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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Cine 2011

Três filmes que marcaram 2011 cinematograficamente:

Tudo pelo poder



Com direção, roteiro e atuação de George Clooney, Tudo pelo poder já entraria pra história do cinema somente por esse fato. Mas, o drama vai além das expectativas, poderia até cair na mesmice pelo tema ou até mesmo hipocrisia, contudo prende o espectador do início ao fim. Excelente roteiro, com boas atuações, com a duração correta, ápice e desfecho com maestria. As suaves comparações com os governos americanos dá todo um ar humano e errante a narração. Ryan Gosling merece destaque. E ponto positivo para a capa principal do filme que ficou fantástica.

Amores Imaginários



Direção, roteiro e atuaçãode Xavier Dolan (o mesmo de Eu matei a minha mãe). Nesse filme Dolan acerta na direção, nas cores, nos enquadros de cena, na trilha sonora, no figurino, mas o roteiro em si é extramente pobre. A trama só prossegue pela direação, o enredo é parco, aguado, decepcionante até. A beleza de Niels Schneider dá todo um toque romântico as cenas, o alaranjado na camisa, o cabelo dourado. Enfim, poderia ter sido um ótimo filme, mas deixou a desejar.

A pele que habito



Grandes expectativas dos fãs de Almodóvar, talvez repreensivos por ser um filme que tem uma atmosfera de mistério, suspense. Um grande e inovador filme. Surpreendente como somente Almodóvar sabe ser. Roteiro inusitado, atuações primorosas, desfechos que beiram a loucura, a adoração e a paixão. Encantador de uma forma totalmente humana, pecadora e errante. No desenrolar da história se criam mentalmente várias respostas e todas elas se mostram falhas próxima ao fim. É um filme pra se digerir durante uns dias.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Brega é amor

Hoje é sexta-feira, dia de descontrair, mas não só por isso, eu gosto mesmo de brega. Quem nunca cantou uma música brega com força e sentimento de derrota não sabe o que é viver, haha! E hoje logo cedo estava eu atoando no YouTube ouvindo umas músicas meio over e me deparei com cover sensacionais. Muitas vezes a versão original é estigmatizada, nem prestamos atenção na letra por ser coisa de velho, coisa de pobre e outros pejoarativos assim. Eu ouço a versão original com prazer, sem pronlemas com isso, mas já que estou falando de cover, vamos nessa onda. Primeiro, Diogo Nogueira com uma música ótima, antiga de doer, daquelas que aprendi no berço.



A segunda música é uma que adoro, original da Eliana de Lima, que encontrei um cara anônimo fazendo um cover mais cadenciado (e menos brega) que a original. Undererê me lembra os churrasco em família na década de 90, a letra é mais que demais! "Meu coração, tão solitário sem você, está ardendo de paixão, não não não!"



Agora é uma regravação do Só Pra Contrariar, dos tempos que Alexandre Pires tinha bigodinho. A letra é bonita, eu juro, e com Letuce ficou muito boa! O som tá maneiro, a imagem é meio sem noção, coisas de ensaio...



Mais uma vez Letuce, agora com uma regravação que nem lembro de qual grupo é, mas certeza que todo mundo sabe cantar, essa nem é das mais tristes, mas não chega a ser feliz, como todo bom brega. Uma cena de novela, uma paixão inesperada: Ela, ela e o namorado dela, eu e minha namorada...



A última nem pode ser considerada um cover, é uma versão levada a sério mesmo. Mas é tão sensacional que não poderia deixar de estar aqui. Quem nunca cantou isso? "É louura não ouvir o coração, desse jeito a gente pede pra sofrer, eu não quero te ver na solidão, tô fazendo muita falta pra vocêêêê". Dá o play e aumenta o som!



Pra quem quer um bônus track, digita lá no YouTube: Raça Negra - Me Leva Junto Com Você. É puro amor!

terça-feira, 22 de março de 2011

1 + 1 = 1



O filme Incêndios (Incendies) traz a história de uma mãe ausente com gêmeos, após sua morte eles recebem um testamento dizendo pra procurarem o pai (que consideravam morto) e mais um irmão desconhecido para entregar uma carta. Uma mãe distante que em um país distante, em guerra, esfacelado conta sua história, suas torturas, seus pesadelos e seus segredos.
Sua filha vai até o Oriente Médio pra buscar pistas sobre o paradeiro de ambos. Descobre sobre a vida dela, da mãe, do irmão gêmeo, do irmão desconhecido e do pai que está vivo. Rejeitada em um país desconhecido, língua, costumes diferentes, tudo é arisco.
O filme já começa demonstrando uma trilha sonora peculiar que se encaixa de forma primorosa na trama. Planos interessantes, cortes de cena que se encaixam bem, fotografia perfeita. Diálogos e leituras de cartas que deixam o espectador com água nos olhos. Sim, eu chorei no fim do filme.
O filme pode se alongar de certa forma, mas quando tudo se encaixa é totalmente perdoável. Lindo, tocante, humano e surpreendente. O melhor filme do ano, de longe merecia o Oscar de filme estrangeiro. Recomendo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Preconceito no Cinema



Tá bem, admito que quando fui ao cinema assistir Bruna Surfistinha tinha lá meus receios, achei que seria só sacanagem e blá, blá, blá. Mas, as poucas opções em exibição me forçaram a assistir. Agora dou o braço a torcer, o filme é bom sim. Recomendo a todas as pessoas e quando o cartaz dizia: "Leve seu namorado, seus amigos, mas vá sem preconceitos" tinha toda a razão.
Obviamente o filme todo terá cenas de sexo aos montes, ela é uma prostituta, uma missa que não cairia bem no contexto. E apesar de ver os peitos da Debora Secco o filme todo não o achei apelativo. A palavra que se encaixa melhor seria "agressivo". O primeiro programa ou quando ela faz fila pra fazer programas por vinte reais (Momento Vanessão) são afiadas, incomoda. Em outros pontos passa a ser normal, comum como ela mesmo via, como ela mesmo dizia não diferenciar seus clientes não diferenciava o sexo.
A fotografia é boa, me surpreendeu bastante, bem urbana, cigarro na janela, um ponto verde no cinza de um prostíbulo. Ponto alto pra trilha sonora também, teve seu encaixe. Alguns efeitos que me surpreenderam e que não costumo ver em filmes nacionais. Um roteiro que tem fôlego, boas atuações, no mais o filme em si é muito bom. Logo quando fui ler as críticas diversas pessoas indo contra o filme, dizendo ser apelativo, fraco, que passamos uma visão pejorativa pro público internacional com esse filme ou que as criancinhas do país teriam um péssimo exemplo. Bem, as adoráveis crianças tem acesso a internet o que faz elas saberam mais que a Bruna em si. Hipocrisia pura, se fosse uma cena de Almodóvar todos achariam arte, se fosse um clássico alemão todos comprariam o filme, mas por ser nacional as pessoas falam mal. Não levanto a bandeira de ninguém, admito nem ir muito com a cara da Bruna Surfistinha. Lembro que quando saiu o livro nem dei muita importância e tal, mas o filme eu recomendo e mais recomendo que as pessoas trepem mais.

quinta-feira, 3 de março de 2011

25 songs, 25 days #8

Day 08: A song that reminds you of your a "first love".
Então, com vocês, O Teatro dos Vampiros, da Legião Urbana. Não é uma música romântica, mas me lembra...
Quando me vi tendo de viver comigo apenas e com o mundo, você me veio como um sonho bom...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Never Let Me Go


No dia 23 de outurbro de 2010 eu pibliquei aqui um texto da Folha que falava sobre o drama Não Me Abandone Jamais, contendo sinopse e crítica, texto esse que me fez ter muita vontade de assisti-lo. Só agora fui ver o filme, e posso resumir em uma palavra: paralisante.

É uma película sem respostas, que te deixa meio que sem reação por gerar tantas perguntas. Um drama dos bons, onde a natureza humana e o amor são explorados de forma sutil e profunda ao mesmo tempo.

É uma distopia sobre o silêncio, a aceitação, a natureza, a impiedade, os limites, a pequeneza do homem, a fragilidade e a alienação. Imperdível e está mais que recomendado! A fotografia melancólica é um deleite a parte.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A dor e a ternura

O vídeo abaixo é uma preciosidade comovente. Dor e ternura na voz e na imagem de Dona Canô, essa mulher abençoada que deu vida a Maria Bethânia. ( E a Caetano também, mas especialmente a Bê, tá!? haha) Brincadeiras a parte, assistam porque vale a pena.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Letuce



Duas vozes, um casal. Sempre comparados á Rita Lee e Roberto Carvalho em toda a sua doçura excêntrica. Versão de Caso Sério em Francês, em Ballet da Centopéia cita verso de Cabecinha no Ombro (1958), um clássico sertanejo de autoria de Paulo Borges. Voz mansa, por vezes sonolenta como seus próprios olhos, Letícia Novas conduz as canções. Lucas Vasconcellos aparece de forma sutil no som, voz tímida, mas em Potência se faz mais presente. Clipes e capa caseiros, piscinas, girafas, dois, sempre dois, praia, areia, sol. Um ar meio bossa nova, jazz e algo bem caseiro, fim de tarde com cor de flamboyan. Amor, eles cantam sobre o amor, deles, dos outros, do agora e do amanhã. Sim, vale a pena.



http://www.myspace.com/letuceletuce
http://twitter.com/letuceletuce
http://www.lastfm.com.br/music/Letuce

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Brasil, eu te amo

Não, não é patriotismo e muito menos Copa do Mundo, aliás esses enfeites nas ruas e bandeiras nos carros me irritam profundamente. Enquanto escutava o Cine Inffinito na MPB FM (www.inffinito.com.br) ouvi a notícia que o Rio foi escolhido para rodar 10 "histórias" de diretores diferentes para fazer um longa no mesmo esquema de Paris, eu te amo e New York, eu te amo. Encontram-se na lista nomes como do diretor Fernando Meirelles.
As filmagens estão previstas para a primavera desse ano e chegarão as telas de Cinema só no ano que vem. Já assisti Paris, eu te amo e o formato é bem interessante. Exceto, nas partes ondem tentam levar para o lado do humor. É fato de que francês não sabe ser engraçado. Nunca assisti uma comédia francesa onde pudesse dar ao menos uma gargalhada. Podem falar o que quiser do humor nacional, mas pra mim é o melhor. Todas às vezes em que assisti Os Normais - O filme (o 1, já que o 2 foi mais ou menos) minhas bochechas ficaram doloridas de tanto rir.
Bem, agora é só esperar até o ano que vem e conferir o longa no Brasil.

Pra quem quiser conferir Paris, eu te amo

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Entrevista com Nô Stopa



Lembro-me bem até hoje quando conheci a Nô Stopa. Achei o nome engraçado, as letras tão únicas, a melodia leve ("leve como uma pena leve"). O tempo passou e aqui estamos nós com uma belíssima entrevista com a querida Nô. Pra aqueles que já conhecem é bom pra desvendar um pouca essa figura tão ímpar e pra quem não conhece vale a pena ser modificado por suas canções.

Entrevista

01 - A música está na sua casa, na sua família, na sua vida desde o comecinho. Seu pai é o compositor mineiro Zé Geraldo e sua mãe tocava piano clássico. Teve e tem envolvimento com as artes circenses e dança. Gravou dois cd's (Camomila e distorção e Novo prático coração) e ainda tem um projeto com teatro de bonecos, circo e música infantil. É integrante da Banda Mirim, um grupo que vem chamando a atenção no meio do teatro musical. Ainda faz trabalhos extra-musicais com os grupos Pia Fraus (teatro de bonecos) e P.U.L.T.S. Teatro Coreográfico (dança). Ainda tempo nessa agenda lotada pra mais projetos?

(Nô) Atualmente estou envolvida em três projetos: meu trabalho autoral (acabo de lançar meu disco Novo Prático Coração), vou estrear um novo espetáculo com a Banda Mirim no início de junho e danço num grupo de dança contemporânea infantil chamado "Giz de Cena". Acho que é suficiente pra eu me realizar enquanto artista e conseguir criar meu filho. De vez enquando me arrisco numa coisa ou outra, por exemplo, no fim de maio realizei o sonho antigo de levar meu som pro picadeiro. Fizemos o show do Novo Prático Coração na Lona do Circo Roda (da Pia Fraus e dos Parlapatões), com intervenções de circo, teatro e dança. É um projeto que pretendo levar adiante.

02 - Algumas apresentações realizadas com O Teatro Mágico, que consegue (mesmo tendo um trabalho totalmente independente e de fácil acesso) um grupo bem diversificado e até ser divulgado na grande mídia. E ainda apresentações com a Roberta Campos, que vem crescendo nas rádios. Como lida com esse mercado mais independente e com quais nomes pretende ou deseja trabalhar?

(Nô)Ser independente hoje e conseguir sobreviver no mercado, é motivo de orgulho. A música independente está bastante diversificada, democrática e ganhando espaço na mídia cada vez mais.
Eu confesso que sofro um pouco com algumas portas que não se abrem.Mas estou fazendo a minha parte, trabalhando bastante e contando com amigos queridos e talentosos que sempre dão uma força.Gosto de trabalhar com quem gosta de trabalhar comigo, isso ocorre naturalmente, não sou de forçar a barra e não tenho idéia de quem estará comigo no próximo trabalho
.


03 - Sabemos que seu nome de registro é Aniela, agora queremos descobrir o motivo do seu nome artístico ser Nô Stopa.

(Nô)Quando nasci, minha irmã mais velha não conseguia falar Aniela e falava Noela, virei Nô desde o berço. Stopa é meu sobrenome por parte de mãe, italiano.

04 - Em 2004 lançou seu primeiro disco solo com selo próprio (Sol do meio-dia). Já são 6 anos de estrada, muitos admiradores, mas o grande público desconhece seu trabalho. A mídia tem excluido com frequência nomes primorosos do nosso cenário musical. Pretende ainda alcançar esse mercado ou pensa que o caminho é esse mesmo de manter-se com um público mais íntimo e fiel?

(Nô)Pretendo trabalhar e alcançar o que está reservado pra mim. A mídia tem diversas camadas, mas ainda estou muito abaixo da que gostaria de estar, e não quero me contentar com o que tenho hoje, minha batalha é pra crescer e ter condições dignas pra poder trabalhar.

05 - Versos simples, delicados, com sonoridade impecável acompanhada por sua voz aveludada. De onde tira tanta doçura mas que ainda assim carrega nas entrelinhas o amargor da vida de todo dia, a maturidade de uma mulher feita, contudo com ares de menina?

(Nô)Agora que sou mãe percebo muito esse contraste. A gente trabalha demais pra sustentar a família, bate a cara várias e várias vezes, mas tem que ter doçura e leveza pra encarar a vida. Pra criar um filho feliz, você tem que mostrar felicidade, quanto mais amor você dedica, mais você está fazendo do seu filho uma pessoa boa e linda. Essa lição eu busco aplicar em tudo o que faço.

06 - Assumir-se artista e querer viver da sua arte no país é muitas vezes difícil, tanto por questões financeiras quanto por questões comerciais, sociais etc. Já pensou em seguir outra carreira? Hoje em dia é possível viver só da música?

(Nô)Antes de compôr eu estudava Espostes na USP e pensava em ser técnica de Ginástica Olímpica, ao mesmo tempo em que ingressava num grupo de dança profissional, o PULTS. Depois da música, tranquei a faculdade e qualquer possibilidade que fazer outra coisa que não fosse arte. Fui pro circo, dancei no PULTS por alguns anos, me apresentei com a Pia Fraus, os Parlapatões, os Fractons, e hoje posso dizer que vivo de música, mas ainda não só do meu trabalho autoral.

07 - Quais são suas influências? Outras artes como cinema, literatura e artes plásticas também influenciam no seu som?

(Nô)Minha influência é o cotidiano, o ser humano, a rua, o rio... Posso ir ao cinema e voltar pra casa com vontade de compôr, não exatamente sobre o filme, mas a motivação veio dalí.O mesmo acontece com um show, uma balé ou uma exposição. Às vezes simplesmente acordar pode ser inspiração. E às vezes acho que nunca mais vou escrever nada, fico um tempão sem criar, mas é cíclico, como uma entressafra, uma respiração, depois volta.

08 - Quando os filhos são pequenos, o sonho normalmente é seguir a mesma carreira dos pais. Mas depois que crescem e entram na adolescência há o ímpeto de querer ser diferente ou pelo menos há dúvidas em relação ao que seguir. Você passou por essa fase de incertezas ou sempre soube o que quis? Conte-nos um pouco sobre seu começo de carreira.

(Nô)Achava que seria técnica de ginática olímpica, porque eu era atleta, apaixona pelo esporte, aí fui pro circo, pra dança, e depois veio a música. Nunca tive certeza de nada, as coisas foram se apresentando pra mim.


09 - Todo mundo que cria tem como xodó alguma coisa própria. Das músicas que já gravou, qual a que tem mais apreço e por quê?

(Nô)Não tenho uma predileta. Gosto muito da sonoridade do disco novo, mas tenho saudade da maneira de compôr do primeiro trabalho.

10 - Depois de anos de carreira é possível definir uma identidade musical para Nô Stopa, mas qualquer tentativa seria apenas um "achismo". Por você mesma, qual a identidade artística da Nô?

(Nô)Difícil. Eu me vejo entre o suave e o rock. Gosto da distorção, mas tenho voz pequena. Gosto de suavidade, mas tem que ser envenenado. Procuro esbarrar no folk, no pop e no rock, sem perder a brasilidade e a leveza. Quero também ter liberdade pra fazer o som que me der na telha, por isso acho que rotular não é legal.





Queríamos agradecer (eu e o Darlan) pela honra da entrevista. Pra quem quiser saber ainda mais sobre o trabalho da Nô é só conferir os links abaixo:

http://www.myspace.com/nostopa
http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/no_stopa
http://www.lastfm.com.br/music/N%C3%B4+Stopa

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Paladar




Esses dias assisti o filme Estômago (nacional) de Marcos Jorge. Um ótimo filme, ótimo mesmo. Um dos melhores filmes do cinema nacional dessa nova leva. Ponto certo, ótimas falas, roteiro interessante e o João Miguel (ator principal) me surpreendeu. Recomendo sem pensar duas vezes. Mas, comecei esse post com o intuito de esmiuçar um sentido extremamente sensual e que no Cinema toma uma visão interessante: o paladar. Em Estômago eles desvendam esse sentido com um toque bem brasileiro. Começa com uma coxinha de buteco e termina com uma macorranada à putanesca. Não vou entrar em grandes detalhes pra não estragar a história. Realmente vale a pena assistir. As cenas onde o paladar é explorado me lembrou uma cena impecável do filme O escafandro e a borboleta. Onde o personagem principal tece uma cena onde na frente dele há uma mesa repleta de comida, devora o banquete com sua amada, comendo assim, com as mãos. Os fresquinhos podem achar nojento, mas é uma cena de uma sensualidade extrema, humana, foraz. Comer é um ato de reunião, compartilhar e ,nesses casos, seduzir.
Recomendo os filmes e aviso que no final dá vontade de comer um bom prato de macarrão à putanesca.




A cena do banquete em O escafandro e a borboleta

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Validuaté


Dia desses, numa conversa descontraída de MSN me mandaram sem grandes detalhes o CD dessa banda e simplesmente disseram: "acho que faz seu estilo". Meio intrigado com o nome, assim que o CD chegou eu fui ouvir afoito. Resultado? Paixão à primeira vista! A banda é excelente, com diversar influências muito ricas, uma sonoridade do caralho e as letras são ótimas. É uma banda de indie rock brega regional formada por José Quaresma (voz/gaita), Thiago (pandeiros/cavaquinho), Júnior Caixão e Vazin (guitarras), Wagner (baixo) e John Well (bateria. Começaram sua trajetória com o nome Papel Di Parede, em 1999, tocando em barzinhos da cidade de União, localizada a 60Km de Teresina, com um repertório formado por sucessos da MPB e canções autorais. As letras são divertidas, são sérias também, irônicas, poéticas e falam do amor que desandou, da saudade do amor que partiu...

Eu Só Quero Acabar Com Você
Composição: Thiago E.

Traz uma cachaça pra vê se
Passa a escuridão - porra de vida!
Ah se ele já não me abraça
O peito ga-ga-gueja a raiva doída.
Partiu com aquela pessoa páia! por quê?!
Partiu com uma pessoa mais feia do que eu - enche o copo!
Tomara que sempre chova em todas as tuas festas.
Tomara que tu tropeces em todas as pedras.
Tomara que tu sempre enfrentes filas enormes.
E mesmo morrendo eu não quero mais que tu retornes.
Eu-só-que-ro-a-ca-bar-com-vo-cê.


É a vingança boba que todo mundo deseja, um vingança infantil se não fosse pela cachaça, rs.

Desde Móveis Colonais de Acaju, nos idos 2006 ou 2007, eu não descubro uma banda tão boa no cenário nacional. Vale muito a pena ouvi-los, e tá AQUI o link para download do CD.
Boa degustação a todos!