N'A banda mais bonita da cidade

Um clipe em plano sequência com duração de 6 minutos que estorou no youtube de forma espantosa e agora eles são conhecidos como os mais fofinhos e bonitinhos da internet. Vindos de uma safra de música "folk nacional", Thiago Pethit, Malu Magalhães, Tiê, Tulipa Ruiz... Como grande referência internacional usam o Beirut e lançam na internet um clipe nos mesmos tons de sequência com a música Nantes. Prometem ser os curitibanos mais visados desses últimos tempos musicais. Um grupo bem grandinho, de outras bandas que se uniram pro clipe Oração que percorre a mesma casa passando por vários cômodos e levando consigo um pedacinho de cada um até unir todos. Bem gostoso de outros, divertido, dá vontade de pular junto com eles. Prometem ficar como chiclete por esses tempos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Cinema nacional

Para quem gosta de cinema nacional assim como eu e é sempre ávido por curiosidades, pesquisas e informações extras sobre os filmes do país, não pode deixar de visitar e se perder lá pelo site da Revista Cinética. A galera fez um levantamento de todos os longas lançados nos últimos 10 anos, com ficha técnica e tudo mais que se tem direito. A pesquisa está disponível on line, e ainda por cima tem como baixar em PDF uma versão digital excelente e realmente imperdível. A pesquisa faz parte de um projeto que resultou mostra 10 Questões, organizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil, recentemente apresentada em São Paulo e no Rio de Janeiro e que refletiu sobre a nossa produção cinematográfica, ajudando a apurar a visão crítica do que é realmente nosso. Vale muito a pena!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Brega é amor

Hoje é sexta-feira, dia de descontrair, mas não só por isso, eu gosto mesmo de brega. Quem nunca cantou uma música brega com força e sentimento de derrota não sabe o que é viver, haha! E hoje logo cedo estava eu atoando no YouTube ouvindo umas músicas meio over e me deparei com cover sensacionais. Muitas vezes a versão original é estigmatizada, nem prestamos atenção na letra por ser coisa de velho, coisa de pobre e outros pejoarativos assim. Eu ouço a versão original com prazer, sem pronlemas com isso, mas já que estou falando de cover, vamos nessa onda. Primeiro, Diogo Nogueira com uma música ótima, antiga de doer, daquelas que aprendi no berço.



A segunda música é uma que adoro, original da Eliana de Lima, que encontrei um cara anônimo fazendo um cover mais cadenciado (e menos brega) que a original. Undererê me lembra os churrasco em família na década de 90, a letra é mais que demais! "Meu coração, tão solitário sem você, está ardendo de paixão, não não não!"



Agora é uma regravação do Só Pra Contrariar, dos tempos que Alexandre Pires tinha bigodinho. A letra é bonita, eu juro, e com Letuce ficou muito boa! O som tá maneiro, a imagem é meio sem noção, coisas de ensaio...



Mais uma vez Letuce, agora com uma regravação que nem lembro de qual grupo é, mas certeza que todo mundo sabe cantar, essa nem é das mais tristes, mas não chega a ser feliz, como todo bom brega. Uma cena de novela, uma paixão inesperada: Ela, ela e o namorado dela, eu e minha namorada...



A última nem pode ser considerada um cover, é uma versão levada a sério mesmo. Mas é tão sensacional que não poderia deixar de estar aqui. Quem nunca cantou isso? "É louura não ouvir o coração, desse jeito a gente pede pra sofrer, eu não quero te ver na solidão, tô fazendo muita falta pra vocêêêê". Dá o play e aumenta o som!



Pra quem quer um bônus track, digita lá no YouTube: Raça Negra - Me Leva Junto Com Você. É puro amor!

Cupins



Mais um show de graça (isso mesmo totalmente DE GRAÇA) do Móveis Coloniais de Acajú em Niterói. Simplesmente perfeito. O grupo todo muito simpático, sempre receptivo com o público, com os fãs. André Gonzáles (vocalista) apesar de ainda no início do show abalado pela notícia da tragédia em Realengo, após um minuto de silêncio, levou o show com a impolgação possível. Dançou, rodou, cantou, envolveu-se de forma contagiante com todos (principalmente o pessoal do fã clube, os cupins). Quando tudo parecia perfeito, Xande Bursztyn (trombone)e Esdras Nogueira (sax barítono) descem e fazem uma apresentação no meio do público, tocando pertinho das pessoas, no chão em volta de uma roda humana, o André também desce rapidinho. Depois de todos cantarem, pularem e bla bla bla o Móveis se despede, mas em coro pedem Copacabana, respondendo a pedidos a música começa e começa o Flash Móveis, com vários balões no ar que dá um super efeito visual. Pra finalizar tem a lojinha que vende botons, camisas (a um incrível preço de R$5,00) e os Cd's pelo menos surpreendente preço. Recomendo!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Inovar é o que há!



Amamentar trigêmeos é uma causa nobre.

sábado, 2 de abril de 2011

Novo clipe do Móveis

A banda Móveis Coloniais de Acaju, uma das minhas preferidas da atualiade e que vem trabalhando em cima do seu segundo álgum, lançou há poucos dias o clipe da música O Tempo, que está na trilha sonora da novela global Araguaia.

O vídeo é resultado de uma ação executada ao vivo, intitulada #TempoRealMoveisMtv.
Dia 27 de março é o Dia do Grafite no Brasil. Então, a banda convidou o público para participar da ação da seguinte forma: as pessoas "twittariam" a tag #TempoRealMoveisMtv durante a transmissão em streaming no portal da MTV e os artistas pintariam seus Nicks no vidro.

Durante a transmissão, a banda executou uma estranha coreografia atrás do vidro. Ao final da transmissão, o Móveis revelou a surpresa: o público tinha assistido, em tempo real, o vídeo inteiro da música, só que executado 4x (e no final, 8x) mais lento. Ao atualizar a página, o público viu a sequência acelerada: o vídeo oficial de "O Tempo". O resultado ficou muito interessante e você pode conferir logo aqui embaixo:


Direção: Steve ePonto
Grafites: KollorsKingz
Biker: Luciano Cedro (Papai)

Fonte: YouTube

quinta-feira, 31 de março de 2011

Programa Compacto

Ha um tempo atrás eu soube, através do Twiter, sobre o encontro da grande cantora Thalma de Freitas com o cantor e compositor Matheus Aleluia, que ainda conheço pouco, mas tenho admiração profunda por ser compositor de uma das minhas músicas preferidas, Cordeiro de Nanã.


Na época da descoberta eu fiquei tão empolgado com a nova gravação que nem dei atenção e acabei esquecendo que o encontro desses dois raros na música brasileira se deu no Programa Compacto, até que essa semana meio sem querer eu lembrei do programa e fiz descobertas felicíssimas.

O programa é um videocast produzido/patrocinado pela Petrobrás e tem como objetivo resgatar as raízes do Brasil através da música, unindo artistas de diferentes regiões para um bate-papo descontraído e para fazer um som juntos, claro. Cada programa tem dois blocos de 10 minutos cada, realziado num cenário moderno e aconchegante.

Além da parceria da Thalma com M. Aleluia, muito me chamou atenção o encontro de Teresa Cristina (uma das minhas sambistas preferidas) com a regional Karina Buhr. À primeira vista me pareceu algo tão estranho juntar essas duas, e uns 3 minutos depois, antes mesmo de abirem a boca pra cantar eu já me perguntava: "puta que pariu, por que não juntaram essas duas antes!?" É uma parceria magnífica, que até rendeu uma música inédita, chamada Vagalume. É sublime!



Lá no site do programa há link para baixar essa e outras canções em MP3, num ícone logo abaixo do vídeo. A equipe pro programa também mantém um canal no YouTube, comunidade no Orkut e perfil no Twitter. Tem música para todos os gostos. É pra espalhar, ouvir, admirar e aplaudir!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sabonetes - Hotel

Conheci essa banda há mais de um ano, e acho que cheguei a comentar sobre eles aqui no Varal. Apesar de ter gostado desde a primeira vez que ouvi o CD, nunca foi algo que escutei com muita frequência. Essa semana eu lembrei da banda e resolvi matar saudade do CD, coincidentemente, um amigo me fala que eles lançaram clipe e estão com bons contatos na MTV, tendo tudo para estourar em 2011. O clipe é realmente acima da média, muito bom! O som também é bom, vale a pena ser visto e ouvido. A estética do clipe muito me agrada. Com vocês, mais uma vez, Sabonetes:



Hotel

Roupas no varal
Chuva de verão
Os dias soltos no quintal
Vão me dando a direção

Se você perguntar o que eu fiz
Se você quer saber o que eu quis
Ah, o tempo passa e eu penso demais
Pra dizer ao vento que me satisfaz
E eu minto

Quartos de hotel
Rá, alguém que se perdeu
Se você perguntar o que eu fiz
Se você quer saber o que eu quis
Ah, o tempo passa e eu penso demais
Pra dizer ao vento que me satisfaz
Tanto faz
O tempo passa e eu penso demais
Pode ser que eu tenha te deixado pra trás
E eu sigo
E eu minto
E eu sinto

Se você perguntar o que eu fiz
Se você quer saber o que eu quis
Ah, o tempo passa e eu penso demais
Pra dizer ao vento que me satisfaz
Tanto faz
O tempo passa e eu penso demais
Pode ser que eu tenha te deixado pra trás
E eu sigo
E eu minto
E eu sinto

E eu sigo

segunda-feira, 14 de março de 2011

25 songs, 25 days #19

Day 19: The first song alphabetically in your iPod.
Maria Bethânia, esse ser sem explicação, encantadora como (quase) todas as filhas de Iansã. Ótimo pra começar a semana. Eparrei Oyá!


PS: Aos 3:00' dá pra ouvir Bethânia usando um falsete, coisa rara nela.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Preconceito no Cinema



Tá bem, admito que quando fui ao cinema assistir Bruna Surfistinha tinha lá meus receios, achei que seria só sacanagem e blá, blá, blá. Mas, as poucas opções em exibição me forçaram a assistir. Agora dou o braço a torcer, o filme é bom sim. Recomendo a todas as pessoas e quando o cartaz dizia: "Leve seu namorado, seus amigos, mas vá sem preconceitos" tinha toda a razão.
Obviamente o filme todo terá cenas de sexo aos montes, ela é uma prostituta, uma missa que não cairia bem no contexto. E apesar de ver os peitos da Debora Secco o filme todo não o achei apelativo. A palavra que se encaixa melhor seria "agressivo". O primeiro programa ou quando ela faz fila pra fazer programas por vinte reais (Momento Vanessão) são afiadas, incomoda. Em outros pontos passa a ser normal, comum como ela mesmo via, como ela mesmo dizia não diferenciar seus clientes não diferenciava o sexo.
A fotografia é boa, me surpreendeu bastante, bem urbana, cigarro na janela, um ponto verde no cinza de um prostíbulo. Ponto alto pra trilha sonora também, teve seu encaixe. Alguns efeitos que me surpreenderam e que não costumo ver em filmes nacionais. Um roteiro que tem fôlego, boas atuações, no mais o filme em si é muito bom. Logo quando fui ler as críticas diversas pessoas indo contra o filme, dizendo ser apelativo, fraco, que passamos uma visão pejorativa pro público internacional com esse filme ou que as criancinhas do país teriam um péssimo exemplo. Bem, as adoráveis crianças tem acesso a internet o que faz elas saberam mais que a Bruna em si. Hipocrisia pura, se fosse uma cena de Almodóvar todos achariam arte, se fosse um clássico alemão todos comprariam o filme, mas por ser nacional as pessoas falam mal. Não levanto a bandeira de ninguém, admito nem ir muito com a cara da Bruna Surfistinha. Lembro que quando saiu o livro nem dei muita importância e tal, mas o filme eu recomendo e mais recomendo que as pessoas trepem mais.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O homem que amava caixas



Teatro OI Futuro Ipanema, sábados e domingos às 16h00 até 29 de maio, ingresso R$10,00
Adaptação para teatro infanto-juvenil do livro “The man Who loved boxes” , do escritor australiano Sthephen Michael King.
Dois atores, uma atriz. O pai, o filho, o cachorro e dois vendedores. Uma história curta, mas repleta de sentimentalismo, significados e mensagens que na realidade a maior parte do público infantil não vai compreender. As crianças vão gostar dos bonecos, do cachorrinho sapeca, das canções. Os adultos irão levar pra casa toda a sensação de abismo entre pai e filho.
O cenário é composto por caixas , grandes e pequenas, portas e escadas. Primeiro e segundo plano dentro de caixas. Creio que por a peça se basear em uma história curta, tentam “esticá-la” logo no começo, o que torna o início um pouco cansativo. Quando a história toma um ritmo natural tudo flui com leveza, com as pausas certas. A história termina assim, leve com o céu estrelado e braços trançados.

Recomendo!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Odó-Ìyá!

Dia 2de fevereiro, dia importante para o país inteiro, dia em que é comemorado nos candomblés como o de Iemanjá, sereia dona do mar. Dandalunda, Janaína, Princesa de Aiocá, Inaê, Sereia, Mucunã, Maria, Dona Iemanjá: em todas as suas denominações, em todos os dias do ano, salve a Mãe de todos os orixás.

Para começar, Bethânia, que dispensa apresentações, impecável

Fabiana Cozza, excelente cantora, voz abençoada e marcante saudando e cantando para Iemanjá