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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Blind Pilot lança novo álbum

Para quem ainda não conhece a banda, Blind Pilot foi uma das maiores revelações da música folk no último ano.  A banda que inicialmente contava com apenas dois membros, Israel Nebeker na voz e violão e Rian Dobrowski na percussão, hoje conta com  seis membros e instrumentos como gaita de fole e vibrafone.
A música de Blind Pilot conquista por sua leveza e simplicidade, que fez com que se destacassem no cenário de Portland, Oregon de onde a banda veio e onde há uma grande concentração de bandas folks. São músicas simples que lhe dão uma vontade de ficar cantarolando durante o dia, músicas que cantam a singeleza do cotidiano, das dúvidas diárias. Talvez seja esse o motivo pelo qual eles tenham passado de pequenas "turnês de bicicleta" à grandes concertos com milhares de pessoas.
Com a nova incorporação de novos instrumentos a música tornou-se um pouco mais complexa, mas ainda com seu tom de simplicidade, algo como um lo-fi de qualidade. Seria difícil dizer qual álbum seria o melhor, se 3 rounds and a sound, ou o novo, lançado ontem, We Are The Tide.

E deixo aqui uma pequena amostra do trabalho desenvolvido pela banda no novo álbum.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

A volta de Fleet Foxes

 Eles surgiram no início de 2008 e acumularam elogios e críticas por parte da mídia especializada. Por parte do público, os elogio eram ainda mais passionais e freqüentes. Apesar do som ser pop, a harmonia é complexa e as referências usadas pelo Fleet Foxes são deliciosas, como definiram a época do primeiro disco dos caras, quase uma experiência religiosa.

Apesar de virem de Seattle, a terra do grunge, o quinteto vai muito além e bebe de influências que vai de Bob Dylan a Beach Boys, de The Zombies a Arcade Fire. É um pouco disso tudo sem serem nada disso, numa criatividade e inovação surpreendente. Mas passou toda aquela empolgação da estréia estrondosa de 2008 e confesso até ter esquecido do nome deles até que recentemente soube do segundo álbum, recentemente lançado, após 3 anos sem material inédito.

Um segundo álbum, depois de um sucesso tão grande de crítica e público, é um tanto quanto complicado, pois a tendência natural das gravadoras, produtores e, em alguns casos, até mesmo do artista, é se repetir. Fleet Foxes consegue fugir do comum, não se repete em uma nota sequer e consegue ser mais uma vez sensacional.

As raízes e a identidade do Fleet Foxes se mantém, mas o som realmente não é o mesmo. Nesse novo trabalho, intitulado de Helplessness Blues, eles passeiam muito mais pelo folk, numa onda meio Devendra Banhart, mas com criatividade e pegada pop. Realmente, é um álbum necessário para todo fã de música de qualidade, especialmente de folk. Abaixo, o material da banda disponível (clique no título).
01. Sun Giant
02. Drops in the River
03. English House
04. Mykonos
05. Innocent Son

01. Sun It Rises
02. White Winter Hymnal
03. Ragged Wood
04. Tiger Mountain Peasant Song
05. Quiet Houses
06. He Doesn't Know Why
07. Heard Them Stirring
08. Your Protector
09. Meadowlarks
10. Blue Ridge Mountains
11. Oliver Jame

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Jarrod Gorbel e meu o preconceito

Esses dias, não lembro mais onde, vi a capa de um álbum e foi paixão a primeira vista. Daí que eu fui ver de quem era o tal álbum e não curti a cara do caboclo, logo me veio Fresno em mente. Deixei passar. Pouco tempo depois, eu vi novamente a capa do álbum, dessa vez acompanhado da tag folk e já me chamou atenção, logo fui ouvir e percebi que sim, quebrei a cara. Não tem nada de Fresno, o cara faz um som ótimo, mistura influências do indie rock com um folk mais popular, o resultado é um som com pegada pop e de alta qualidade.

Jarrod Gorbel Harold (26 de setembro de 1970) é membro fundador da banda de indie rock The Honorary Title. Originalmente do Brooklyn, Nova York, a banda fundada em 2003 junto com Aaron Kamstra. Com ele, Gorbel lançou dois álbuns: Anything Else But The Truth, em 2004 e Scream and Light Up the Sky em 2007. Em 2009 a The Honorary Title fez seu último show e Gorbel partiu para carreira solo. Recentemente lançou o álbum Devil's Made A New Friend, com algumas músicas disponíveis aqui. Eu já gostava muito de uma música dele e nem sabia, I'll Do Better, que tocou em um episódio da série One Tree Hill. Vale a pena ouvi-lo!



UPDATE: Mostrei o Jarrod pra Cibele, que foi mais eficiente que eu e encontrou o CD completinho AQUI. Cibele é uma blogueira relapsa, mas tem site e vocês podem encontrar o trabalho dela com camisetas lá no ABOOZE. Confiram!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Andrade e A Torre (AEAT)

Já faz um bom tempo que eu conheci Andrade E A Torre, mas meu lado relapso falou mais alto e só hoje venho aqui falar do cara.

AEAT na verdade é só um, Iuri Andrade, que adotou “a torre” para publicar suas músicas em 2009. é um trabalho despretensioso e gostoso de curtir, não sei ao certos quais são as referências, mas minha mente traça semelhanças com as canções mais líricas de Los Hermanos, com notas de Ira e Engenheiros de Hawaii. Mas há alguma coisa a mais nisso tudo, talvez Moska e mais algum ingrediente que o diferencia de todos os demais citados.

AEAT hoje é uma banda de verdade, onde cada integrante traz mais influências para enriquecer o som que fazem e embalar as letras de Iuri.

Apesar de ser um som despretensioso, não é nada caseiro ou tosco. As letras têm qualidade e a musicalidade flui de forma muito gostosa. É um projeto que deu certo e merece ouvidos atenciosos.

Para conhecê-los melhor:
Download da EP
LastFM
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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Validuaté


Dia desses, numa conversa descontraída de MSN me mandaram sem grandes detalhes o CD dessa banda e simplesmente disseram: "acho que faz seu estilo". Meio intrigado com o nome, assim que o CD chegou eu fui ouvir afoito. Resultado? Paixão à primeira vista! A banda é excelente, com diversar influências muito ricas, uma sonoridade do caralho e as letras são ótimas. É uma banda de indie rock brega regional formada por José Quaresma (voz/gaita), Thiago (pandeiros/cavaquinho), Júnior Caixão e Vazin (guitarras), Wagner (baixo) e John Well (bateria. Começaram sua trajetória com o nome Papel Di Parede, em 1999, tocando em barzinhos da cidade de União, localizada a 60Km de Teresina, com um repertório formado por sucessos da MPB e canções autorais. As letras são divertidas, são sérias também, irônicas, poéticas e falam do amor que desandou, da saudade do amor que partiu...

Eu Só Quero Acabar Com Você
Composição: Thiago E.

Traz uma cachaça pra vê se
Passa a escuridão - porra de vida!
Ah se ele já não me abraça
O peito ga-ga-gueja a raiva doída.
Partiu com aquela pessoa páia! por quê?!
Partiu com uma pessoa mais feia do que eu - enche o copo!
Tomara que sempre chova em todas as tuas festas.
Tomara que tu tropeces em todas as pedras.
Tomara que tu sempre enfrentes filas enormes.
E mesmo morrendo eu não quero mais que tu retornes.
Eu-só-que-ro-a-ca-bar-com-vo-cê.


É a vingança boba que todo mundo deseja, um vingança infantil se não fosse pela cachaça, rs.

Desde Móveis Colonais de Acaju, nos idos 2006 ou 2007, eu não descubro uma banda tão boa no cenário nacional. Vale muito a pena ouvi-los, e tá AQUI o link para download do CD.
Boa degustação a todos!

domingo, 20 de setembro de 2009

Vitrola



Luisa mandou um beijo

Um nome-frase para uma banda carioca de indiepop. Com versos leves e com termos e escolhas do cotidiano. Potes de geléia, Maracanã, guardanapo, luz são elementos para as suas próprias composições. Uma voz que lembra cacos de vidro no liquidificador, porém com um fresco de mar sem sal. Flávia Muniz é a vocalista, Fernando Paiva (guitarra), PP (guitarra), PC (baixo), Shockbrou (trompete) e Luciano Grossman (bateria). Não mostram o rosto com tanta facilidade e misturam Mutantes com MPB. Retrata a vida de pessoas da sua intimidade, cite nomes, mas deixa opções no ar com traços de Cinema Novo. Letras misturadas em harmonia cotidiana e voz levemente aguda. Recomendo!