Não é novidade para ninguém que Mallu Magalhães não é mais aquela criança estranha que usava frases desconexas nas entrevistas. A moça cresceu fisicamente e musicalmente, seu último álbum é uma agradável surpresa, ainda que com a clara influência de Marcelo Camelo nas letras e melodias. O que eu não sabia é que Mallu andava por aí quase tendo orgasmos no palco, e olha, viagem delícia. E sim, Mallu tem autenticidade.
O Blog:
Não importa se fútil ou cult, aqui tem o que agrada, desperta curiosidade, riso e coisas assim. Sem rótulo e sem pudor, seja fult com a gente!
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sábado, 4 de agosto de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Viva Elis
Como muito já devem saber, Maria Rita está em turnê com um show com músicas do repertório de sua mãe, Elis Regina. O show é patrocinado pela Nivea e começou na intenção de poucas apresentações, mas como já era esperado, virou turnê e logo deve sair em DVD. Enquanto isso não acontece, vai aí um vídeo do show completo. É lindo, verdadeiro e Maria Rita é ótima!
Créditos para o Marcelo (@celozudo) que me passou o vídeo!
segunda-feira, 9 de julho de 2012
O Volta de Ana Cañas
Após três anos de hiato, Ana Cañas nos apresenta seu terceiro álbum, Volta, lançado dia 15 de junho. O álbum segue o que já pudemos ver em seus dois primeiros trabalhos, a pluraridade de estilos e a avidez. Ana quer inovar, quer arrojo e ora consegue, ora não. Acho experimentações válidas e, ao contrário de muitos críticos, gostei de Volta. Tem canções preciosas como No Quiero Tus Besos (Natalia Lafourcade e Ana Cañas), Urubu Rei e Volta (Ana Cañas), esta última um deleite à parte, puro tesão. Vale a pena ouvir!
Volta - Ana Cañas (2012)
1. Será que Você me Ama? (Dadi e Ana Cañas)
2. Difícil (Ana Cañas)
3. Urubu Rei (Ana Cañas)
4. No Quiero Tus Besos (Natalia Lafourcade e Ana Cañas)
5. Diabo (Ana Cañas)
6. La Vie en Rose (Louiguy e Edith Piaf)
7. My Baby Just Cares For Me (Walter Donaldson e Gus Kahn)
8. Feito pra Mim (Ana Cañas)
9. Todas as Cores (Dadi e Ana Cañas)
10. Volta (Ana Cañas)
11. Rock and Roll (Jimmy Page, John Paul Jones, John Bonham e Robert Plant)
12. Foi Embora (Ana Cañas)
13. L’Amour (Ana Cañas)
14. Falta (Ana Cañas)
15. Amar Amor (Ana Cañas e Dadi)
16. Stormy Weather (Harold Arlen e Ted Koehler)
sexta-feira, 2 de março de 2012
Asa
Asa é uma cantora francesa (Paris, 1982) de origem nigeriana ainda pouco conhecida no Brasil, mas que aos poucos vem conquistando os ouvidos mais atentos. Quem me apresentou o seu trabalho foi o Clóvis, que já foi apresentado por aqui também.
A história de Asa (pronuncia-se Asha e significa "gavião" no idioma iorubá) começa em Lagos, na Nigéria,
onde ela encontrou em casa na extensa e eclética coleção de musica de
seu pai, clássicos do soul e de tradicionais músicas da Nigéria. Começando a cantar desde muito nova, Asa foi inspirada pelos sons e
mensagens de artistas como Marvin Gaye, Fela Kuti, Bob Marley, e Sunny
Ade Ebenezer Obey que serviram como influência quando mais tarde começou
a elaborar suas próprias canções.
Foi em Paris que ela encontrou seu estilo e formação musical sendo
influenciada por canções de seus contemporâneos musicais como ErikaBadu,
D'Angelo, Rafel Saadiq, Lauryn Hill e Angelique Kidjo.
Asa funde pop, R & B, world, funk, soul e reggae, em um álbum de estréia homônimo, onde ela canta em Inglês e Iorubá.
Apresentando percussão impecável, Beautiful Imperfection, o álbum tem
duas faixas que se destacam: Jailer uma música sobre "a ironia de
opressão, aquela que opera na vida cotidiana" e Fire In The Mountain. Há faixas que também conquista pelo swingue, como Be My Man. Uma curiosidade do álbum é que as faixas são assinadas por Bukola Elemide, o nome real de Asa.
Imediatamente ao lançamento do álbum Asa teve o reconhecimento
mundial e o começou uma longa turnê, incluindo Europa, América do Norte,
África e Japão. Asa também passou pelo Brasil no ano passado, se apresentando em agosto no Rio, durante o festival Back2Black.
Não só pela qualidade musical, Asa também chama atenção pelo estilo fashion, os clipes com fotografia impecável e enriquecidos com os conceitos que vogam pelo meio da moda e das artes em geral. Mais atual impossível. Em primeiro momento, seu estilo pode lembrar vagamente Amy Winehouse ou até mesmo Janelle Monáe, mas rapidamente a autenticidade da cantora se sobressai, junto do seu talento. Vale a pena, o álbum está disponível AQUI.
Beautiful Imperfection 1."Why Can’t We"
2."Maybe"
3."Be My Man"
4."Preacher Man"
5."Bimpé"
6."The Way I Feel"
7."OK OK" 8."Dreamer Girl"
9."Oré"
10."Baby Gone"
11."Broda Olé"
12."Questions"
13."Bamidelé (Digital Bonus Track)"
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Trovoada
Eu estou arrepiado o dia todo. Nesse 29 de dezembro Cássia Eller é lembrada pelos dez anos de sua morte. Eu ainda tenho uma lembrança bem clara de estar em casa com a TV ligada quando Fátima Bernardes anunciou sua morte no Jornal Nacional. Sem exageros e nem sentimentos vazios, eu senti a morte de Cássia como se fosse alguém do meu convívio íntimo.
Eu não sou tão velho, mas lá pelos meus 11 anos, a Internet ainda não era popular como é hoje em dia, daí que uma série de coisas muito fáceis de se conseguir nos tempos de hoje, era uma luta para se ter. Isso explica o fato de eu ter uma pasta com letras de músicas, fotos e recortes sobre Cássia Eller. Brega, eu sei, mas eu sempre fui fã dela.
Cresci idolatrando Legião e Nirvana, mas por motivos óbvios nunca pude ver um show de nenhuma dessas bandas. Minha história com Cássia é diferente porque além de tê-la como ídolo, eu pude viver em tempo real toda a febre que um fã tem direito. Isso vai de esperar ansiosamente por um novo disco até brigar com os pais para ir ao show.
A força e a luz dos olhos de Cássia Eller sempre me atingiram de forma muito comovente. Foi com Cássia que eu aprendi a reparar em sorrisos, a gostar tanto de sorrisos e ler alguém por inteiro através de um sorriso. Não há outro sorriso como o de Cássia. Tampouco voz e energia como a dela. Invocada, atrevida, tímida, explosiva, contida, inquieta, calma. Eu amo Cássia Eller. Salve!
PS: Cássia Eller é mais que o Acústico MTV. Bem mais que Malandragem e sua irreverência não se resume em levantar a camiseta e mostrar os peitos.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Maria Gadú em Mais Uma Página
Passado o furor do seu primeiro trabalho e toda aquela perigosa superexposição, além da parceria com Caetano Veloso, Maria Gadú chega com seu segundo CD para confirmar a promessa de ser um novo grande nome na MPB ou decepcionar, como todos outros nomes sazonais.
Confesso que temi alguma descaracterização da artista devido sua parceria com a Som Livre/Rede Globo, mas é com felicidade que ouço o CD e constato que é ainda aquela Maria Gadú talentosa surgida há pouco tempo. Em 14 faixas, incluindo regravações/composições em inglês e espanhol, Gadú está de volta para comprovar seu talento como compositora e intérprete.
O álbum não é óbvio como seu título e apresenta boas surpresas, caminha por diferentes ritmos e nuances. Destaque "Axé A Capella" que tem uma sonoridade muito gostosa, com Gadú explorando sua extensão vocal e outros ritmos. Destaque também para "Quem?", faixa que conta com a participação de Lenine.
Preciso ouvir mais vezes para digerir bem a coisa e poder opinar detalhadamente, mas o que posso afirmar com certeza é que é um bom e autêntico CD de uma grande nome da música nacional. Eu que sou amante de música nacional, achei o álbum exageradamente poliglota, mas talvez isso seja estratégia para uma carreira internacional. No fim das contas, isso não afeta a qualidade do álbum e vale a pena!
Mais Uma Página (2011)
01. No Pé Do Vento
02- Anjo de Guarda Noturno
03- Taregué
04- Estranho Natural
05- Like a Rose
06- Oração ao Tempo
07- Quem? ( part. esp.: Lenine)
08- Axé Acappella
09- Reis
10- Linha Tênue
11- Extranjero
12- A Valsa (Part. Esp.: Marco Rodrigues)
13- Long Long time
14- Amor de Índio
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
O triste declínio da “Nova MPB”
A MPB sempre
viveu de safras e hiatos, alguns grandes, outros nem tanto. Lá no começo da
década de 90 e durante toda sua duração, a grande mídia passou a cria uma tal
de “nova MPB”, incluindo grandes nomes femininos que surgia na música nacional.
Marisa Monte, Adriana Calconhotto, Ana Carolina e tentaram até mesmo incluir
Cássia Eller nesse jogo aí, mas eu não vou jogar a maior rockeira do país nesse
meio aí.
Além, ainda
tivemos as cantoras de um só sucesso, que apesar de promissoras, logo caíram no
esquecimento. Deborah Blando, Patrícia Marx e mais algumas outras que incluídas
em trilhas de novela experimentaram um sucesso vindo tão rápido quanto o
posterior ostracismo.
Já nos anos
2000, posso lembrar de Vanessa da Mata e seu surgimento para as massas. Ótima
compositora, sempre foi uma cantora superestimada, fato que se comprova por
doloridas desafinações em apresentações ao vivo. Teve também o surgimento de
Maria Rita, meu amor platônico, que apareceu somente como filha da Elis Regina
e nada mais.
Particularidades
à parte, todas criaram clássicos instantâneos, foram ovacionadas pelo público e
ganharam uma espécie de altar por parte da grande mídia. Merecidamente? Talvez.
Adriana Calcanhotto, dentre as citadas, talvez seja a que menos aparece na TV e
a que guiou sua carreira de maneira mais brilhante. Calcanhotto não teve medo e
não quis viver à sombra de “Vambora”, reinventou-se em Partimpim, voltou aos
seus ritmos habituais com maestria e mais uma vez se reinventou com seu ótimo O
Micróbio do Samba.
Ana Carolina, a quem já dediquei um texto específico aqui no blog, está apagada desde sua
parceria com Seu Jorge. Dois Quartos, seu álbum solo após parceria com Seu
Jorge, viveu mais pelas suas polêmicas que pelo que apresentava musicalmente.
N9ve é chatinho, cansativo e burocrático, não lembra em nada a velha Ana
Carolina cheia de vigor.
Vanessa da Mata
ainda anda cheia de suas altos e baixos, ora com excelentes canções, ora com
alguma bobeirinha radiofônica que nos empurram goela abaixo meses seguidos.
Vanessa talvez seja a rainha do remix, invade as pistas de dança mesmo falando
ai ai ai ai ai ai ai trocentas vezes seguidas. Eu gosto dela, queria ter
escrito algumas de suas canções e a acho com uma energia ímpar, mas ainda é uma
cantora de álbuns irregulares, sem um padrão de qualidade.
Maria Rita, após
dois álbuns plurais quanto a ritmos e estilos, se encontrou no samba e
finalmente parece ter exorcizado de vez a sombra de Elis a sempre a perseguiu.
Maria Rita é uma grande cantora, versátil musicalmente, mas pouco ousada
enquanto artista. Tecnicamente é irrepreensível, o carisma admirável, mas leva
a carreira com pouca dinâmica, passa anos sem lançar nada.
Por último
chegamos a Marisa Monte, uma espécie de bibelô dessa tal “Nova MPB”. Eu gosto
de Marisa Monte e claro que muitas de suas músicas fazem parte da vida, de
fases e relacionamentos. Acho que quem nunca cantou “Não Vá Embora” com sorriso
aberto não sabe o que uma paixão, e quem nunca se contorceu com os versos de
“Bem Que Se Quis” é porque não prestou atenção na lascividade da letra.
Cheia dos
projetos profissionais e pessoas, vezenquando Marisa some, mas sempre que
ressurge fazem festa e batem palma. Em seu último “ressurgimento” Marisa chegou
cantando uma música de matar qualquer diabético por tanto açúcar e qualquer
letrista pela falta de rima e métrica na música. “Não É Proibido” tocou exaustivamente. Chego a
cogitar alguma parceria dela com os laboratórios produtores de insulina...
Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate,
Uh!
Paçoca, mariola, quindim,
Frumelo, doce de abóbora com coco,
Bala juquinha, algodão doce e manjar.
Uh!
Depois de outro
sumiço, agora volta Marisa Monte com Ainda Bem. Comecei já estranhando o
título, por ser o mesmo de uma canção da Vanessa da Mata, mas tudo bem, vamos
lá ouvir o que essa grande voz tem pra nos mostrar e gente! Que coisinha chata.
A música é pobre, ganhou um clipe pobre e não empolga nem se ouvir depois de
tomar umas tequilas. Não é ruim, mas é pobre. Uma coisinha morna que vai ter
gente falando que é singela, esquecendo-se da linha sutil entre o simples e o
simplista. Mais uma parceria de Marisa com Arnaldo Antunes, tem umas rimazinhas
e um “na na na na na” típico de Jota Quest.
Alguém duvida
que vamos ouvir muito essa música? Vai tocar, claro que vai, e o nome disso é
inve$timento. Aparece só quem tem, e as fórmulas são as mesmas sempre. Anderson Silva, celebridade onipresente do momento, participa do clipe para deixar deixar claro o apelo da visibilidade. Som
Livre, Sony-BMG e Universal dominam os meios de comunicação em massa.
Enquanto a TV
insiste a mostrar as santas do altar, tem uma galera profana fazendo bonito
longe dos holofotes. Gente de talento que não precisa viver de memória e mantém
viva e rica a música do Brasil. Salve a música impopular brasileira!
segunda-feira, 23 de maio de 2011
N'A banda mais bonita da cidade
Um clipe em plano sequência com duração de 6 minutos que estorou no youtube de forma espantosa e agora eles são conhecidos como os mais fofinhos e bonitinhos da internet. Vindos de uma safra de música "folk nacional", Thiago Pethit, Malu Magalhães, Tiê, Tulipa Ruiz... Como grande referência internacional usam o Beirut e lançam na internet um clipe nos mesmos tons de sequência com a música Nantes. Prometem ser os curitibanos mais visados desses últimos tempos musicais. Um grupo bem grandinho, de outras bandas que se uniram pro clipe Oração que percorre a mesma casa passando por vários cômodos e levando consigo um pedacinho de cada um até unir todos. Bem gostoso de outros, divertido, dá vontade de pular junto com eles. Prometem ficar como chiclete por esses tempos.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
O Micróbio do Samba
Há dias que vem se intensificando o burburinho em torno do novo álbum de Adriana Calcanhotto, intitulado de O Micróbio do Samba. Como o próprio título sugere, é sim um álbum de sambas. Não aquele sambão de domingo, mas sambinha cadenciado, pra ouvir a noite tomando um álcool qualquer. É samba individual, não é samba de galera.
Percebo com felicidade que o samba tem tomado mais espaço na vida de artistas e dos ouvintes. Eu mesmo, outrora tão restrito ao rock e suas infinitas vertentes, hoje não vivo sem um bom samba. E Calcanhotto sabe fazer samba gostosinho, vale a pena! Aqui dá pra ouvir trechos do novo álbum, de todas as 12 faixas. E logo abaixo a cantora fala um pouco do disco e das coisas que o envolvem.
UPGRADE com mais do Micróbio e mais de Calcanhotto:
terça-feira, 22 de março de 2011
1 + 1 = 1

O filme Incêndios (Incendies) traz a história de uma mãe ausente com gêmeos, após sua morte eles recebem um testamento dizendo pra procurarem o pai (que consideravam morto) e mais um irmão desconhecido para entregar uma carta. Uma mãe distante que em um país distante, em guerra, esfacelado conta sua história, suas torturas, seus pesadelos e seus segredos.
Sua filha vai até o Oriente Médio pra buscar pistas sobre o paradeiro de ambos. Descobre sobre a vida dela, da mãe, do irmão gêmeo, do irmão desconhecido e do pai que está vivo. Rejeitada em um país desconhecido, língua, costumes diferentes, tudo é arisco.
O filme já começa demonstrando uma trilha sonora peculiar que se encaixa de forma primorosa na trama. Planos interessantes, cortes de cena que se encaixam bem, fotografia perfeita. Diálogos e leituras de cartas que deixam o espectador com água nos olhos. Sim, eu chorei no fim do filme.
O filme pode se alongar de certa forma, mas quando tudo se encaixa é totalmente perdoável. Lindo, tocante, humano e surpreendente. O melhor filme do ano, de longe merecia o Oscar de filme estrangeiro. Recomendo.
quinta-feira, 17 de março de 2011
25 songs, 25 days #22
Day 22: A a song that someone has sung to you.
Uma música que alguém cantou para mim é meio difícil de escolher, sempre estive cercado por música de forma tão intensa. Poderia ser Marina (Dorival), poderia ser Eu Te Amo (Chico) e até Bandolins (Oswaldo). Mas vamos de Vambora, que por mais conhecida e executada que seja, nunca me canso, essa letra é especial.
Achei diversos covers da música pelo Youtube, e até pensei em colocar aqui o feito pela Roberta Sá em dueto com Frejat, mas só Calcanhotto passou a sutileza necessária, essa coisa bonita que só ela sabe fazer. E de forma muito simples.
Uma música que alguém cantou para mim é meio difícil de escolher, sempre estive cercado por música de forma tão intensa. Poderia ser Marina (Dorival), poderia ser Eu Te Amo (Chico) e até Bandolins (Oswaldo). Mas vamos de Vambora, que por mais conhecida e executada que seja, nunca me canso, essa letra é especial.
Achei diversos covers da música pelo Youtube, e até pensei em colocar aqui o feito pela Roberta Sá em dueto com Frejat, mas só Calcanhotto passou a sutileza necessária, essa coisa bonita que só ela sabe fazer. E de forma muito simples.
terça-feira, 15 de março de 2011
25 songs, 25 days #20
Day 20: The last song alphabetically in your iPod.
Sempre fui um pouco relutante em ouvir Vanessa da Mata, algo ainda me faltava. Além de que sempre achei os fãs dela muito xiitas em não reconhecerem que ela desafina muito ao vivo, hahaha. Mas ela é boa compositora e minha má impressão sobre ela mudou em 2009 (acho) quando ela lançou o álbum Ao Vivo Multishow. Tem uma energia ímpar e ouvi até esgotar. Em 2010 Vanessa lançou novo álbum e dessa vez, sem resistência, ouvi e gostei um bocado, taí uma das minhas preferidas do álbum, que não sai do meu celular.
PS: Pelo que vejo, ela está mais afinada. Semitonar é humano, né? Mas antes isso que aquelas desafinadas desesperadoras, haha.
Sempre fui um pouco relutante em ouvir Vanessa da Mata, algo ainda me faltava. Além de que sempre achei os fãs dela muito xiitas em não reconhecerem que ela desafina muito ao vivo, hahaha. Mas ela é boa compositora e minha má impressão sobre ela mudou em 2009 (acho) quando ela lançou o álbum Ao Vivo Multishow. Tem uma energia ímpar e ouvi até esgotar. Em 2010 Vanessa lançou novo álbum e dessa vez, sem resistência, ouvi e gostei um bocado, taí uma das minhas preferidas do álbum, que não sai do meu celular.
PS: Pelo que vejo, ela está mais afinada. Semitonar é humano, né? Mas antes isso que aquelas desafinadas desesperadoras, haha.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Preconceito no Cinema

Tá bem, admito que quando fui ao cinema assistir Bruna Surfistinha tinha lá meus receios, achei que seria só sacanagem e blá, blá, blá. Mas, as poucas opções em exibição me forçaram a assistir. Agora dou o braço a torcer, o filme é bom sim. Recomendo a todas as pessoas e quando o cartaz dizia: "Leve seu namorado, seus amigos, mas vá sem preconceitos" tinha toda a razão.
Obviamente o filme todo terá cenas de sexo aos montes, ela é uma prostituta, uma missa que não cairia bem no contexto. E apesar de ver os peitos da Debora Secco o filme todo não o achei apelativo. A palavra que se encaixa melhor seria "agressivo". O primeiro programa ou quando ela faz fila pra fazer programas por vinte reais (Momento Vanessão) são afiadas, incomoda. Em outros pontos passa a ser normal, comum como ela mesmo via, como ela mesmo dizia não diferenciar seus clientes não diferenciava o sexo.
A fotografia é boa, me surpreendeu bastante, bem urbana, cigarro na janela, um ponto verde no cinza de um prostíbulo. Ponto alto pra trilha sonora também, teve seu encaixe. Alguns efeitos que me surpreenderam e que não costumo ver em filmes nacionais. Um roteiro que tem fôlego, boas atuações, no mais o filme em si é muito bom. Logo quando fui ler as críticas diversas pessoas indo contra o filme, dizendo ser apelativo, fraco, que passamos uma visão pejorativa pro público internacional com esse filme ou que as criancinhas do país teriam um péssimo exemplo. Bem, as adoráveis crianças tem acesso a internet o que faz elas saberam mais que a Bruna em si. Hipocrisia pura, se fosse uma cena de Almodóvar todos achariam arte, se fosse um clássico alemão todos comprariam o filme, mas por ser nacional as pessoas falam mal. Não levanto a bandeira de ninguém, admito nem ir muito com a cara da Bruna Surfistinha. Lembro que quando saiu o livro nem dei muita importância e tal, mas o filme eu recomendo e mais recomendo que as pessoas trepem mais.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Odó-Ìyá!
Dia 2de fevereiro, dia importante para o país inteiro, dia em que é comemorado nos candomblés como o de Iemanjá, sereia dona do mar. Dandalunda, Janaína, Princesa de Aiocá, Inaê, Sereia, Mucunã, Maria, Dona Iemanjá: em todas as suas denominações, em todos os dias do ano, salve a Mãe de todos os orixás.
Para começar, Bethânia, que dispensa apresentações, impecável
Fabiana Cozza, excelente cantora, voz abençoada e marcante saudando e cantando para Iemanjá
Para começar, Bethânia, que dispensa apresentações, impecável
Fabiana Cozza, excelente cantora, voz abençoada e marcante saudando e cantando para Iemanjá
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
A dor e a ternura
O vídeo abaixo é uma preciosidade comovente. Dor e ternura na voz e na imagem de Dona Canô, essa mulher abençoada que deu vida a Maria Bethânia. ( E a Caetano também, mas especialmente a Bê, tá!? haha) Brincadeiras a parte, assistam porque vale a pena.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Letuce

Duas vozes, um casal. Sempre comparados á Rita Lee e Roberto Carvalho em toda a sua doçura excêntrica. Versão de Caso Sério em Francês, em Ballet da Centopéia cita verso de Cabecinha no Ombro (1958), um clássico sertanejo de autoria de Paulo Borges. Voz mansa, por vezes sonolenta como seus próprios olhos, Letícia Novas conduz as canções. Lucas Vasconcellos aparece de forma sutil no som, voz tímida, mas em Potência se faz mais presente. Clipes e capa caseiros, piscinas, girafas, dois, sempre dois, praia, areia, sol. Um ar meio bossa nova, jazz e algo bem caseiro, fim de tarde com cor de flamboyan. Amor, eles cantam sobre o amor, deles, dos outros, do agora e do amanhã. Sim, vale a pena.
http://www.myspace.com/letuceletuce
http://twitter.com/letuceletuce
http://www.lastfm.com.br/music/Letuce
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Achados os perdidos – Parte II
No masculino da música brasileira, como já disse aqui no Varal, Vinicius Calderoni foi meu grande achado de 2010. Compositor e cantor moderno, de musicalidade contagiante, antenado em nas diferentes linguagens, enfim, um cara que realmente merece atenção e está na ponta do movimento musical contemporâneo.
Pois bem, hoje venho apresentar meu grande achado no lado feminino da música: Áurea Martins. A intérprete contrapõe quase que totalmente ao Calderoni: ela é clássica, daquelas tipicamente clássicas. Excelente e intensa, mas também obscura, melancólica e rasgante. Penso no tempo que perdi por não conhecê-la antes

Hoje com 70 anos e mais de 50 de carreira, ainda circula pelo circuito undergound de bares e clubes do Rio de Janeiro, sua cidade natal. Seu álbum Até Sangrar, de 2008, faz jus ao nome que tem. A cantora dá às composições de Lupcínio Rodrigues o peso certeiro que deve ter, e até uma composição sutil de Herbert Vianna e Paula Toller (Nada Por Mim) ganha peso e intensidade na sua voz marcante. É uma grande viagem ao tempo. Não chega a ser um álbum de fossa, mas certamente é algo para se ouvir sozinho em alguma noite qualquer. Embriagando-se de álcool ou de mágoa.
Esse álbum necessário você encontra AQUI.
Pois bem, hoje venho apresentar meu grande achado no lado feminino da música: Áurea Martins. A intérprete contrapõe quase que totalmente ao Calderoni: ela é clássica, daquelas tipicamente clássicas. Excelente e intensa, mas também obscura, melancólica e rasgante. Penso no tempo que perdi por não conhecê-la antes

Hoje com 70 anos e mais de 50 de carreira, ainda circula pelo circuito undergound de bares e clubes do Rio de Janeiro, sua cidade natal. Seu álbum Até Sangrar, de 2008, faz jus ao nome que tem. A cantora dá às composições de Lupcínio Rodrigues o peso certeiro que deve ter, e até uma composição sutil de Herbert Vianna e Paula Toller (Nada Por Mim) ganha peso e intensidade na sua voz marcante. É uma grande viagem ao tempo. Não chega a ser um álbum de fossa, mas certamente é algo para se ouvir sozinho em alguma noite qualquer. Embriagando-se de álcool ou de mágoa.
Esse álbum necessário você encontra AQUI.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Dedo de prosa

Bem, como todos sabem, eu e o Darlan (mais conhecido como Darlanhouse pelo twitter) somos os fundadores do Varal Fult. Foram muitas matérias, entrevistas, vídeos, novidades e raridades. Resolvemos que pra dar uma melhorada no nosso espaço vamos convidar outras pessoas para fazer um post-teste. Isso consiste em um post comum, nos moldes de texto+vídeo+imagem+link's+algumacoisaqueoautorqueira. Bem, depois de todos os convidados postarem vamos fazer uma pequena votação com direito a coquetel e tudo mais. Aí, teremos o novo integrante desse humilde espaço. Em breve vem post-teste aí, fiquem de olho.
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domingo, 5 de dezembro de 2010
Luísa Maita
A primeira vez que a vi foi por acaso em algum vídeo do Youtube cantando com a Mariana Aydar. O vídeo não era de muita qualidade, então assisti aquele dueto sem muito crédito, sem saber bem quem era ali ao lado da Mariana cantando uma das minhas músicas preferidas, Beleza. Pois sim, era Luísa Maita, compositora de Beleza, gravada pela Mariana. Tempo passou e acabei acabei esquecendo do dueto, mas ainda bem que via Twitter alguém chegou para me perguntar se eu conhecia Luísa Maita. O nome já não me era estranho, fui pesquisar e daí me vieram dois sentimentos: arrependimento e surpresa. O primeiro por não ter prestado atenção nessa moça antes, o segundo porque ela é ótima!
Levando em conta que está no seu primeiro trabalho solo, o álbum Lero-Lero (2010), pode-se dizer que é impecável. Quase todo autoral, traz músicas leves, independente de serem mais serenas ou agitadas, todas as melodias são muito agradáveis e as letras a gente canta com um sorrisinho bom. Sem definir estilo musical pra isso e praquilo, Luísa Maita faz um som que o mais apropriado é chamar de "delicioso".
Tracklist:
1. Lero-Lero (Luísa Maita) | 4’43”
2. Alento (Luísa Maita) | 3’54”
3. Aí vem ele… (Luísa Maita) | 4’13”
4. Desencabulada (Luis Felipe Gama e Rodrigo Campos) | 3’01”
5. Fulaninha (Luísa Maita) | 3’36”
7. Maria e Moleque (Rodrigo Campos) | 4’43”
8. Anunciou (Luísa Maita) | 3’15”
9. Um vento bom (Luísa Maita)| 3’49”
10. Alívio (Luísa Maita) | 3’31”
11. Amor e Paz (Luísa Maita) | 2’44”
Todas ótimas, mas eu destaco especialmente Alento, Desencabulada e Fulaninha. Disponível AQUI.
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