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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Cupins



Mais um show de graça (isso mesmo totalmente DE GRAÇA) do Móveis Coloniais de Acajú em Niterói. Simplesmente perfeito. O grupo todo muito simpático, sempre receptivo com o público, com os fãs. André Gonzáles (vocalista) apesar de ainda no início do show abalado pela notícia da tragédia em Realengo, após um minuto de silêncio, levou o show com a impolgação possível. Dançou, rodou, cantou, envolveu-se de forma contagiante com todos (principalmente o pessoal do fã clube, os cupins). Quando tudo parecia perfeito, Xande Bursztyn (trombone)e Esdras Nogueira (sax barítono) descem e fazem uma apresentação no meio do público, tocando pertinho das pessoas, no chão em volta de uma roda humana, o André também desce rapidinho. Depois de todos cantarem, pularem e bla bla bla o Móveis se despede, mas em coro pedem Copacabana, respondendo a pedidos a música começa e começa o Flash Móveis, com vários balões no ar que dá um super efeito visual. Pra finalizar tem a lojinha que vende botons, camisas (a um incrível preço de R$5,00) e os Cd's pelo menos surpreendente preço. Recomendo!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pagode do bom


Se tem algo que cresci ouvindo minha mãe dizer é que devemos ter cuidado com o que falamos para não pagar a língua depois. Eu já paguei algumas vezes e venho a público assumir meu pré-julgamento da vez.

Pra começar, devo reiterar que, dentre os ritmos musicais, o mais execrável para mim sempre foi pagode. Nunca poupei críticas, sempre achei um sim pouco apurado, batuque sem porquê, bagunça, subdesenvolvimento, suor, laje e coisas assim, haha. De samba eu gosto e falo bem, a propósito, hoje em dia não vivo sem um bom samba, mas pagode, ah, pagode não.

As coisas começaram a mudar dia desses aí que numa madrugada à toa pelo Youtube eu descobri o grupo de Ribeirão Preto Sambô e constatei: putz, são ótimos! A segunda constatação foi assustadora: eles são ótimos e tocam PAGODE! Dei o braço a torcer, eu realmente gostava daquele som e não adiantava mais negar, fui pesquisar sobre os caras que faziam aquelas músicas.

O Sambô surgiu a partir de um grupo de amigos, todos músicos profissionais, com influências do Pop e do Rock, que se uniram pra fazer um samba-rock que acabou saindo meio pagodeado. É um som multifacetado, com influências diversas que incrivelmente dão certo. É estranho pensar que músicas como Mercedes Benz, eternizada na voz de Janis Joplin, possam virar samba/pagode, mas viram e fica contagiante.

O repertório ainda conta com grandes músicas da MPB, como Simples Desejo, Fato Consumado, Não Vá Embora e outras. Além da MPB e do rock, Sambô ainda tem uma veia de blues, outra de soul e James Brown cantado por eles parece mais brasileiro que arroz com feijão.

Vale a pena baixar a guarda e conhecê-los, trocar aquela trilha sonora melancólica de domingo por um pagode do bom e uma cerveja gelada. Os caras são bons no CD, ao vivo deve ser ainda melhor. AQUI tem um aperitivo do que estou falando, e logo abaixo o dueto deles com a Luciana Mello.



Mais do Sambô: Site | Twitter | Orkut | Flickr

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sabonetes - Hotel

Conheci essa banda há mais de um ano, e acho que cheguei a comentar sobre eles aqui no Varal. Apesar de ter gostado desde a primeira vez que ouvi o CD, nunca foi algo que escutei com muita frequência. Essa semana eu lembrei da banda e resolvi matar saudade do CD, coincidentemente, um amigo me fala que eles lançaram clipe e estão com bons contatos na MTV, tendo tudo para estourar em 2011. O clipe é realmente acima da média, muito bom! O som também é bom, vale a pena ser visto e ouvido. A estética do clipe muito me agrada. Com vocês, mais uma vez, Sabonetes:



Hotel

Roupas no varal
Chuva de verão
Os dias soltos no quintal
Vão me dando a direção

Se você perguntar o que eu fiz
Se você quer saber o que eu quis
Ah, o tempo passa e eu penso demais
Pra dizer ao vento que me satisfaz
E eu minto

Quartos de hotel
Rá, alguém que se perdeu
Se você perguntar o que eu fiz
Se você quer saber o que eu quis
Ah, o tempo passa e eu penso demais
Pra dizer ao vento que me satisfaz
Tanto faz
O tempo passa e eu penso demais
Pode ser que eu tenha te deixado pra trás
E eu sigo
E eu minto
E eu sinto

Se você perguntar o que eu fiz
Se você quer saber o que eu quis
Ah, o tempo passa e eu penso demais
Pra dizer ao vento que me satisfaz
Tanto faz
O tempo passa e eu penso demais
Pode ser que eu tenha te deixado pra trás
E eu sigo
E eu minto
E eu sinto

E eu sigo

segunda-feira, 7 de março de 2011

25 songs, 25 days #12

Day 12: The last song you heard.
Nãolembrava qual era a última música que eu tinha ouvido, mas nada como o LastFM para nos lembrar. Então, com vocês, Ludov. Gosto demais do som deles!

quarta-feira, 2 de março de 2011

25 songs, 25 days #7

Day 07: A song that reminds you of the past summer.
O verão passado eu mal lembro como foi, mas deve ter sido bom, caso contrário eu lembraria com detalhes, hahaha. Se tem uma coisa que eu lembro daquele verão é que tocava Bad Romance por todos os lugares e eu não aguentava mais ouvir aquilo, e outra música que não saía da cabeça e nem da boca da galera era Me Adora, da Pitty. E sim, dessa eu gostava e gosto, tanto que fui a dois shows dela num curto espaço de tempo naquele verão. Me Adora foi regravada inúmeras vezes nos mais diversos ritmos, é uma música chiclete mesmo, e muitos criticaram a Pitty por isso. Contudo, além de ser chiclete, tem conteúdo também, e basta ouvir com mais atenção para se identificar com um verso pelo menos e sair cantando bem alto NÃO É MINHA CULPA A SUA PROJEÇÃÃÃÃOO

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Entrevista com Validuaté!

Há algum tempo atrás eu apresentei a banda Validuaté aqui no blog. Era um tempo de euforia pela descoberta. Apresentei a banda pra muita gente, fico feliz que muitos tenham gostado e cantado a plenos pulmões Eu Só Quero Acabar Com Você (risos). Tempos depois, volto a falar da banda para anunciar que finalmente, com todo mérito da Diana por ter conseguido, entrevistamos os caras da Validuaté. O resultado é extenso, mas vale a pena saber um pouco mais da banda, das influências e do som feito por eles. Feita por mim e pela Diana, o resultado está logo abaixo. Agradecemos desde já a eles pela disposição e gentileza. Bora lá!
Som diferente, interessante e inteligente que brota do Piauí, uma região onde as a grande massa de ouvintes não espera que vá sair um grupo desses. Talvez isso possa parecer preconceito, ou até mesmo ser, mas realmente as pessoas em geral não tem muitas informações sobre as novidades musicais de uma região tão esquecida do nosso país. Como vocês lidam com esse olhar? Consideram o som de vocês regional?
Quaresma – Realmente, ainda não temos uma referência musical no âmbito nacional que possa gerar essa expectativa. Talvez a memória nacional recupere figuras piauienses mais ligadas à literatura como Torquato Neto, que também atuava na música e no cinema, Assis Brasil, e Da Costa e Silva. Mas na música mesmo não há quem relacione nosso som, ou o que tem sido feito por aqui, a qualquer outro trabalho piauiense reconhecido Brasil a fora. De alguma maneira, nos anima chegar com alguma novidade, mesmo que tardiamente, embora eu não creia que seja tarde, já que penso nossa música como fruto dos dias de hoje. É resultado de nossas experiências com o que tem sido produzido no Brasil, principalmente, dos anos 80 pra cá, e também de algo de tempos mais remotos. Quanto ao termo “regional”, às vezes soa um tanto pejorativo quando generaliza demais. O que há de regionalismo na música que fazemos são as expressões que utilizamos nos textos, e remetem a situações do dia-a-dia. É regional porque nasce aqui, e de alguma maneira representa um pouco a produção atual, mas não é regional no sentido direto de justaposição temática ou alegórica de elementos que compõem a imagem do nordestino para o restante do país.

Thiago E – Ah, Diana, em nome de todos da Validuaté, primeiro digo obrigados... Pois é. Realmente, muitas e várias e incontáveis pessoas preconceituosas pelo Brasil não esperam grandes coisas do Piauí. Isso é tristíssimo. Até mesmo muitos dos habitantes deste estado duvidam do próprio talento. Acontece bastante de aparecer um trabalho artístico bem feito, bem produzido, esmerado e alguém dizer “olha que massa! nem parece que é daqui”. Repito: isso é soturnamente tristíssimo. E pouca gente percebe que essa atitude é um problema cultural. Quando digo “é um problema cultural” não estou falando de “falta de cultura” – absolutamente ninguém pode dizer isso do Piauí: somos muito ricos culturalmente. Quando digo “é um problema cultural”, falo sobre a falta de hábito de se interessar na produção cultural local. É um problema na educação e vem de longa e antiga data. Quem trabalha com música autoral em Teresina tem enormes dificuldades financeiras... E pouco, ou quase nada, consegue divulgar seu trabalho. E assim, a gente fecha um trágico ciclo: 1º) grande parte do público, por questões históricas e culturais, pouco se interessa pela música local; 2º) A maioria das casas de show, “prevendo” que não vão ter platéia suficiente para o seu almejado retorno financeiro, não contrata bandas locais; 3º) E o público, por ter pouquíssimo, ou nenhum, contato com o trabalho autoral de Teresina, não vai gostar do que não conhece. Mudar isso vai ser demorado e complicado. Eu reafirmo a expressão “música autoral” porque aqui, devido a esses problemas, as bandas cover’s são super valorizadas, logo, fazer música autoral é, antes de tudo, uma militância, uma postura política! Sem falar das rádios: contam-se nos dedos de uma mão as que nos apóiam. A Rádio pública Cultura FM 107.9 faz um trabalho importantíssimo na divulgação artística daqui. O pessoal da Cultura FM é bom e merece muitos elogios e todo o reconhecimento e respeito. E quanto a sermos “regionais” ou não... é bastante simples. O rock é a coluna das nossas músicas. Pelo menos por enquanto, sei lá, tudo pode mudar. Misturamos com samba, reggae, um pouquinho de baião... mas o eixo, o cerne, o cimento é o rock. O problema é que o termo “regional” ficou preconceituosamente ligado apenas ao nordeste. Se um grupo põe qualquer elemento de baião ou “forró” numa música, ele imediatamente é rotulado “regional”. Mas nunca vi um paulista misturar rock e xaxado e ser chamado de “regional”. Então é aquela história: todo rótulo é opressivo. Às vezes também ligam o termo “regional” a uma certa tentativa de “pureza” na música, de tentar deixar “intacta” alguma manifestação artística... A Validuaté nunca se preocupou com isso. E nem acho que isso exista. Na “mundo multidão mil”, primeira faixa do nosso disco “Pelos pátios partidos em festa”, é dito “os movimentos vários das culturas / porque deus é movimento e mistura”. Ninguém da Validuaté se considera “regional” nessa acepção. O Vazin, nosso guitarrista e geógrafo, diz que “regional” é quem vem de alguma região. Nesse sentido, somos regionais. Somos de um vale do até...

A Internet tem aberto muitas portas para a apresentação de bandas novas (ou até mesmo as que estão na estrada há algum tempo). Qual a pretensão do grupo quanto ao público? Grande mídia, meios de comunicação em massa ou grupos mais seletos?
Quaresma – Nossa intenção é atingir um público cada vez maior, fazer nossa música ser conhecida, e dar oportunidade às pessoas de dizer se gostam ou não do que fazemos. O bom de sermos independentes é a liberdade que temos de criar um trabalho do nosso jeito, sem pré-moldes impostos por quem quer que seja. Se houver oportunidade para mostrar esse trabalho para a grande mídia, chegaremos puros como nascemos. Há planos de organizarmos pequenas turnês para poder tocar para um público que nos conhece apenas pela Internet.

Thiago E – Nós tentamos explorar bem a Internet. Podemos ser encontrados no Myspace, no palco mp3, no twitter, na comunidade do orkut, no nosso blog, no nosso site, no youtube... e, ainda bem, em vários espaços de outras pessoas que gostam e acompanham a produção da banda. Nós estamos nos organizando pra fazer mais viagens e tentar divulgar a Validuaté num âmbito nacional. Onde pudermos nos apresentar de uma maneira interessante, estaremos lá. Não gostamos dessa coisa de “grupos seletos”. Pra gente isso não existe. Isso seria o próprio artista se mistificar, se achar superior a alguém. Isso é besteira. John Well, Júnior, Wagner, Quaresma, Vazin fazem a Validuaté ter uma força agregadora que é fundamental pra todos nós. Perder isso seria perder tudo.

Músicas como Ela é, Plaina Maravalha, Eu só quero acabar com você, Essa moça, Eu preciso é de você (regravação da Jovem Guarda) são letras que visões diferentes sobre as mulheres. As primeiras mostram o lado "devorador de corações" que as mulheres podem ter, as últimas demonstram como os homens podem se perder e depender delas. Como vocês realmente lidam com esse universo e como instiga suas criações musicais?
Thiago E – A gente lida tranqüilamente... A banda não privilegia esse tema, isto é: não temos mais cuidado ou menos atenção quando estamos fazendo uma canção sobre “uma mulher” do que quando estamos compondo uma canção sobre outro assunto – “o céu”, “um peixe”, “a orelha da Maria Bethânia”, “o amor”, “o mar”... Nos empolgamos com o arranjo bem feito. Não temos essa de “um tema especial”. Um dos “baratos” da arte é tentarmos tornar qualquer assunto especial. Seja na música, na pintura, na poesia, na prosa... a arte tá aí pra isso: pra instigar um desafio na cabeça de quem vê e de quem cria. Alguém pode querer fazer uma canção sobre o amor e cantar “o amor que sinto é uma lâmpada fluorescente...”, aí o compositor tem de se virar pra dizer por que o amor é uma lâmpada fluorescente! (risos). O Torquato Neto diz “é inventar dificuldades pelo menos maiores”. (risos). Obviamente a figura feminina nos encanta. É só observar as duas capas dos nossos dois discos. O “pelos pátios partidos em festa” e o “alegria girar” trazem uma mulher em cada imagem. Porém, quando a mulher é uma personagem na música, trato com o mesmo alumbramento de quem percebe o mar pela primeira vez e diz “o mar rumina a terra o tempo todo”. Pra mim não é fácil, não é comum compor canção tratando do envolvimento amoroso, de romance... Acabo tratando mais de “coisas” ou histórias mais irônicas. É algo normal no meu comportamento. Já o Quaresma faz músicas sobre relacionamentos com uma naturalidade e um aprumo que invejo. O Quaresma é bom nisso. Ainda bem que ele tá por aqui.

Quaresma – Criar canções para mim é um exercício de representação da realidade, mesmo que seja uma realidade reinventada, ou pura ficção. A música pop, de modo geral, é construída em torno de algumas temáticas recorrentes: paixão/amor, abandono, solidão, admiração, desejo, etc. A maneira como se utiliza uma temática ou outra pode gerar as mais diversas impressões no público, das quais a surpresa é sempre a melhor. As nossas “canções de amor” não dizem “eu te amo”. É um exercício muito prazeroso, principalmente quando temos uma aceitação tão boa do público.

O cenário independente vem crescendo de forma meteórica e diversificada. Como lidam com esse mercado? Quais nomes podem nos indicar? Com quais gostaria de tocar, compor? E até mesmo os mais famosos, quais lhe enchem os olhos?
Quaresma – É um mercado que parece muito convidativo e desafiador. Parece haver lugar para todos quando vemos as ferramentas à nossa disposição. Ao mesmo tempo parece que fica muito a cargo de cada um. Algo do tipo “às próprias custas s/a”, e atuar em diferentes setores da cadeia produtiva da música se torna algo fundamental para compreender o funcionamento do mercado de antes, e do que tempos agora. A Internet é nosso grande aliado na divulgação do trabalho da banda bem como na formação de nosso público Brasil afora. Um dos melhores exemplos de banda que tira todo o proveito da Internet para divulgação e interação com o público é a brasiliense Móveis Coloniais de Acaju. Considero os meninos do Móveis um modelo de organização. Creio que cada músico da banda até imagine grandes artistas participando de alguma gravação ou show nosso. Acho que isso tem mais a ver com a essência de cada música. Por afinidade e admiração, seria uma honra poder tocar/compor algo com Céu, Nação Zumbi, Arnaldo Antunes, Tom Zé, André Abujamra, Moska, Adriana Calcanhoto, Lenine, Vitor Ramil etc.

Thiago E – Olha, somos uma banda como tantas milhares de outras bandas pelo Brasil: adoramos o que fazemos e buscamos nos manter apresentando nosso trabalho. Esse é o objetivo de milhares de bandas. O mercado é inflacionado e não há espaço pra todo mundo. A verdade é essa. Não cultivamos ilusões. Eu até brinco parafraseando uma frase do Stanislaw Ponte Preta: “Validuaté: despontando para o anonimato” (risos). Não sabemos se conseguiremos tocar, gravar mais discos e nos manter com a música... Ou se seremos mais um grupo sufocado pela dificuldade e pela falta de recursos. Tudo é incerto. O que sabemos é que viver de música autoral por aqui é fazer um milagre. Como não temos o dom de fazer milagre, resta-nos tentar também outras paisagens. É como diz outra do Stanislaw “quem quer ser artista tem de carregar o circo nas costas”. Várias bandas e músicos daqui têm um trabalho autoral interessante: Clínica Tobias Blues, Obtus, Roque Moreira, Fragmentos de Metrópole, Eucapiau, Teófilo, Eita Piula, Batuque Elétrico, Captamata, Maykel Francis, Joniel Veras... entre outros grupos e músicos. As produções estão acontecendo... Como todo mundo, a gente da Validuaté admira muitos artistas. Também tocamos algumas músicas de quem admiramos: Tom Zé, André Abujamra, Arnaldo Antunes, Márcio Greyck... Se, no futuro, formos parceiros de um deles já vai tá bom demais! Mas já conseguimos alguns encontros maravilhosos. No disco “Alegria Girar”, contamos com a participação do poeta Ferreira Gullar, do cantor, compositor e ator Lirinha, do ator e dublador Isaac Bardavid e do ator, cantor e compositor Zéu Britto. Pra gente foi-é-e-será uma felicidade!

Dois CD's, alguns clipes soltos na Internet e um bom número de admiradores fiéis, planos pra um próximo projeto? Tocar nas grandes capitais?
Quaresma - Está em nossos planos, antes de gravarmos um disco que encerra a trilogia doa álbuns em estúdio, produzir um DVD com repertório dos dois primeiros trabalhos e mais algumas músicas inéditas. Além de participações especiais. Paralelo a isso, vamos organizar pequenas temporadas por outras capitais e outras regiões do país. Alimentar nosso público que nos acompanha tão somente pela Internet. Tudo com calma e planejamento.

Vemos em comunidades do orkut e do Last.FM que grande parte do público da banda é feminino e se derretem todas pelas músicas e por vocês. Pois então, há assédio nos shows? Como os compromissados lidam?
Thiago E – Isso é tranqüilo. A maioria da banda é compromissada e há respeito. Obviamente existe aquela coisa do fetiche do palco e tal, mas não dou importância pra isso. Aliás, qualquer pessoa sã que nos observe concluirá que não temos atrativos físicos (risos). Vez por outra ouvimos comentários “rapaz, a Validuaté... Ô banda pra ter cabôcos fêi, menino! Os cara até tocam bem... mas, ali, num escapa um!!” (risos!) Pois é. Eu só defendo o Wagner. Só o Wagner é bonito! É nosso Ébano, nosso precioso, nosso Orfeu Negro! (risos!)

Quaresma – (risos, risos) O assédio acontece, mas não é nada escandaloso que nos force a correr pelos corredores ou chegar por alguma porta secreta. Todo o encantamento acontece enquanto estamos sobre o palco. Quando a gente desce, sempre tem alguém que aborda para parabenizar, perguntar por que não tocamos música tal e tal, ou mesmo só para dar um abraço. As respectivas namoradas de cada músico da banda são bem pacientes com esse assédio. Mesmo porque depois do show a gente parece que volta à forma de abóbora (risos).

Para os mais simplistas e/ou para as massas, ao ouvir o som de vocês podem, equivocadamente, achar o som de vocês semelhante demais com outras bandas fora do eixo RJ - MG - SP, como Cordel do Fogo Encantado ou até mesmo Nação Zumbi e Mundo Livre S.A. Vocês lidam bem com essas comparações ou procuram se afastar cada vez mais delas?
Thiago E – São bandas de um som maravilhoso e as admiro. Realmente, já nos compararam com o Cordel e com o Mundo Livre. Mas, sinceramente, não vejo grandes semelhanças... quase nenhuma. A Validuaté mistura um pouco de poesia às suas práticas e tal... o que poderia nos aproximar do Cordel... Mas o nosso som é muito diferente, trabalhamos com esses elementos de forma diversa. O formato de banda e os timbres não têm nada a ver! Poderiam nos aproximar do Mundo Livre pelo uso do cavaquinho no rock e tal... mas é a mesma razão: misturamos esses elementos de maneira diversificada. Nossa escrita é outra, nossas melodias são outras, nossa pegada é outra. Se nos comparássemos ao Nação Zumbi, eu também só poderia receber como um elogio – eles são fantásticos – mas iria aconselhar essa pessoa a fazer uma avaliação psíquica o quanto antes. Gostaria que as pessoas olhassem pra Validuaté como Validuaté mesmo. Por mais que te comparem com nomes importantes, todo mundo quer ser o que é mesmo.

Comparando Pelos Pátios Partidos em Festa e Alegria Girar, notamos que o segundo é um álbum mais maduro, letras e som mais elaborado, são músicas mais fáceis de ficar na cabeça (até minha mãe anda cantando Eu Só Quero Acabar Com Você, haha), um outro padrão. Pois então, quais experiências a banda acumulou entre um trabalho e outro e o que poderia explicar a mudança?
Thiago E – O “Pelos pátios partidos em festa” é primeiro cd. Tem os atropelos e as delícias de toda primeira vez. Quando o gravamos passamos por uma série de problemas. Alguns por inexperiência e outros de ordem do acaso da vida mesmo, dos rumos que tudo toma. Houve um pouco de pressa, por falta de informação também tivemos pouco cuidado com a captação dos sons na gravação, a escolha do estúdio, os horários no estúdio eram ruins, etc, etc, etc. Uma série de fatores. Hoje, nos incomodamos com a qualidade técnica da gravação... e talvez o público, sem perceber, se incomode também com o áudio... Mas nós adoramos as canções do “Pelos pátios partidos em festa” e temos planos para melhorá-las: quem viver verá (risos). Já o “Alegria girar” foi feito com um cuidado bem maior. Não queríamos repetir as inexperiências do primeiro. Pesquisamos, nos empenhamos e também tivemos a sorte de trabalhar com engenheiro de áudio Mike Soares. Com os toques dele mudamos bastante. O grupo tava coeso. Mas, sobre esse percurso todo, é bom ser observado uma coisa... Não podíamos ficar esperaaando uma situação ideal aparecer. Queríamos fazer, mesmo aos trancos e solavancos... falta de aparato técnico não significará inércia criativa...

Conte-nos um pouco sobre o início da banda e o que cada um trouxe como bagagem para formar esse som tão diverso.
Thiago E – A Validuaté surgiu em 2004 e permanece, praticamente, com a mesma formação: John Well na bateria recarregável de longa duração, Vazin e Júnior nas guitarras, eu toco pandeiro e cavaquinho, Wagner Costa no contrabaixo e Quaresma na voz e instrumentos adicionais. Como todo grupo, temos semelhanças e diferenças e sempre procuramos respeitar os desejos uns dos outros. O John Well tocava música gospel na igreja e dá aulas de bateria; o Vazin participava da cena metal, cantava em coral também e dá aulas de geografia; eu tocava sambas e pagodes naquela onda dos anos 90, depois me interessei por rock, poesia e dou aulas de literatura; o Wagner tocava música instrumental, em banda de pop rock, canta num grupo vocal e faz mestrado em literatura; o Júnior tocava música pop e é gerente do bar Recanto do Caranguejo; o Quaresma sempre cantou, é professor de inglês e português e também é publicitário. Então temos uma diversidade boa. Cada um acrescenta unicamente e funciona. O grupo é bom. O que nos une é nossa tolerância e nosso extraordinário senso de humor. (risos!)

Quaresma – O bacana do grupo é a pré-disposição pela busca do novo, de experimentar os detalhes de algo desconhecido. Antes da Validuaté eu tocava MPB com o Júnior. Aquele repertório de churrascaria mesmo. Mas desde sempre eu quis construir algo novo. Até chegamos a participar de festivais com as músicas que já nasciam naquela época. Isso rendia uma ou duas apresentações por ano com duas ou três músicas próprias. O grupo se chamava Papel di Parede. O difícil era inserir esse novo num contexto em que a música serve para ajudar o pedaço de carne descer com um gole de cerveja. Foi aí que desistimos de tocar música com cheiro de picanha e decidimos criar uma nova história. E nasceu a Validuaté.

Mesmo em letras sérias, é possível notar doses de humor, fazendo com que estas flertem com músicas ditas "bregas", brincando com uma linha bem sutil entre o romântico e o brega. Há receios quanto a isso ou o som que vocês fazem é puramente passional, sem preocupações de estilo?
Thiago E – É como eu disse anteriormente: não nos preocupa evitar nem permanecer. Exploramos o som dito “brega” ou “romântico”. E quando criamos algo nesse gênero, sabemos o que estamos fazendo e quem nos escuta também sabe. É como se fosse um ato, ou uma parte de um espetáculo que tem partes diferentes. Isto é: não ficamos no “brega” o tempo inteiro, todos sabemos que logo acontecerá algo novo. Não há receio quanto a essa classificação. De certa forma, é um momento em que há um sarcasmo de nossa parte com essa enxurrada de músicas, no rádio ou na TV, falando desse amor meloso.

Quaresma – Colocamos muito de paixão também no que fazemos. O traço brega de algumas de nossas músicas passa também pela via do humor. Um dor sofrida que precede o riso de quem vê graça nas relações amorosas.

Vemos ultimamente que as bandas têm uma vida efêmera. GRAM, Los Hermanos, Cordel do Fogo Encantado e tantas outras declararam o fim ou então uma "pausa por tempo indeterminado". Podemos esperar vida longa a Validuaté? Quais são os planos e projetos da banda atualmente?
Thiago E – Olha, eu não sei se essas bandas tiveram essa “vida efêmera”. Não conheço o GRAM. Mas o Cordel do Fogo Encantado e o Los Hermanos duraram o tempo que quiseram durar. Foi algo acordado. Nenhuma tragédia aconteceu pra impedi-los de produzir e tal. Eles podem, inclusive, voltar. Mas, para além das músicas, existe a convivência. E essa, às vezes, é melindrosa: juntar pra dar certo os desejos e os comportamentos de várias pessoas é cheio de pregas e complexo e é preciso sabe-se lá o quê... Quando a gente gosta de um grupo que se acaba, ficamos um pouco pra baixo, etc. Porém é um sentimento pessoal e cabe a cada um resolvê-lo da sua forma. E as pessoas dizem “mas, por quê?” etc. Contudo, quem sabe da pedra é quem calça o sapato. Nesse contexto musical, as coisas duram o que tem de durar. Tem de ser respeitado. Obviamente a Validuaté deseja essa vida longa. Estamos ávidos pra nascer e começar em outros lugares e renascer e recomeçar num devir incessante. Tomara que dê certo. A cada tempo que passa aprumamos artes novas e queremos vivê-las com outras pessoas. Temos o espírito musculoso. Contudo, a vida é essa sucessão de acidentes imprevisíveis. Torço pra que tenhamos acidentes felizes, espantos bons. O Vinícius nos avisa: “que seja infinito enquanto dure”. Tomara que esse “enquanto dure” seja um pedação do tempo.

Quaresma – Vida longa à Validuaté. Cenas dos próximos capítulos: viagens, DVD, viagens, clipes, viagens, 3° CD, clipes, viagens, viagens... fortes abraços para todos e até breve!

domingo, 25 de julho de 2010

Monarquia

Dia desses publiquei um texto aqui no Varal Fult criticando a ostentação de João Gilberto como gênio na MPB e da Bossa Nova. Uma opinião minha, claro que não é preciso concordar. Há muito que tinha aquele pensamento formado, apenas resolvi externá-lo. Pois bem, seguindo a mesma linha de raciocínio, comecei a pensar sobre a monarquia da música brasileira.

Não sei quem inventa esses títulos e começa a endeusar o artista, que vira um semideus, quase como um faraó. Às vezes o título é válido e concordo, algumas outras não. Temos vários exemplos: o Rei, a Abelha Rainha, o Rei do Baião, a Rainha do Rádio, Rei do Brega, rei disso, rainha daquilo e por aí vai. Dentre tantos, temos a Rainha do Rock, “a maior roqueira do Brasil”, dona Rita Lee.

Não quero discutir aqui a importância de Rita Lee para a música brasileira, em especial na época de Os Mutantes. Gosto e ouço tia Rita, mas sempre me incomodei com o título. Rita Lee é boa? É sim. Rainha do rock? Passa longe disso.
Fiuk, é você?


Considerando o rock como um movimento, uma música e uma postura que indicam transgressão, inovação, rebeldia e negação ao sistema e comparando esses elementos com Rita Lee, dá pra entender porque estou dizendo isso. Rita é uma senhora comportada em cima do palco, de letras doces, na maioria das vezes. Para ousar, coloca-se uma “bosta” ali, um “pinico” aqui e um “sexo” acolá. Fica nessa e não sai disso. É puro mamão com açúcar.

Vez ou outra, vemos alguma nota no jornal falando de xingamentos, de opiniões polêmicas e coisas assim. Mas isso para mim ainda não vale o trono. Aliás, vejo apenas como um artifício muito manjado para ser notícia, ou seja, para aparecer.

Há não muito tempo atrás li um texto no UOL onde um jornalista criticava a falta de profissionalismo da artista, devido ao atraso em um show em São Paulo e outros problemas, como esquecer a letra ou a banda errar notas das músicas, prova clara de falta de ensaios. Motivo a mais para repensar o trono de Rita Lee. A imagem construída é mais forte que a realidade.

Mas quem seria a rainha do rock? Pitty!? Não, claro que não... aliás, numa entrevista feita pela Marília Gabriela, a própria Pitty admitiu não levar uma vida rock’n’roll. Mas então, a pergunte precisa de uma resposta, e a minha seria bem convicta: Cássia Eller!
Cássia é um mito, a figura mais expoente do brock de todos os tempos, entre homens e mulheres. Atitude, competência, postura e (infelizmente) vida de rock. Curiosamente, Cássia é um pouco negligenciada pela grande mídia. É pouco citada, e quando é citada, infelizmente costumam lembrar apenas de Malandragem ou de Por Enquanto, que muitos ainda insistem em dizer que se chama Mudaram As Estações. Hahaha.

Cássia era pura explosão em cima do palco, completamente entregue. Havia incompostura, rebeldia, transgressão, vigor, catarse!

Apesar da grande relevância da Cássia, não vemos citarem nos programas sua data de aniversário ou coisa do tipo. Não se faz um Som Brasil ou um Por Toda Minha Vida para relembrá-la. Não se cogita fazer um filme a respeito. Cássia parece ser tabu, e talvez seja mesmo. Provavelmente, ela detestaria ser chamada de “rainha do rock” ou algo semelhante, mas a certeza que tenho é que Cássia é rock, a maior representante que já tivemos!

Salve Cássia Eller!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Versões

Versões podem salvar ou afundar ainda mais uma música. Fica aí uma listinha pessoal.

Geni e o Zepelim (Chico Buarque) - O Trash pour 4 gravou. Mano, eles acabaram com a música. Ficou rapidinha,"dançante", perdeu a identidade, perdeu tudo. Afundou uma música que é uma das minhas preferidas do Chico.
Baba, baby (Kelly Ky) - A Maria Gadú conseguiu transformar a música em ouro. A voz dela e o violão fizeram essa música ter até classe. Noutro dia me peguei cantando e ri sozinha lembrando que a Kelly já cantou isso.
Coração Vagabundo (Caetano Veloso) - Ana Cañas deu um toque bem açucarado pra ela, ficou docinha, amorosa, sussurrada. Gostei.
Deus lhe pague (Chico Buarque) - Tá, eu odeio o último cd da Pitty, falei mal e continuo, mas dou o braço a torcer pra essa versão. É boa, tá é bem boa, tá eu adoro essa versão.
Partido Alto (Chico Buarque) - Cássia Eller é diva, preciso nem comentar. Voz sacana nessa música.
Esquadros (Adriana Calcachotto) - Los Hermanos afundou a música na areia. Versão terrível, terrível mesmo. Nem gostando muito dos caras pra fingir que ficou bom.
Sweet Child O'mine (Silvia Machete) - Acertou em cheio, vou ousada e deu certo, certo.
Come as you are (Nirvana) - Eu gosto do Caetano hoje. Um dos melhores cantores nacionais pra mim. Tem se refinado no som de forma saborosa. Os últimos trabalhos tem sido cada vez mais bem feitos, menos grito e mais voz (mesmo ele caindo do palco, tá piadinha escrota, eu sei).
Ben (Michael Jackson) - Takai fez um cd morninho, gostei não. Essa música ficou tão sonolenta.
Santa Chuva (Marcelo Camelo) - Maria Rita cantando Santa Chuva tem nem comentário *__*
Deixa o verão (Rodrigo Amarante) - Roberta Sá conseguiu deixar melhor que o original.

Bem, se lembrarem de mais alguma, só dizer.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Validuaté


Dia desses, numa conversa descontraída de MSN me mandaram sem grandes detalhes o CD dessa banda e simplesmente disseram: "acho que faz seu estilo". Meio intrigado com o nome, assim que o CD chegou eu fui ouvir afoito. Resultado? Paixão à primeira vista! A banda é excelente, com diversar influências muito ricas, uma sonoridade do caralho e as letras são ótimas. É uma banda de indie rock brega regional formada por José Quaresma (voz/gaita), Thiago (pandeiros/cavaquinho), Júnior Caixão e Vazin (guitarras), Wagner (baixo) e John Well (bateria. Começaram sua trajetória com o nome Papel Di Parede, em 1999, tocando em barzinhos da cidade de União, localizada a 60Km de Teresina, com um repertório formado por sucessos da MPB e canções autorais. As letras são divertidas, são sérias também, irônicas, poéticas e falam do amor que desandou, da saudade do amor que partiu...

Eu Só Quero Acabar Com Você
Composição: Thiago E.

Traz uma cachaça pra vê se
Passa a escuridão - porra de vida!
Ah se ele já não me abraça
O peito ga-ga-gueja a raiva doída.
Partiu com aquela pessoa páia! por quê?!
Partiu com uma pessoa mais feia do que eu - enche o copo!
Tomara que sempre chova em todas as tuas festas.
Tomara que tu tropeces em todas as pedras.
Tomara que tu sempre enfrentes filas enormes.
E mesmo morrendo eu não quero mais que tu retornes.
Eu-só-que-ro-a-ca-bar-com-vo-cê.


É a vingança boba que todo mundo deseja, um vingança infantil se não fosse pela cachaça, rs.

Desde Móveis Colonais de Acaju, nos idos 2006 ou 2007, eu não descubro uma banda tão boa no cenário nacional. Vale muito a pena ouvi-los, e tá AQUI o link para download do CD.
Boa degustação a todos!

domingo, 4 de outubro de 2009

Cd arranhado

Novo cd da Pitty Chiaroscuro


Terceito álbum com músicas inéditas da Pitty. Com nome escolhido pelos fãs (fanáticos). “Chiaroscuro” quer dizer "claro-escuro" em italiano. Bem, capa bonita, idéia bem elaborada, mas não convence.Ficou comercial. Apesar de muitos apontarem seu amadurecimento, percebo o contrário. Embaixo desse ar denso que eles pintam com tintura aguada há letras mal rimadas, idéias batidas, nada inovador realmente. Ainda tem cara de adolescente emo de 15 anos revoltado. A música de trabalho alcança seu objetivo chiclete de não sair da boca do povo, mas é de refrão fácil, bobo, sem graça. Esse novo cd frustrou todas as minhas espectativas. Não vai me impressionar ela fazer um acústico com o NX Zero e Canto dos malditos na terra da nunca. NÃO recomendo!


domingo, 20 de setembro de 2009

Vitrola



Luisa mandou um beijo

Um nome-frase para uma banda carioca de indiepop. Com versos leves e com termos e escolhas do cotidiano. Potes de geléia, Maracanã, guardanapo, luz são elementos para as suas próprias composições. Uma voz que lembra cacos de vidro no liquidificador, porém com um fresco de mar sem sal. Flávia Muniz é a vocalista, Fernando Paiva (guitarra), PP (guitarra), PC (baixo), Shockbrou (trompete) e Luciano Grossman (bateria). Não mostram o rosto com tanta facilidade e misturam Mutantes com MPB. Retrata a vida de pessoas da sua intimidade, cite nomes, mas deixa opções no ar com traços de Cinema Novo. Letras misturadas em harmonia cotidiana e voz levemente aguda. Recomendo!