O Blog:

Não importa se fútil ou cult, aqui tem o que agrada, desperta curiosidade, riso e coisas assim. Sem rótulo e sem pudor, seja fult com a gente!
Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Preconceitozinho

Já que é um assunto muito ~em voga~, vamos falar de preconceito e fobias aqui no Varal Fult. O vídeo é realmente ótimo, um convite bem humorado a reflexão.

Por trás de discursos de diversos setores da sociedade, esconde-se um terrível preconceito. Muitas vezes, ele não é percebido nem por seus interlocutores. As verdadeiras aversões do povo brasileiro são aqui tratadas através de inversões. As contraversões dos discursos tornam-se mais claras quando mudam seus alvos. Fazendo do comum, bizarro, pretende-se mostrar uma outra versão do natural, que é, também, uma alteração.

Curta produzido em 2007.2 para a ECO - UFRJ


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Cupins



Mais um show de graça (isso mesmo totalmente DE GRAÇA) do Móveis Coloniais de Acajú em Niterói. Simplesmente perfeito. O grupo todo muito simpático, sempre receptivo com o público, com os fãs. André Gonzáles (vocalista) apesar de ainda no início do show abalado pela notícia da tragédia em Realengo, após um minuto de silêncio, levou o show com a impolgação possível. Dançou, rodou, cantou, envolveu-se de forma contagiante com todos (principalmente o pessoal do fã clube, os cupins). Quando tudo parecia perfeito, Xande Bursztyn (trombone)e Esdras Nogueira (sax barítono) descem e fazem uma apresentação no meio do público, tocando pertinho das pessoas, no chão em volta de uma roda humana, o André também desce rapidinho. Depois de todos cantarem, pularem e bla bla bla o Móveis se despede, mas em coro pedem Copacabana, respondendo a pedidos a música começa e começa o Flash Móveis, com vários balões no ar que dá um super efeito visual. Pra finalizar tem a lojinha que vende botons, camisas (a um incrível preço de R$5,00) e os Cd's pelo menos surpreendente preço. Recomendo!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Inovar é o que há!



Amamentar trigêmeos é uma causa nobre.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Preconceito no Cinema



Tá bem, admito que quando fui ao cinema assistir Bruna Surfistinha tinha lá meus receios, achei que seria só sacanagem e blá, blá, blá. Mas, as poucas opções em exibição me forçaram a assistir. Agora dou o braço a torcer, o filme é bom sim. Recomendo a todas as pessoas e quando o cartaz dizia: "Leve seu namorado, seus amigos, mas vá sem preconceitos" tinha toda a razão.
Obviamente o filme todo terá cenas de sexo aos montes, ela é uma prostituta, uma missa que não cairia bem no contexto. E apesar de ver os peitos da Debora Secco o filme todo não o achei apelativo. A palavra que se encaixa melhor seria "agressivo". O primeiro programa ou quando ela faz fila pra fazer programas por vinte reais (Momento Vanessão) são afiadas, incomoda. Em outros pontos passa a ser normal, comum como ela mesmo via, como ela mesmo dizia não diferenciar seus clientes não diferenciava o sexo.
A fotografia é boa, me surpreendeu bastante, bem urbana, cigarro na janela, um ponto verde no cinza de um prostíbulo. Ponto alto pra trilha sonora também, teve seu encaixe. Alguns efeitos que me surpreenderam e que não costumo ver em filmes nacionais. Um roteiro que tem fôlego, boas atuações, no mais o filme em si é muito bom. Logo quando fui ler as críticas diversas pessoas indo contra o filme, dizendo ser apelativo, fraco, que passamos uma visão pejorativa pro público internacional com esse filme ou que as criancinhas do país teriam um péssimo exemplo. Bem, as adoráveis crianças tem acesso a internet o que faz elas saberam mais que a Bruna em si. Hipocrisia pura, se fosse uma cena de Almodóvar todos achariam arte, se fosse um clássico alemão todos comprariam o filme, mas por ser nacional as pessoas falam mal. Não levanto a bandeira de ninguém, admito nem ir muito com a cara da Bruna Surfistinha. Lembro que quando saiu o livro nem dei muita importância e tal, mas o filme eu recomendo e mais recomendo que as pessoas trepem mais.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A crise de criatividade da TV brasileira


Eu posso afirmar sem grande culpa que fui uma criança viciada em ver TV. Era um outro tempo, onde a Internet ainda não era popular e o videogame era o grande vilão, tinha tempo controlado para o brinquedo. O refúgio então para as horas à toa era a TV.

Ouvia muita gente vangloriando programas do passado em detrimento das produções televisivas dos anos de 1990 e 2000, mas ali eu encontrava entretenimento que, ainda que sem qualidade, pelo menos era entretenimento. Hoje em dia, nem isso.

Como se não bastassem os problemas com a qualidade da programação, hoje o problema é mais grave e, temo, irreversível. Além da minha paixão pela música e o advento da Internet, talvez isso explique a irrelevância da televisão para mim e outras tantas pessoas.

Nos últimos anos acompanhamos empresas estrangeiras vendendo cada dia mais quadros para as TV’s do Brasil. Não se contentaram em vender coisa pouca assim, logo os magnatas da comunicação do Brasil compraram programas inteiros. Tivemos nosso mundo invadido por aquilo que nunca foi nosso: Big Brother Brasil, Fama, Ídolos, Super Nanny, Esquadrão da Moda, Dança dos Famosos, Qual É O Seu Talento, O Aprendiz, A Liga, CQC, O Formigueiro, Dr. Hollywood, Todos Contra Um, Topa ou Não Topa, Hipertensão e mais uma infinidade de coisas estrangeiras diretamente para nossas casas.

Essas, ao menos, são produções nacionais, mesmo que“importadas”. Há ainda as séries internacionais, que simplesmente são jogadas na nossa tela para preencher a grade de programação dos canais de TV. O SBT é o campeão nesse quesito: não produz praticamente nada, tudo ali é enlatado, indiferente à qualidade.

A Globo, sempre um referencial de excelência no que diz respeito a novelas, atualmente está com dois remakes no ar: Araguaia e Tititi. Curiosamente, a única novela inédita em produção na emissora, Passione, é a mais capenga. Outras produções como SOS Emergência, Força Tarefa e Cinquentinha não trazem nada de novo; são simplesmente adaptações daquilo que o mundo inteiro já viu e se cansou de ver.

Até mesmo aquilo que é nosso, se repete. A cada dois anos vemos Manoel Carlos produzir a mesma historinha insossa que se passa numa ilha de fantasia chamada Leblon. Todo mundo acha lindo ver Helena sofrendo, Zé Mayer comendo e um porteiro feliz. Este, o papel mais cobiçado pelos figurantes do PROJAC.

Nos programas de auditório vespertinos não é difícil ver reformas de casas, gente pobre chorando e crianças falsamente talentosas. Em todos eles, em todas as emissoras. Luciano Huck, Gugu e Celso Portiolli são iguais, a diferença é a empresa onde trabalha. Cada um, de um jeito ou de outro, insistindo no assistencialismo barato. Será que doação de casa popular dá tão audiência assim? Conseqüências do lulismo na sociedade...

Ao que me parece, diretores e roteiristas estão preguiçosos e não aparentam reação. Infelizmente. Temos uma crise de criatividade que, conseqüentemente, agrava a velha crise de qualidade. O público dá sinais que as coisas não andam boas, os magnatas dizem que a culpa é da Internet. Sentar no próprio rabo é uma beleza... enquanto isso, reinam o copismo e o marasmo. Ah, o BBB 11 vem aí!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Censura!

Eleições, nesse domingo, dia 31 de outubro, aproveite e mate uma bruxa!


sábado, 23 de outubro de 2010

Não Me Abandone Jamais

O filme, baseado no romance homônimo de Kazuo Ishiguro, acompanha a vida de três britânicos desde que são crianças num colégio interno no interior do país.

Lá, a disciplina é rígida. Eles têm que comer bem e se exercitar muito para manter o corpo saudável. São crianças tristes, parecem normais, até que um dia uma professora lhes conta a verdade. Estão sendo criadas apenas para doarem seus órgãos aos que ficam doentes.

Na ficção de Ishiguro, esta foi a saída encontrada pela medicina para aumentar a longevidade: trocar órgãos que não funcionam. A revelação não altera muito a vida dos três, interpretados quando adultos por Carey Mulligan, Keira Knightley e Andrew Garfield.

São muito amigos, vivem sempre juntos até que Ruth (Keira) e Tommy (Andrew) começam um romance, o que faz Kathy (Carey) se sentir traída e com ciúmes. O filme não se aprofunda nas questões éticas nem explica a criação dos doadores.

Para o diretor, Mark Romanek, o foco está na história de amor. "Apesar dos componentes de ficção científica, é um triângulo amoroso entre pessoas que conhecem seu destino e o aceitam", disse.

Romanek é um diretor competente, mas abusa de clichês para ampliar o drama: fecha a câmera numa bolinha de críquete esquecida no gramado ou em sacos plásticos presos a cercas. Mas o texto de Ishiguro, preservado na adaptação, garante uma certa qualidade a esse filme, que, mais do que qualquer outro, depende do estado de espírito de quem estiver assistindo.

O estado de espírito também determinou o efeito que as filmagens tiveram no trio de protagonistas. Andrew diz que ficou deprimido. "Quando li o roteiro pela primeira vez, senti um incômodo. Depois, passei a pensar muito na morte", afirmou o ator, que tem 27 anos.

É um filme para pensar sobre o sentido da vida, o papel que cada um tem na sociedade e sobre a morte.

Fonte: Folha Ilustrada

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Esse filme eu já vi! (2)

E quando se pensa que vivemos na tão aclamada democracia lá vem censura, daquelas bem leve e simples. Mais um vídeo indolor e além de necessária a sua visualização, deve ser passada adiante.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Esse filme eu já vi!

É rápido, indolor e necessário ver o vídeo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A Festa da Menina Morta (2008)

Há algum tempo já eu e a Diana vínhamos pensando em escrever juntos sobre esse filme tão singular, mas acabávamos adiando, até que essa semana esse texto a quatro mãos tomou vida. Bora lá então!O filme nasceu com uma expectativa enorme por o Matheus Nachtergaele ser o diretor, seu primeiro longa-metragem. Diferente do entediante Feliz Natal, estréia de Selton Melo como diretor, A Festa da Menina Morta empolga e faz-nos criar expectativas no que ainda estar por vir.

Com roteiro de Matheus e Hilton Lacerda, o filme retrata a vida de uma população ribeirinha do alto Amazonas, onde há vinte anos o menino Santinho (Daniel de Oliveira) recebeu em suas mãos, da boca de um cachorro, os trapos do vestido de uma menina desaparecida. Ela jamais foi encontrada. O vestido virou coisa sagrada. Desde então se celebra a tal a Festa da Menina Morta, quando, no ápice da festa cerimonial, a menina manifesta por meio de Santinho, as revelações para o ano que virá.

A figura afetada do Santinho, cheio de vontades e que se afoga no próprio ego dá sustentação para todo povo da cidade e região. Gente pouco instruída, mas com muita fé, por ser a fé o bem maior que possuem. A mesma cidade que se ajoelha e beija os pés do Santinho, pede graças, faz do dia da Festa da Menina Morta um evento onde a essência religiosa é perdida e entra os costumes pagãos, como a barraquinha de churrasco com cerveja e cachaça, a dança e a diversão.

Este é um filme de grandes interpretações, com destaque especial para Daniel Oliveira, supracitado, e o pouco conhecido Juliano Cazarré (Tadeu), que dá vida a um dos personagens mais dramáticos e complexos da história, o irmão da menina morta, que sofre com o drama de perdê-la e ver um circo armado em torno da fatalidade.

De modo até mesmo um pouco cruel, o roteiro nos mostra como é fácil a mitificação de um ato banal, onde um povo que vive numa terra remota e esquecida pelos seus compatriotas e quem sabe até por Deus. Um povo de tantas carências encontra força na fé, por mais absurda que essa fé possa parecer aos olhos estrangeiros. Portanto, este não é um filme sobre ocultismo ou sobre cultura popular, é um filme sobre comportamento, construção de identidade social. As cenas são arrastadas, por a vida lá ser assim. A câmera foca cenas numa tentativa de compreensão.Alguns dizem que é um filme arrastado, entediante, frustrante e em certos pontos com cenas desnecessárias e grotescas. Creio que as pessoas lançaram o mesmo olhar frio que o filme lança pra pessoas que o assistem. Não há como querer assistir A festa da Menina Morta e querer sair ileso ou encontrar uma história regionalista bonitinha e nada mais. Por vezes, há um exagero sim, mas é bonito de se ver, perturbador, dúbio, provocante, humilde e imperdível!

Mais motivos pra ver A Festa da Menina Morta:

- A interpretação da Cássia Kiss é excelente. Ela não precisa de falas, de grandes cenas, de nada. Ela dialoga com os olhos e isso basta. A cena na qual ela canta Io Che Amo Aolo Te é deslumbrante. Ela só precisou da própria voz, a luz certa, água pra lavar os cabelos e aqueles olhos que dizem tudo. Mas não só por ela, é admirável e comovente ver um elenco inteiro entregue aos seus personagens doentes barrocos, absurdamente humanos;

- Daniel de Oliveira que se propõe a um personagem que segura toda a história e faz do enredo algo ímpar. Há entrega total, um ator sem vaidade, a serviço de sua arte. Faz de Santinho alguém real, palpável, asqueroso e ao mesmo tempo cativante;

- É desagradável, tem cenas que incomodam, tem o tempo que faz contorcer na cadeira. A intenção é incomodar, te fazer ficar 3 dias depois ainda pensando no filme;

- A fotografia de Lula Carvalho é um deleite à parte. Lembra a estética de Amarelo Manga e Baixio das Bestas, do cineasta Cláudio Assis, ídolo declarado de Matheus Nachtergaele.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Texto maneiraço!


Eu estava muito afim de escrever esse texto há vários e vários dias, mas ficava adiando porque sou um procrastinador. E também nem sei onde começar exatamente. A questão é que nos últimos tempos os adjetivos parecem estar perdendo o seu valor e sua intensidade, de modo que as pessoas não conseguem mais simplesmente dizer que “gostam” de alguma coisa ou de alguém, precisa falar que “adoram muuuuuuito!”. Como se não bastasse adorar, ainda é preciso intensificar em repetidas vogais essa explosão de sentimento.

Navego por aí e vejo comentários em fotos, ninguém é simplesmente bonito porque isso não satisfaz, todo mundo é “liiiindo” e “delícia”. São corpos onde as pessoas “se perdem”, “fazem estrago”, “dá canseira” e por aí vai.

Percebo que as pessoas nem tristes ficam mais, entram direto em depressão. São depressões muito efêmeras, duram uma hora e alguns minutinhos, ou o quanto durar o CD daquela banda “muuuito foda” com músicas “muito lindas!” que você coloca pra tocar no iTunes porque o considera “muito melhor” que o Windows Media Player.

Nada mais é simplesmente “estranho”, hoje as coisas são “bizarras”. Estamos num tempo em que as pessoas choram e riem litros, fazem BFF da noite pro dia e não conseguem viver sem uma infinidade tão relevantes quanto ter uma pulseirinha colorida de silicone. A propósito, o superlativo absoluto sintético de “ri litros” é “MORRI”. Prático, normal.

Vamos adotando esses exageros no nosso cotidiano sem ao menos percebermos, e quando nos damos conta já estamos “a-do-ran-do” a nova série da Globo e, em casos mais graves, escrevendo um depoimento pr’aquela pessoa que conhecemos há menos de 24 horas dizendo que ama.

Em contrapartida a todo esse exagero lingüístico, as relações interpessoais são cada vez mais frágeis, seu BFF pode ser seu desafeto num piscar de olhos. Os sentimentos são efêmeros e superficiais, existem de maneira mais realista em perfis do Orkut e do Twitter que na vida real. Quantidade demais pra qualidade de menos. É preciso reverter isso antes que percamos ainda mais o real significado das coisas. Deixa ser simples.

Não vivo sem vocês! Beeeijos, SEUS LINDOS!

sábado, 8 de maio de 2010

Violência

Lá vai uma listinha com as cenas mais violentas do Cinema. Cenas geralmente clássicas e pra quem gosta imperdíveis.

Old boy - Eu amo esse filme, fundamental na minha listinha básica. A cena na qual ele briga em um corredor com vários homens e um martelo na mão é impecável e sem cortes e sem dublê. Ele treinou especialmente pra essa cena que ficou impecável. O filme por si só é forte, seco, violento e transformador.

Dogville - Tá, geralmente não iríamos ver esse tipo de filme em uma lista de cenas violentas, entretanto a cena final, o grande soco na boca do estômago ao final do drama explica o motivo (não vou entrar em grandes detalhes pra não estragar a história).

Taxi Driver - Vi recentemente. Clássico inegável. Uma violência com sabor de vingança, de justiça, limpeza de toda a sujeira humana que nos cerca. Bão demais.

Irreversível - Polêmico até o caroço.A cena de estupro com requinte de detalhes assustadores de Monica Bellucci torna-se a marca do filme. Tons de vermelho, cinza, preto.

Baixio das Bestas (nacional) - É daqueles filmes que lhe dá tonturas no final, um nojo das pessoas, do espelho. Matheus Nachtergaele violenta Dira Paes com um objeto e ao final depois de gritos e cachaça no corpo, lambe suas partes íntimas. Um pedaço sujo, seco, estéril de Pernambuco. Ótimo filme.

Albergue - Eu realmente não sei como classificar esse filme, pois metade dele eu passo rindo. Quando um carinha come a perna do outro vivo a luz de velas e música ambiente eu quase caí do sofá com as gargalhadas. Mas, admito que tem umas ceninhas bem tensas.

Kill Bill - O povo acha o Tarantino tenso, sangue demais e blá, blá, blá. Nem acho. Ele tem um lado pop, as trilhas sonoras, essa jogada de mangá, revista em quadrinho. Como em Bastardos Inglórios onde começa a ficar pesado demais ele coloca o Brad com aquele jeitão torto e grosso pra aliviar.

Cães de Aluguel - Tá, o povo pode dizer que é tenso. É verdade. A parte quando cortam a orelha do tira e jogam gasolina nele todo é eletrizante. Aliás, o filme todo é.


Aí vai o triller de Irreversível que dá pra sentir como é o clima do filme.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Blue Eyed – De olhos Azuis

Todo mundo tem uma lista particular com alguns filmes para levar na memória ou na estante pelo resto da vida. Muitos desses filmes são belos romances, histórias de superação com fotografia impecável e trilha sonora inesquecível ou comédias divertidas e emocionantes. Na minha lista particular que é bastante restrita, figura um excelente documentário do ano de 1996 chamado Blue Eyed. Sim, um documentário. Esse é um daqueles filmes que são obrigatórios, que ninguém deveria deixar de assistir tamanha a sua relevância e sensações que provoca



No documentário, a professora e socióloga estadunidense Jane Elliot aplica um workshop para trabalhar sobre a discriminação racial inerente à sociedade norte-americana. Para tal, ela divide os participantes em dois grupos: um grupo com olhos claros e outro grupo de pessoas com olhos escuros. Todos conhecem as regras do “jogo”, porém sem saber muito bem o que estava por vir. Jane, com maestria admirável e invejável, conduz o exercício desconstruindo a ordem social vigente, onde brancos têm vantagens sobre os negros, levando-os para o outro lado da história, criando então um microcosmo para isso. Parece simples como criar um teatrinho de “faz de conta”. E é simples. Contudo, as reações são surpreendentes e também comoventes.

Durante o exercício realizado, quem participa e quem assiste são levados a pensar sobre todos os seus preconceitos, não apenas o preconceito racial tão bem camuflado no Brasil. É impossível descrever na íntegra as tantas feridas onde o documentário toca, e tamanha a intensidade com que tudo acontece. Poucos filmes me despertaram tantas emoções e reações, é verdadeiramente atordoante, emocionante e absolutamente imperdível. Não há como ficar indiferente após assisti-lo.

O vídeo está disponível no YouTube e está dividido em 12 partes. Pode ser trabalhoso, mas vale a pena. Abaixo, a primeira parte, e a partir desta facilmente encontrarão link para as demais: