O Blog:

Não importa se fútil ou cult, aqui tem o que agrada, desperta curiosidade, riso e coisas assim. Sem rótulo e sem pudor, seja fult com a gente!
Mostrando postagens com marcador recomendo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador recomendo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Juliano e sua lama

Tendo em vista a MPB como aquilo que junta tudo o que é realmente popular, acabamos de ganhar um dos maiores compositores/intérpretes dessa linha. 



Juliano Guerra,  nascido em Pelotas, acaba de lançar seu primeiro álbum, "Lama". Autor de todas as canções, Juliano brinca com a ciranda, samba, bolero e emociona com suas músicas extremamente bem escritas. São 10 faixas onde o cantor brinca entre o lúdico e o irônico, passa pelo protesto e abaca nas canções de amor, que tanto lembram Chico Buarque, Tom Jobim e Adoniram Barbosa. Destque para as excelentes "31 de Dezembro", "Transeunte",  "Inclemente" e para "A Lama", onde Juliano levanta bandeira contra a hipocrisia e desamor, faz menção aos absurdos que somos quando deixamos de ser nós mesmos, fala sobre desigualdade e suas estranhezas sobre o mundo com muito humor.

O CD está diponível para download gratuito no site do cantor e todas as informações de shows, sobre o CD e o cantor, na sua Fanpage no Facebook.



Lama - Juliano Guerra (2012).

01 - Ócio.
02 - 31 de Dezembro.
03 - Valsinha.
04 - Camélia.
05 - Piedade.
06 - Transeunte.
07 - Inclemente.
08 - Bolero.
09 - Samba Pela Ordem.
10 - A Lama.

Faça o download do CD AQUI.



segunda-feira, 16 de abril de 2012

Frango com ameixas

Frango com ameixas retoma Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud as telas de cinema (os mesmos idealizadores de Persépolis). Adaptação da HQ da própria Satrapi, vêm ganhando movimento no cinema. A história acontece em Teerã, no Irã, onde um renomado violonista decide morrer após sua esposa quebrar seu instrumento. Nos oito dias que antecedem sua morte diversos acontecimentos que esclarecem o rumo da história são mostrados.



Grandes cenas são marcadas pela fumaça dos cigarros em várias gerações. O nascimento, a morte, as decisões que marcam todas as ramificações das histórias são contadas de forma incrivelmente lúdica e tristonha. No desenrolar dos fatos tudo muda, os personagens e sua ideia quanto a eles próprios. Triste e totalmente arrebatador. Recomendo.









terça-feira, 13 de março de 2012

Adeus à carne ou Go to Brazil



Admito que fiquei bastante apreensiva com Adeus À Carne após ler algumas críticas de expectadores que o apontaram como hermético, denso, uma grande masturbação artística pro ego pro Melamed. As imagens da divulgação da peça já dava como pista ser bem ousado, nada convencional e simplesmente um deleite pros olhos. 

Em todo o percurso até o Teatro Sesc Ginástico no Rio contorcia-me na expectativa. Com um preço totalmente acessível, bem localizado e divulgado nos grandes meios a casa estava lotada. Sentei bem próxima ao palco, podia ouvir a respiração deles, sentir tudo de forma mais acalorada. Passado os 80 minutos, levantei-me e fui embora meio desorientada, perplexa, foi perturbador. 

Incrivelmente, deliciosa e totalmente mordaz de uma forma totalmente humana, errante, pulsante. Creio agora, passado alguns dias após ter visto a peça, ter sido apontada como hermética por muitos pela sua falta de convencionalismo, poucas falas e algumas cenas realmente soltas em relação ao contexto da sua própria peça. Contudo quem se propor a assistir Adeus À Carne não pode esperar nada menos impactante que o próprio Carnaval pode nos transmitir. Os conceitos como abre-alas, ala das baianas, das crianças, a velha guarda, mestre sala e porta-bandeira são apresentados de forma totalmente espantosa e usam nossas mazelas como base. Aponta diretamente os meios de comunicação televisiva de forma escrachada, zombando na cara de todos, as relações humanas e seus defeitos. Ousado em suas cenas: jogos com cordas, velas, caixão, carrinho de bebê, buquê de rosas à cora de flores. A iluminação cega nossas vistas e a sonoplastia é papel fundamental em todo o desenrolar. Recomendo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Segunda Pele




O quinto CD de Roberta Sá afasta-se um pouco dos grandes sambas e prova um sabor mais regional em relação a sua própria origem. Apesar de buscar novos sabores o samba ainda se mantem presente como na faixa O nêgo e eu, com cores de carnaval, marchinhas clássicas. Parceria com Pedro Luís, mesclas inovadoras com a Orquestra Criôla de Humberto Araújo com arranjos ousados em relação aos seus CD's anteriores da própria Roberta. Tem ainda um dueto internacional,inédito com Jorge Drexler em “Esquirlas”, cantando em espanhol.

Desenrolar de um CD maduro, sensual, carnal de forma de harmônica, desmembrando de certa forma essa imagem de cantora um pouco recatada, fria e perfeccionista em certo ponto em suas apresentações. O CD por completo, mesmo as faixas mais intimistas, remetem a um grande carnaval, humano, carnal, quente. Recomendo! Está disponível AQUI.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Cine 2011

Três filmes que marcaram 2011 cinematograficamente:

Tudo pelo poder



Com direção, roteiro e atuação de George Clooney, Tudo pelo poder já entraria pra história do cinema somente por esse fato. Mas, o drama vai além das expectativas, poderia até cair na mesmice pelo tema ou até mesmo hipocrisia, contudo prende o espectador do início ao fim. Excelente roteiro, com boas atuações, com a duração correta, ápice e desfecho com maestria. As suaves comparações com os governos americanos dá todo um ar humano e errante a narração. Ryan Gosling merece destaque. E ponto positivo para a capa principal do filme que ficou fantástica.

Amores Imaginários



Direção, roteiro e atuaçãode Xavier Dolan (o mesmo de Eu matei a minha mãe). Nesse filme Dolan acerta na direção, nas cores, nos enquadros de cena, na trilha sonora, no figurino, mas o roteiro em si é extramente pobre. A trama só prossegue pela direação, o enredo é parco, aguado, decepcionante até. A beleza de Niels Schneider dá todo um toque romântico as cenas, o alaranjado na camisa, o cabelo dourado. Enfim, poderia ter sido um ótimo filme, mas deixou a desejar.

A pele que habito



Grandes expectativas dos fãs de Almodóvar, talvez repreensivos por ser um filme que tem uma atmosfera de mistério, suspense. Um grande e inovador filme. Surpreendente como somente Almodóvar sabe ser. Roteiro inusitado, atuações primorosas, desfechos que beiram a loucura, a adoração e a paixão. Encantador de uma forma totalmente humana, pecadora e errante. No desenrolar da história se criam mentalmente várias respostas e todas elas se mostram falhas próxima ao fim. É um filme pra se digerir durante uns dias.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Madame Zero

Pensando um pouco nas bandas que já assisti ao vivo, certamente é Madame Zero a que mais vezes eu vi ao vivo. E sem enjoar, o carisma de Camilla Nobre, vocalista da banda, é contagiante e irresistível. Recentemente a  banda lançou o seu segundo clipe, Por Muito Tempo, vale a pena conferir esse pop rock de qualidade tão escasso atualmente.



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Flavio Tris

Flavio Tris é nome novo sim, mas você ouve e nem percebe, porque Flavio traz algo de Luiz Gonzaga misturado com Miles Davis que é muito familiar, e nem por isso deixa de ser original. O timbre é forte e marcante, mas não assusta, tem aconchego nas letras cheia de lirismo.

O paulistano que é cantor, compositor e multi-instrumentista resgata na sua música os tempos das canções de protesto, mas longe de ter um engajamento vazio e piegas, é música que flui naturalmente, com felicidade e instigando o pensamento. Atemporal como todo artista de verdade, Flavio é um daqueles caras que rapidamente se tornam essenciais na nossa playlist.

Carreira
Flavio Tris estudou piano clássico e popular durante dez anos, assumiu a autodidática e passou a dedicar-se ao violão, ao sitar e ao harmonium. Integrou o coletivo musical Kailash (2000/2003) e o duo ShivaOxalá (2004/2006), em companhia do violeiro Ricardo Nash. Em novembro de 2007, compôs e executou em cena, em parceria com o cantor e compositor Leo Cavalcanti, a trilha sonora do espetáculo teatral “Histórias que Contam” (Centro de Cultura Judaica – SP), escrito e dirigido por Maurício Abud.

No início de 2009 integrou o projeto “12 exemplares”, da poetisa paulistana Júlia de Carvalho Hansen, tendo musicado quatorze poemas contidos em seu livro de estréia (“Cantos de Estima”, Selo de Estimas e Grama, 2009).

A partir do segundo semestre de 2009, após longos anos de gestação de seu trabalho autoral, Flavio Tris passa a se apresentar munido apenas de voz e violão. Em novembro de 2009, têm início suas apresentações em companhia da banda composta por Maurício Maas (acordeon, baixo e percuteria) e Tchelo Nunes (violino e baixo). Desde então, apresenta-se em diversos pontos da capital paulistana e já foi se apresentar até em Portugal. No início de 2011, lança de forma independente seu primeiro EP, disponível logo ali embaixo, produzido em conjunto com Mauricio Maas e Tchelo Nunes.
01. Sereia da Noite
02. Prá Ver a Voz
03. Alento Noturno
04. Asa de São João
05. Brisa Boa, Vento Leste

terça-feira, 5 de julho de 2011

Negligenciados: Zé Renato

Eu conheci Zé Renato em 2007, pelo seu CD de 2001 intitulado Filosofia, só com composições de Noel Rosa e Chico Buarque. Logo à primeira "ouvida", me apaixonei pelo timbre e pela interpretação de Olhos nos Olhos, uma das melhores que conheço (só não é a melhor porque Maria Bethânia é Maria Bethânia, né? haha). Zé tem um timbre admirável e traz precisão técnica nas suas interpretações, sem nunca deixar de lado a emoção, tão importante e presente na MPB. Apesar dos seus 34 anos de carreira, o cantor é ainda pouco conhecido, e por isso hoje está aqui na série Negligenciados.

Zé Renato começou sua carreira artística participando de festivais. Em 1977, integrou o grupo Cantares, ao lado de Marcos Ariel, entre outros, com o qual lançou um compacto duplo pela Funarte, no ano seguinte, no projeto "Vitrines". Em 1979, formou, com Cláudio Nucci, David Tygel e Maurício Maestro, o quarteto vocal e instrumental Boca Livre, com o qual ganhou projeção nacional e gravou vários discos.

Construiu sua carreira solo paralelamente ao seu trabalho com o Boca Livre, participando individualmente de vários projetos musicais. Em 1982 lançou Fonte da vida, seu primeiro disco solo, e, no ano seguinte, Luz e mistério. A partir de 1984 começou a atuar em dupla com Cláudio Nucci, com quem lançou o disco Pelo sim, pelo não. Suas canções Pelo sim, pelo não (com Cláudio Nucci e Juca Filho) e A hora e a vez (com Cláudio Nucci e Ronaldo Bastos), gravadas nesse disco, foram incluídas na trilha sonora de "Roque Santeiro", novela da TV Globo.

São vários os seus discos, incluindo parcerias magistrais com que vão de Tom Jobim a Arnaldo Antunes. Zé Renato também tem dois CD's de forró para crianças, um projeto premiado em alguns eventos de música, como o Prêmio Tim. Atualmente o cantor prepara o álbum Imbora, que deve ser lançado muito em breve. Vale a pena conhecê-lo melhor e admirar-se com essa voz.

Alguns discos disponíveis AQUI | Site Oficial | MySpace

segunda-feira, 23 de maio de 2011

N'A banda mais bonita da cidade

Um clipe em plano sequência com duração de 6 minutos que estorou no youtube de forma espantosa e agora eles são conhecidos como os mais fofinhos e bonitinhos da internet. Vindos de uma safra de música "folk nacional", Thiago Pethit, Malu Magalhães, Tiê, Tulipa Ruiz... Como grande referência internacional usam o Beirut e lançam na internet um clipe nos mesmos tons de sequência com a música Nantes. Prometem ser os curitibanos mais visados desses últimos tempos musicais. Um grupo bem grandinho, de outras bandas que se uniram pro clipe Oração que percorre a mesma casa passando por vários cômodos e levando consigo um pedacinho de cada um até unir todos. Bem gostoso de outros, divertido, dá vontade de pular junto com eles. Prometem ficar como chiclete por esses tempos.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Jarrod Gorbel e meu o preconceito

Esses dias, não lembro mais onde, vi a capa de um álbum e foi paixão a primeira vista. Daí que eu fui ver de quem era o tal álbum e não curti a cara do caboclo, logo me veio Fresno em mente. Deixei passar. Pouco tempo depois, eu vi novamente a capa do álbum, dessa vez acompanhado da tag folk e já me chamou atenção, logo fui ouvir e percebi que sim, quebrei a cara. Não tem nada de Fresno, o cara faz um som ótimo, mistura influências do indie rock com um folk mais popular, o resultado é um som com pegada pop e de alta qualidade.

Jarrod Gorbel Harold (26 de setembro de 1970) é membro fundador da banda de indie rock The Honorary Title. Originalmente do Brooklyn, Nova York, a banda fundada em 2003 junto com Aaron Kamstra. Com ele, Gorbel lançou dois álbuns: Anything Else But The Truth, em 2004 e Scream and Light Up the Sky em 2007. Em 2009 a The Honorary Title fez seu último show e Gorbel partiu para carreira solo. Recentemente lançou o álbum Devil's Made A New Friend, com algumas músicas disponíveis aqui. Eu já gostava muito de uma música dele e nem sabia, I'll Do Better, que tocou em um episódio da série One Tree Hill. Vale a pena ouvi-lo!



UPDATE: Mostrei o Jarrod pra Cibele, que foi mais eficiente que eu e encontrou o CD completinho AQUI. Cibele é uma blogueira relapsa, mas tem site e vocês podem encontrar o trabalho dela com camisetas lá no ABOOZE. Confiram!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Cupins



Mais um show de graça (isso mesmo totalmente DE GRAÇA) do Móveis Coloniais de Acajú em Niterói. Simplesmente perfeito. O grupo todo muito simpático, sempre receptivo com o público, com os fãs. André Gonzáles (vocalista) apesar de ainda no início do show abalado pela notícia da tragédia em Realengo, após um minuto de silêncio, levou o show com a impolgação possível. Dançou, rodou, cantou, envolveu-se de forma contagiante com todos (principalmente o pessoal do fã clube, os cupins). Quando tudo parecia perfeito, Xande Bursztyn (trombone)e Esdras Nogueira (sax barítono) descem e fazem uma apresentação no meio do público, tocando pertinho das pessoas, no chão em volta de uma roda humana, o André também desce rapidinho. Depois de todos cantarem, pularem e bla bla bla o Móveis se despede, mas em coro pedem Copacabana, respondendo a pedidos a música começa e começa o Flash Móveis, com vários balões no ar que dá um super efeito visual. Pra finalizar tem a lojinha que vende botons, camisas (a um incrível preço de R$5,00) e os Cd's pelo menos surpreendente preço. Recomendo!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Programa Compacto

Ha um tempo atrás eu soube, através do Twiter, sobre o encontro da grande cantora Thalma de Freitas com o cantor e compositor Matheus Aleluia, que ainda conheço pouco, mas tenho admiração profunda por ser compositor de uma das minhas músicas preferidas, Cordeiro de Nanã.


Na época da descoberta eu fiquei tão empolgado com a nova gravação que nem dei atenção e acabei esquecendo que o encontro desses dois raros na música brasileira se deu no Programa Compacto, até que essa semana meio sem querer eu lembrei do programa e fiz descobertas felicíssimas.

O programa é um videocast produzido/patrocinado pela Petrobrás e tem como objetivo resgatar as raízes do Brasil através da música, unindo artistas de diferentes regiões para um bate-papo descontraído e para fazer um som juntos, claro. Cada programa tem dois blocos de 10 minutos cada, realziado num cenário moderno e aconchegante.

Além da parceria da Thalma com M. Aleluia, muito me chamou atenção o encontro de Teresa Cristina (uma das minhas sambistas preferidas) com a regional Karina Buhr. À primeira vista me pareceu algo tão estranho juntar essas duas, e uns 3 minutos depois, antes mesmo de abirem a boca pra cantar eu já me perguntava: "puta que pariu, por que não juntaram essas duas antes!?" É uma parceria magnífica, que até rendeu uma música inédita, chamada Vagalume. É sublime!



Lá no site do programa há link para baixar essa e outras canções em MP3, num ícone logo abaixo do vídeo. A equipe pro programa também mantém um canal no YouTube, comunidade no Orkut e perfil no Twitter. Tem música para todos os gostos. É pra espalhar, ouvir, admirar e aplaudir!

terça-feira, 29 de março de 2011

Nightwalker

Já falei uma vez ou outra de Thiago Pethit aqui no blog. E uma das minhas favoritas do seu álbum de estréia Berlim, Texas (2010) é a canção Nightwalker. Uma das mais up do CD, que agora ganhou clipe e ficou ainda mais delicinha de ouvir tendo Alice Braga para assistirmos, rs.


quarta-feira, 23 de março de 2011

Sabonetes - Hotel

Conheci essa banda há mais de um ano, e acho que cheguei a comentar sobre eles aqui no Varal. Apesar de ter gostado desde a primeira vez que ouvi o CD, nunca foi algo que escutei com muita frequência. Essa semana eu lembrei da banda e resolvi matar saudade do CD, coincidentemente, um amigo me fala que eles lançaram clipe e estão com bons contatos na MTV, tendo tudo para estourar em 2011. O clipe é realmente acima da média, muito bom! O som também é bom, vale a pena ser visto e ouvido. A estética do clipe muito me agrada. Com vocês, mais uma vez, Sabonetes:



Hotel

Roupas no varal
Chuva de verão
Os dias soltos no quintal
Vão me dando a direção

Se você perguntar o que eu fiz
Se você quer saber o que eu quis
Ah, o tempo passa e eu penso demais
Pra dizer ao vento que me satisfaz
E eu minto

Quartos de hotel
Rá, alguém que se perdeu
Se você perguntar o que eu fiz
Se você quer saber o que eu quis
Ah, o tempo passa e eu penso demais
Pra dizer ao vento que me satisfaz
Tanto faz
O tempo passa e eu penso demais
Pode ser que eu tenha te deixado pra trás
E eu sigo
E eu minto
E eu sinto

Se você perguntar o que eu fiz
Se você quer saber o que eu quis
Ah, o tempo passa e eu penso demais
Pra dizer ao vento que me satisfaz
Tanto faz
O tempo passa e eu penso demais
Pode ser que eu tenha te deixado pra trás
E eu sigo
E eu minto
E eu sinto

E eu sigo

terça-feira, 22 de março de 2011

1 + 1 = 1



O filme Incêndios (Incendies) traz a história de uma mãe ausente com gêmeos, após sua morte eles recebem um testamento dizendo pra procurarem o pai (que consideravam morto) e mais um irmão desconhecido para entregar uma carta. Uma mãe distante que em um país distante, em guerra, esfacelado conta sua história, suas torturas, seus pesadelos e seus segredos.
Sua filha vai até o Oriente Médio pra buscar pistas sobre o paradeiro de ambos. Descobre sobre a vida dela, da mãe, do irmão gêmeo, do irmão desconhecido e do pai que está vivo. Rejeitada em um país desconhecido, língua, costumes diferentes, tudo é arisco.
O filme já começa demonstrando uma trilha sonora peculiar que se encaixa de forma primorosa na trama. Planos interessantes, cortes de cena que se encaixam bem, fotografia perfeita. Diálogos e leituras de cartas que deixam o espectador com água nos olhos. Sim, eu chorei no fim do filme.
O filme pode se alongar de certa forma, mas quando tudo se encaixa é totalmente perdoável. Lindo, tocante, humano e surpreendente. O melhor filme do ano, de longe merecia o Oscar de filme estrangeiro. Recomendo.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

ZàZ


Como que banda começa?
Começa primeiro só no sentimento, em ensaios imaginários, em músicas em rodas, em algum canto pulsando. A ZàZ nasceu assim também, juntamente com muita amizade, noites intermináveis e pessoas com um pé na loucura e outro na sanidade.
“Elaborando autenticidades”, a atual formação tenta ao máximo trazer aquele ‘algo de novo’ que tanto precisamos. Um impulso, um rompante.


Se nota facilmente as letras deliciosamente construídas pelo compositor e também cantor Zeca Sales, as melodias que sambam nos dedos e soam nos violões de Isick Kauê e Luana caiube; a guitarra fervorosa de Danilo Sampaio; o som quem vem do baixo doce de Toti; o sorriso veloz da bateria de Gildésio e na percussão alegre de Emanuel Mancha e Gracyellen de Paula. No vocal, a voz grave e sutil de Zeca se soma a vitalidade de Luana Caiube e a beleza delicada da voz de Patrícia Lima. Com algumas músicas autorais já na bagagem, a Zàz hoje tenta trazer essa alegria inebriante que tanto buscamos, em tantos cantos e sons.
A Zàz começou no sentimento, e nele permanecerá…
A música sempre sai melhor assim.


Retirei o release lá da página da banda no LastFM. E é exatamente isso aí, um com com alegria comovente e nota doces. Conheci o trabalho deles a pouco mais de um mês e não consegui mais parar de ouvir. O material disponível para download infelizmente só são três músicas, mas que valem MUITO a pena ouvir. E com certeza vai dar vontade de ouvir mais e mais vezes. O som contagiante você encontra AQUI. É sem arrependimentos. Certamente, uma das minhas maiores descobertas musicais, são excelentes!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sessão Dupla

Pleno domingo, pegar sessão dupla na Estação Botafogo *__*

Primeiro filme: Você vai conhecer o homem dos seus sonhos - Woody Allen

Algumas histórias que se cruzam, mesclam e muda no final. Tem seus pontos altos, mas não é um bom filme. E eu sempre vou dizer que esse filme NÃO É DO WOODY, NÃO É!
Ele começou a me "desagradar" logo quando fez Vicky Cristina Barcelona. Não é a mesma coisa. Sim, ele tem direito de novos rumos, novos estilos, mas sempre saímos do cinema com aquela sensação de que não tem os dedos do Allen na história. Alguns pontos são bem manjados, não tem nada de surpreendente. Quem assiste até se esforça por ser o Allen, contudo a história é monótona e nada muda isso. O que vale o ingresso de cinema é a presença do Antonio Banderas e o desfecho da personagem Helena adoça o final de forma decadente e irônica.



Segundo filme: Biutiful - Alejandro González Iñárritu

Sim, é um filme bem longo, mas não tiraria nenhum minuto do filme. Eduard Fernández, o dono da bundinha mais sexy do cinema, tem o olhos molengas perfeitos pra esse drama. Os detalhes do filme o torna ímpar: o casal homossexual asiático explorador, os negros traficantes, as mariposas no teto, a mãe bipolar que enoja e dá vontade de abraçar por ela simplesmente demonstrar quem é e não ter medo disso. Ele ser médium e seus laços com o pai que nunca conheceu. Sim, vale muito a pena ver o filme.



Dica pro paladar:
Frappuccino no Starbucks, delícia.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Never Let Me Go


No dia 23 de outurbro de 2010 eu pibliquei aqui um texto da Folha que falava sobre o drama Não Me Abandone Jamais, contendo sinopse e crítica, texto esse que me fez ter muita vontade de assisti-lo. Só agora fui ver o filme, e posso resumir em uma palavra: paralisante.

É uma película sem respostas, que te deixa meio que sem reação por gerar tantas perguntas. Um drama dos bons, onde a natureza humana e o amor são explorados de forma sutil e profunda ao mesmo tempo.

É uma distopia sobre o silêncio, a aceitação, a natureza, a impiedade, os limites, a pequeneza do homem, a fragilidade e a alienação. Imperdível e está mais que recomendado! A fotografia melancólica é um deleite a parte.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Andrade e A Torre (AEAT)

Já faz um bom tempo que eu conheci Andrade E A Torre, mas meu lado relapso falou mais alto e só hoje venho aqui falar do cara.

AEAT na verdade é só um, Iuri Andrade, que adotou “a torre” para publicar suas músicas em 2009. é um trabalho despretensioso e gostoso de curtir, não sei ao certos quais são as referências, mas minha mente traça semelhanças com as canções mais líricas de Los Hermanos, com notas de Ira e Engenheiros de Hawaii. Mas há alguma coisa a mais nisso tudo, talvez Moska e mais algum ingrediente que o diferencia de todos os demais citados.

AEAT hoje é uma banda de verdade, onde cada integrante traz mais influências para enriquecer o som que fazem e embalar as letras de Iuri.

Apesar de ser um som despretensioso, não é nada caseiro ou tosco. As letras têm qualidade e a musicalidade flui de forma muito gostosa. É um projeto que deu certo e merece ouvidos atenciosos.

Para conhecê-los melhor:
Download da EP
LastFM
MySpace
Flickr
Twitter

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Nicholas Gunty


Entro no meu twitter e percebo a presença de um novo follower. Nicholas Gunty. Minha primeira reação, claro, foi me perguntar “quem é esse ser?”. Abri seu perfil e li sua biografia, que traduzi livremente, “Músico indie folk de South Bend, Indiana, influenciado por Fleet Foxes, Iron & Wine, Paul Simon, Andrew Bird e Good Old War”.

Quando li isso não pude deixar de ouvir, até porque das seis bandas/artistas citados cinco são bandas/artistas que gosto muito, e isso porque nunca cheguei a ouvir Good Old War. Entrei na página do MySpace dele e pus-me a ouvir.

A música é caracterizada como o típico folk americano, voz e violão, com eventuais entradas de violinos, pianos e bandolins. Porém o que chama bastante atenção é a voz suave e agradável com a qual canta, lembrando algumas vezes Joshua Radin, mas ainda mantendo sua identidade.

Possui apenas um álbum, homônimo, gravado, produzido e editado por ele mesmo. O álbum possui doze maravilhosas músicas, maioria disponíveis para serem ouvidas em seu MySpace e outras apenas disponíveis para compra no iTunes.

Como todo bom folk, tem tom um tanto triste, solitário, lembrando interiores remotos e campos vastos, algo para se ouvir em momentos específicos para não correr o risco de não entender sua genialidade. Bem, mas mesmo fora destes momentos ainda é uma ótima lista de reprodução.