O Blog:

Não importa se fútil ou cult, aqui tem o que agrada, desperta curiosidade, riso e coisas assim. Sem rótulo e sem pudor, seja fult com a gente!
Mostrando postagens com marcador mp3. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mp3. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O Volta de Ana Cañas

Após três anos de hiato, Ana Cañas nos apresenta seu terceiro álbum, Volta, lançado dia 15 de junho. O álbum segue o que já pudemos ver em seus dois primeiros trabalhos, a pluraridade de estilos e a avidez. Ana quer inovar, quer arrojo e ora consegue, ora não. Acho experimentações válidas e, ao contrário de muitos críticos, gostei de Volta. Tem canções preciosas como No Quiero Tus Besos (Natalia Lafourcade e Ana Cañas), Urubu Rei e Volta (Ana Cañas), esta última um deleite à parte, puro tesão. Vale a pena ouvir!

Volta - Ana Cañas (2012)

1. Será que Você me Ama? (Dadi e Ana Cañas)
2. Difícil (Ana Cañas)
3. Urubu Rei (Ana Cañas)
4. No Quiero Tus Besos (Natalia Lafourcade e Ana Cañas)
5. Diabo (Ana Cañas)
6. La Vie en Rose (Louiguy e Edith Piaf)
7. My Baby Just Cares For Me (Walter Donaldson e Gus Kahn)
8. Feito pra Mim (Ana Cañas)
9. Todas as Cores (Dadi e Ana Cañas)
10. Volta (Ana Cañas)
11. Rock and Roll (Jimmy Page, John Paul Jones, John Bonham e Robert Plant)
12. Foi Embora (Ana Cañas)
13. L’Amour (Ana Cañas)
14. Falta (Ana Cañas)
15. Amar Amor (Ana Cañas e Dadi)
16. Stormy Weather (Harold Arlen e Ted Koehler)

sábado, 26 de maio de 2012

Maïa Vidal

Se tem um ritmo que eu abandono mas sempre volto a ele é o folk. Quando insistem os dias frios não tem como acordar cantando samba, é sempre o folk que grita mais alto. Confesso que passei todo o verão longe desse universo, mas também não vi nem resquício de algo novo e empolgante que o envolvesse. Isso mudou essa semana quando conheci Maïa Vidal. 

Vidal nasceu na Califórnia mas foi criada em Nova Iorque, estudou violino ainda quando criança e formou uma girl band  com influências punk ainda na adolescência, com a qual começou a alcançar reconhecimento depois de participar de uma série local patrocinada pela Coca-Cola.

Ao se mudar para Barcelona, Maïa aventurou-se como artista solo em trabalhos diversos, tanto fazendo covers quanto participando de outros grupos e banda, concomitante ao processo criativo do seu álgum God Is My Bike, lançado no fim de outubro de 2011. 

O álbum foi muito bem recebido na Europa e até no Japão, onde Maïa se fez três apresentações com casa lotada. O seu som é delicado e o acordeão nas faixas lembra Beirut. O clima é bucólico e lúdico, com uma distorção ou outra que a afasta do melancólico enjoativo. Vale a pena conhecê-la, não somente pelo som, mas por todo o conjunto, que inclui referências visuais de encher os olhos. 

God Is My Bike (2011) - Maïa Vidal
1
The Waltz Of The Tick Tock Of Time

2
The Alphabet Of My Phobias

3
God Is My Bike

4
La Jaula Dorada

5
Follow Me

6
Le Tango De La Femme Abondonnée

7
My Love Song

8
Poetry

9
I'll Sail All Night

10
It's Quite Alright

11
J'Suis Tranquille

12
Waltz

sexta-feira, 2 de março de 2012

Asa

Asa é uma cantora francesa (Paris, 1982) de origem nigeriana ainda pouco conhecida no Brasil, mas que aos poucos vem conquistando os ouvidos mais atentos. Quem me apresentou o seu trabalho foi o Clóvis, que já foi apresentado por aqui também.

A história de Asa (pronuncia-se Asha e significa "gavião" no idioma iorubá) começa em Lagos, na Nigéria, onde ela encontrou em casa na extensa e eclética coleção de musica de seu pai, clássicos do soul e de tradicionais músicas da Nigéria. Começando a cantar desde muito nova, Asa foi inspirada pelos sons e mensagens de artistas como Marvin Gaye, Fela Kuti, Bob Marley, e Sunny Ade Ebenezer Obey que serviram como influência quando mais tarde começou a elaborar suas próprias canções.

Foi em Paris que ela encontrou seu estilo e formação musical sendo influenciada por canções de seus contemporâneos musicais como ErikaBadu, D'Angelo, Rafel Saadiq, Lauryn Hill e Angelique Kidjo.
Asa funde pop, R & B, world, funk, soul e reggae, em um álbum de estréia homônimo, onde ela canta em Inglês e Iorubá.





Apresentando percussão impecável, Beautiful Imperfection, o álbum tem duas faixas que se destacam: Jailer uma música sobre "a ironia de opressão, aquela que opera na vida cotidiana" e Fire In The Mountain. Há faixas que também conquista pelo swingue, como Be My Man. Uma curiosidade do álbum é que as faixas são assinadas por Bukola Elemide, o nome real de Asa.

Imediatamente ao lançamento do álbum Asa teve o reconhecimento mundial e o começou uma longa turnê, incluindo Europa, América do Norte, África e Japão. Asa também passou pelo Brasil no ano passado, se apresentando em agosto no Rio, durante o festival Back2Black.

Não só pela qualidade musical, Asa também chama atenção pelo estilo fashion, os clipes com fotografia impecável e enriquecidos com os conceitos que vogam pelo meio da moda e das artes em geral. Mais atual impossível. Em primeiro momento, seu estilo pode lembrar vagamente Amy Winehouse ou até mesmo Janelle Monáe, mas rapidamente a autenticidade da cantora se sobressai, junto do seu talento. Vale a pena, o álbum está disponível AQUI.

Beautiful Imperfection 
1."Why Can’t We"
2."Maybe"
3."Be My Man"
4."Preacher Man"
5."Bimpé"
6."The Way I Feel"
7."OK OK" 8."Dreamer Girl"
9."Oré"
10."Baby Gone"
11."Broda Olé"
12."Questions"
13."Bamidelé (Digital Bonus Track)"

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Diego Moraes


Há alguns anos atrás, os meus programas de TV preferidos eram os concurso musicais. Ídolos, Fama e até mesmo o classicão Raul Gil. Através desses programas conheci muitos ótimos artistas que, salvo raras exceções, não conseguiram espaço na grande mídia por carregarem pra sempre a cruz de calouros.

Na última versão brasileira de Ídolos que acompanhei (em 2009), transmitida pela Record, me chamou a atenção Diego Moraes, que é certamente uma dos mais talentosas do Brasil. O cara modula a voz de maneira sensacional, percorrendo notas com a maior facilidade do mundo. Claro que ele não ganhou, porque nesse tipo de programa, cabe o segundo lugar para quem é o melhor. Isso já tinha acontecido no Ídolos anteriormente, quando Shirley Carvalho perdeu pra fraquinha Thaeme Marioto. O diferencial dessa vez é que Diego assinou contrato com a gravadora EMI e lançou um CD e DVD com regravações preciosas e outras três canções inéditas. A parte ruim da coisa é que não houve divulgação e a TV aberta do Brasil, mesquinha que é, não convida artistas que surgiram em emissoras concorrentes.

Intitulado de Meus Ídolos, o trabalho foi lançado em maio de 2010. Diego percorre o repertório da MPB auxiliado por arranjos luxuosos e cheios de suingue, nos quais fica à vontade para brincar com a voz e mostrar porque não é nenhum exagero considerá-lo o cantor mais talentoso dessa geração. Destaque para a interpretação de Explode Coração, de fazer repensar se a de Bethânia é mesmo a melhor de todas. Vale a pena o deleite! Áudio do DVD disponível AQUI.

Meus Ídolos (2010)
1. Punk da Periferia
2. Ando Meio Desligado
3. Alô Alô Marciano
4. Lanterna dos Afogados
5. Canto de Ossanha
6. Muderno
7. Garçom
8. Lembrei
9. Uma Canção Só (Pra Você)
10. Meu Erro 11. Negro Gato
12. Pagu 13. Talismã sem Par
14. Atrás da Porta
15. Explode Coração
16. As Rosas Não Falam
17. Partido Alto
18. Como uma Onda
19. Créditos (Como uma Onda)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Segunda Pele




O quinto CD de Roberta Sá afasta-se um pouco dos grandes sambas e prova um sabor mais regional em relação a sua própria origem. Apesar de buscar novos sabores o samba ainda se mantem presente como na faixa O nêgo e eu, com cores de carnaval, marchinhas clássicas. Parceria com Pedro Luís, mesclas inovadoras com a Orquestra Criôla de Humberto Araújo com arranjos ousados em relação aos seus CD's anteriores da própria Roberta. Tem ainda um dueto internacional,inédito com Jorge Drexler em “Esquirlas”, cantando em espanhol.

Desenrolar de um CD maduro, sensual, carnal de forma de harmônica, desmembrando de certa forma essa imagem de cantora um pouco recatada, fria e perfeccionista em certo ponto em suas apresentações. O CD por completo, mesmo as faixas mais intimistas, remetem a um grande carnaval, humano, carnal, quente. Recomendo! Está disponível AQUI.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Maria Gadú em Mais Uma Página

Passado o furor do seu primeiro trabalho e toda aquela perigosa superexposição, além da parceria com Caetano Veloso, Maria Gadú chega com seu segundo CD para confirmar a promessa de ser um novo grande nome na MPB ou decepcionar, como todos outros nomes sazonais. 

Confesso que temi alguma descaracterização da artista devido sua parceria com a Som Livre/Rede Globo, mas é com felicidade que ouço o CD e constato que é ainda aquela Maria Gadú talentosa surgida há pouco tempo. Em 14 faixas, incluindo regravações/composições em inglês e espanhol, Gadú está de volta para comprovar seu talento como compositora e intérprete. 

O álbum não é óbvio como seu título e apresenta boas surpresas, caminha por diferentes ritmos e nuances. Destaque "Axé A Capella" que tem uma sonoridade muito gostosa, com Gadú explorando sua extensão vocal e outros ritmos. Destaque também para "Quem?", faixa que conta com a participação de Lenine.

Preciso ouvir mais vezes para digerir bem a coisa e poder opinar detalhadamente, mas o que posso afirmar com certeza é que é um bom e autêntico CD de uma grande nome da música nacional. Eu que sou amante de música nacional, achei o álbum exageradamente poliglota, mas talvez isso seja estratégia para uma carreira internacional. No fim das contas, isso não afeta a qualidade do álbum e vale a pena!

Mais Uma Página (2011)
01. No Pé Do Vento
02- Anjo de Guarda Noturno
03- Taregué
04- Estranho Natural
05- Like a Rose
06- Oração ao Tempo
07- Quem? ( part. esp.: Lenine)
08- Axé Acappella
09- Reis
10- Linha Tênue
11- Extranjero
12- A Valsa (Part. Esp.: Marco Rodrigues)
13- Long Long time
14- Amor de Índio

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo

Continuando a falar sobre os nascimentos de Setembro, venho hoje pra falar sobre o terceiro álbum da Mariana Aydar. Sem me estender muito, digo que está impecável e é uma grata surpresa. Mariana nunca foi uma cantora de grande voz, mas compensa muito bem isso com suas interpretações criativas e a musicalidade que vem se refinando a cada álbum.

Em Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo, a cantora assina 5 das 13 faixas e caminha por ritmos distintos e bem brasileiros, indo do forró à africanidade, sem deixar de passar pelas baladas, como acontece com Passionais, que é uma crônica interessante sobre o amor moderno.

Duas regravações do álbum que agradaram muito; a primeira delas é Não Foi Em Vão, da Thalma de Freitas. A letra é primorosa e de longe é minha preferida tanto no repertório da Thalma quanto da Orquestra Imperial, com a qual gravou sua canção pela primeira vez. Outra regravação imperdível no álbum é a de Vai Vadiar, de Monarco e Ratinho, mas que ganhou popularidade na voz de Zeca Pagodinho. Nunca tinha prestado muita atenção nessa letra, mas Aydar falando todas as palavras certinhas e bem encaixadas numa melodia de um tango-bolero-indie a música cresce e fica uma delícia, não dá vontade de parar de ouvi-la.

Caetano Veloso que tem sido bastante lembrado esse ano também foi lembrado por Mariana Aydar, e sua canção Nine Out Of Ten ganhou uma versão esplendorosa nesse terceiro álbum da cantora. Não só pelas letras, o álbum também se destaca pelo instrumental impecável comandado pelo maestro Letieres Leite, comandante da Orkestra Rumpilezz. Atenção especial a percussão de Gustavo Di Dalva, fazendo um batuque moderno e radiofônico, sem desprezar as raízes do outro lado do Atlântico. Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo é um dos melhores álbuns do ano, imprescindível! Há um tom intrigante nesse álbum, Mariana acertou o alvo.

Cavaleiro Selvagem Aqui te Sigo (2011)

1. A saga do Cavaleiro (Mariana Aydar)
2. Solitude (Mariana Aydar - Luísa Maita - Jwala)
3. Não foi em vão (Thalma de Freitas)
4. Passionais (Dante Ozzetti - Luiz Tatit)
5. Vai vadiar (Monarco - Ratinho)
6. Nine out of ten (Caetano Veloso)
7. Floresta (Mariana Aydar - Guilherme Held - Tiganá Santana)
8. Galope razante (Zé Ramalho)
9. Porto (Romulo Fróes - Nuno Ramos)
10. Preciso do teu sorriso (João Silva)
11. O homem da perna de pau (Edson Duarte)
12. Cavaleiro selvagem (Mariana Aydar - Emicida)
13. Vinheta da alegria (Mariana Aydar)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Setembrinos

 Acho que é uma conspiração do Universo fazer com que muitas coisas e pessoas nasçam em Setembro. Prova disso foram os lançamentos de três CD's muito esperados, pelo menos por mim. O primeiro deles foi o CD de estréia de Filipe Catto, intitulado de Fôlego. Teve ainda o lançamento do quarto álbum de estúdio de Maria Rita, o Elo. Mariana Aydar também lançou o seu terceiro álbum de estúdio, Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo, um dos mais esperados por mim não só no mês passado, mas em todo ano. 

Propositalmente venho falar desses álbuns já tarde. Deixo Mariana Aydar pra um texto exclusivo depois, falemos de Catto e Maria Rita. Num ano de lançamentos primorosos como o álbum de estréia do Cícero, Canções de Apartamento, não é muito difícil parecer mais-ou-menos, ainda mais quando se espera por um trabalho com grande expectativa. 

Ouvi repetidas vezes e estou ouvindo novamente agora para reafirmar que o álbum de Maria Rita, para mim, é uma decepçãozinha. A cantora está impecável como sempre, voz bem colocada, interpretação na medida mas não há nada de novo no Elo, nada que acrescente à carreira da artista. Depois do ótimo Samba Meu de 2009, parecia que Maria Rita havia finalmente se encontrado musicalmente e que o próximo álbum também seria do gênero, mas não é o que constatamos com Elo

Maria Rita volta a passear pelo jazz contemporâneo de ótima qualidade já presente nos seus dois primeiros CD's. São 11 faixas que contam com regravações de canções bastante conhecidas pelo público, como Menino do Rio e A História de Lily Braun, incansavelmente regravada, como fez recentemente Maria Gadú e Teresa Cristina em seus respectivos últimos trabalhos. O álbum também traz regravações menos conhecidas, como Santana, já gravada pelo impecável Rubi. Minha queridinha do Elo é a regravação de A Outra, que Maria Rita sacou do repertório de Los Hermanos, já visitado por ela outras vezes.

Vale aqui um parênteses para esclarecer que Elo nasceu de uma turnê que Maria Rita fez, sem título e sem cenário, assim que encerrou os trabalhos com o Samba Meu. Como o contrato que a cantora tem prevê que ela lance um álbum de dois em dois anos, ela entrou em estúdio e fez um CD baseado nesses shows. Até cheguei a ver um destes, e claro, foi perfeito porque Maria Rita é Maria Rita. Para nos deixar com vontade de mais samba, Elo se encerra com a ótima regravação de Coração em Desalinho, que todo mundo pôde ouvir por meses na abertura de uma novela da Globo que já até esqueci o nome. É um bom álbum, queria mais, esperava mais e vou continuar esperando, mas nem por isso Elo deve ser desprezado. Vambora ouvi-lo!

Quanto ao Fôlego, de Filipe Catto, a empolgação é outra. Que álbum delicioso! Conta com algumas regravações, mas sem nenhuma repetitividade e nem clichê. Das regravadas, a mais conhecida é Garçom, famosa na voz do caricato Reginaldo Rossi, mas que com Catto ganha uma seriedade comovente, um lamento de desamor dos mais bonitos. 

Em Fôlego também se destacam as inéditas e autorais Adoração e Redoma. Especial atenção também para Roupa do Corpo, canção autoral que já havia aparecido no seu trabalho de divulgação, Saga (2009), que ganhou uma roupagem mais sofisticada no CD. Também impecável no que diz respeito a voz e arranjos, em Fôlego o cantor se aproxima mais da linguagem pop, tanto no ritmo quanto nas letras, deixando mais sublime sua característica referência literária, mas sem abrir mão da qualidade musical. Fôlego está imperdível! Atenção especial para 2 Perdidos. Cliquem nos títulos abaixo e bom deleite!

Elo (2011) - Maria Rita
1. Conceição Dos Coqueiros
2. Santana
3. Perfeitamente
4. Coração A Batucar
5. Menino Do Rio
6. Pra Matar Meu Coraçao
7. A História De Lilly Braun
8. Nem Um Dia
9. A Outra
10. Só De Você
11. Coração Em Desalinho




Fôlego (2011) - Filipe Catto
1. Adoração
2. Gardênia Branca
3. Johnnie, Jack & Jameson
4. Redoma
5. Juro por Deus
6. 2 Perdidos
7. Alcoba Azul
8. Saga
9. Nescafé
10. Garçom
11. Crime Passional
12. Roupa do Corpo
13. Rima Rica/Frase Feita
14. Dia Perfeito
15. Ave de Prata

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Jarle Bernhoft

De tempos em tempos aparece o talento único na música norueguesa. Artistas que têm uma singularidade que logo desperta nosso interesse. Talentos que, independentemente do gênero, dominam muito bem o equilíbrio entre qualidade e musicalidade. Jarle é um desses caras. 

Jarle Bernhoft é um norueguês, cantor, compositor e guitarrista. Nascido em Nittedal, Akershus, Noruega, Bernhoft foi o co-fundador e vocalista da banda de rock Span, surgida em 1999, alcançando relevante sucesso na Noruega e também em parte da Europa. Após o fim da banda, Bernhoft assumiu carreira solo e foi moldando sua musicalidade, distanciando do rock e se aproximando mais do funk e do soul. O resultado contagia. Tentando estabelecer alguma comparação, diria que é uma mistura de Jamiroquai com Jamie Cullum.

Seu primeiro álbum solo em estúdio foi o Ceramik City Chronicles, lançado em 2008 e muito bem recebido pela crítica especializada, também agradou ao público e ficou em quarto lugar nas paradas norueguesas. Já em 2010, Jarle lançou o excepcional 1: Man 2: Band, onde expõe todo seu talento como intérprete e multiinstrumentista, não deixando dúvidas de que veio para ficar e marcar seu território na música mundial, apesar de ainda pouco conhecido por aqui. 

Em 2011 Jarle apresentou um novo trabalho intitulado Solidarity Breaks, mas esse eu ainda não ouvi, então vamos ficando por aqui. Devo dizer que o cara é imperdível e que vale muito a pena conhecê-lo? Os links estão logo abaixo do vídeo.
 


My Space | Site Oficial
Baixar:  Ceramik City Chronicles | 1: Man 2: Band | Solidarity Breaks
PS: sigam @VaralFult

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Vows (2011)

Semana passada eu fiz um post aqui no blog sobre a neozelandeza Kimbra e postei algumas músicas avulsas dela, prometendo o CD em breve. A Luiza, menina boa que é, já achou o tão esperado CD e disponibilizo aqui agora. Eu ainda não ouvi, mas pelo que já foi apresentado, podemos esperar um álbum interessante e rico em referências e novas tendências. (Para obtê-lo, clique na imagem)
01. Settle Down 4:17
02. Cameo Lover 4:03
03. Two Way Street 4:29
04. Old Flame 4:27
05. Good Intent 3:32
06. Plain Gold Ring 4:03
07. Call Me 4:32
08. Limbo 3:52
09. Wandering Limbs 5:27
10. Withdraw 4:06
11. The Build Up 8:21

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Flavio Tris

Flavio Tris é nome novo sim, mas você ouve e nem percebe, porque Flavio traz algo de Luiz Gonzaga misturado com Miles Davis que é muito familiar, e nem por isso deixa de ser original. O timbre é forte e marcante, mas não assusta, tem aconchego nas letras cheia de lirismo.

O paulistano que é cantor, compositor e multi-instrumentista resgata na sua música os tempos das canções de protesto, mas longe de ter um engajamento vazio e piegas, é música que flui naturalmente, com felicidade e instigando o pensamento. Atemporal como todo artista de verdade, Flavio é um daqueles caras que rapidamente se tornam essenciais na nossa playlist.

Carreira
Flavio Tris estudou piano clássico e popular durante dez anos, assumiu a autodidática e passou a dedicar-se ao violão, ao sitar e ao harmonium. Integrou o coletivo musical Kailash (2000/2003) e o duo ShivaOxalá (2004/2006), em companhia do violeiro Ricardo Nash. Em novembro de 2007, compôs e executou em cena, em parceria com o cantor e compositor Leo Cavalcanti, a trilha sonora do espetáculo teatral “Histórias que Contam” (Centro de Cultura Judaica – SP), escrito e dirigido por Maurício Abud.

No início de 2009 integrou o projeto “12 exemplares”, da poetisa paulistana Júlia de Carvalho Hansen, tendo musicado quatorze poemas contidos em seu livro de estréia (“Cantos de Estima”, Selo de Estimas e Grama, 2009).

A partir do segundo semestre de 2009, após longos anos de gestação de seu trabalho autoral, Flavio Tris passa a se apresentar munido apenas de voz e violão. Em novembro de 2009, têm início suas apresentações em companhia da banda composta por Maurício Maas (acordeon, baixo e percuteria) e Tchelo Nunes (violino e baixo). Desde então, apresenta-se em diversos pontos da capital paulistana e já foi se apresentar até em Portugal. No início de 2011, lança de forma independente seu primeiro EP, disponível logo ali embaixo, produzido em conjunto com Mauricio Maas e Tchelo Nunes.
01. Sereia da Noite
02. Prá Ver a Voz
03. Alento Noturno
04. Asa de São João
05. Brisa Boa, Vento Leste

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Kimbra


Feche os olhos e ouça com calma. Com uma voz que desmente a sua idade, vinte anos, Kimbra encanta seu público inspirada por grandes nomes do jazz, como Nina Simone, ao mesmo tempo, trazendo influências contemporâneas como Björk e Camille. Quem me apresentou a ela foi o Murilo, que já contribuiu com o Varal outras vezes.




Em seu primeiro single, Settle Down, a cantora australiana já impressionou, seja pela beleza do rosto, da voz, do clipe ou de tudo isso junto. Sua voz é capaz de modulações interessantes, gerando um ritmo muito particular e contagiante. Em alguns momentos me lembra Regina Spektor, mas Kimbra apresenta singularidades também, é uma camaleoa, às vezes com pegada de funk, outras de jazz, mas sempre bem próxima do pop. Sem mesmice, Kimbra promete muita coisa ainda. Abaixo, algumas músicas avulsas e AQUI uma compilação com algumas outras.
Kimbra - Settle Down

Kimbra - Settle Down (Penguin Prison Remix)

Kimbra - Good Intent

Kimbra - Plain Gold Ring

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Núria Mallena

Nascida no Sertão de Pernambuco, Núria Mallena começou à tocar violão aos 10 anos. Junto com sua irmã, Pollyana, faziam shows e participavam de festivais pelo interior do estado. As composições e também arranjos, foram talentos moldados durante sua trajetória. Ainda na adolescência, em Recife, formou uma banda chamada “Dona Flor”, que, na época, tocava rock/pop.

Da sua paixão pela MPB nasceu seu primeiro CD, totalmente independente, chamado: “Dados”. Saiu em turnê, chegando a fazer shows, no interior de Pernambuco, para um público estimado em 20 mil pessoas.

Em sua primeira visita ao Rio de Janeiro tocou no Café Palácio e na Far Up, em 2005 retornou ao Rio, dessa vez para morar. Desde então vem se apresentando e mostrando seu trabalho no cenário carioca. Além das casas que havia se apresentado, tocou também no “Armazén Enseada”, “Madame Vidal”, “Sobrado Cultural”, fez uma temporada na Lagoa Rodrigo de Freitas e outra no “Espírito das Artes”, na Cobal de Humaitá, junto com a revista “Star Palco”.

Com um repertório que passeia com bastante segurança por nomes consagrados como Chico Buarque, Marisa Monte, Adriana Calcanhoto, Chico César, Alceu Valença, Cássia Eller, Nando Reis e outros. Sem deixar de lado suas composições e mostrar uma mpb/rock de qualidade e estilo inconfundíveis.

Eu descobri essa moça assitindo a novela Cordel Encantado, da Rede Globo, onde participa com a música apaixonante Quando Assim e embala o casal Augusto e Maria Cesária. Ela tem um timbre muito gostoso, que vale a pena ouvir e se deliciar. Na sua página do LastFM estão disponíveis algumas faixas, é só clicar. Tem o MySpace também onde dá pra ouvi-la.


terça-feira, 5 de julho de 2011

Negligenciados: Zé Renato

Eu conheci Zé Renato em 2007, pelo seu CD de 2001 intitulado Filosofia, só com composições de Noel Rosa e Chico Buarque. Logo à primeira "ouvida", me apaixonei pelo timbre e pela interpretação de Olhos nos Olhos, uma das melhores que conheço (só não é a melhor porque Maria Bethânia é Maria Bethânia, né? haha). Zé tem um timbre admirável e traz precisão técnica nas suas interpretações, sem nunca deixar de lado a emoção, tão importante e presente na MPB. Apesar dos seus 34 anos de carreira, o cantor é ainda pouco conhecido, e por isso hoje está aqui na série Negligenciados.

Zé Renato começou sua carreira artística participando de festivais. Em 1977, integrou o grupo Cantares, ao lado de Marcos Ariel, entre outros, com o qual lançou um compacto duplo pela Funarte, no ano seguinte, no projeto "Vitrines". Em 1979, formou, com Cláudio Nucci, David Tygel e Maurício Maestro, o quarteto vocal e instrumental Boca Livre, com o qual ganhou projeção nacional e gravou vários discos.

Construiu sua carreira solo paralelamente ao seu trabalho com o Boca Livre, participando individualmente de vários projetos musicais. Em 1982 lançou Fonte da vida, seu primeiro disco solo, e, no ano seguinte, Luz e mistério. A partir de 1984 começou a atuar em dupla com Cláudio Nucci, com quem lançou o disco Pelo sim, pelo não. Suas canções Pelo sim, pelo não (com Cláudio Nucci e Juca Filho) e A hora e a vez (com Cláudio Nucci e Ronaldo Bastos), gravadas nesse disco, foram incluídas na trilha sonora de "Roque Santeiro", novela da TV Globo.

São vários os seus discos, incluindo parcerias magistrais com que vão de Tom Jobim a Arnaldo Antunes. Zé Renato também tem dois CD's de forró para crianças, um projeto premiado em alguns eventos de música, como o Prêmio Tim. Atualmente o cantor prepara o álbum Imbora, que deve ser lançado muito em breve. Vale a pena conhecê-lo melhor e admirar-se com essa voz.

Alguns discos disponíveis AQUI | Site Oficial | MySpace

sábado, 25 de junho de 2011

Pitanga em Pé de Amora

Uma das minhas mais recentes descobertas e foi completamente por acaso, li o nome e achei interessante. Minutos depois, lá estavam eles na TV Câmara fazendo um show mais que empolgante. Formado por Diego Casas, Ângelo Ursini, Gabriel Setubal, Daniel Altman e a cantora Flora Poppovic, o grupo Pitanga em Pé de Amora existe desde 2008 e apresenta em seu show músicas de sua autoria, compostas em parcerias entre os integrantes da banda.

Sambas, choros, frevos, canções e até jazz fazem parte desse repertório interpretado com leveza e humor, levando ao público crônicas geniais em suas letras. Musicalmente, lembram-me os sensacionais Graveola E O Lixo Polifônico, mas com menos melancolia e mais brasilidade, lembra também Casuarina, mas com mais toques de Pixinguinha e Cartola. São modernos ao resgatar os ritmos antigos esquecidos há tanto tempo. Vale a pena e é necessário conhecê-los, o CD está disponível gratuitamente no site deles. Corre lá e bora começar a cantar!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Na onda da banda mais bonita

É igual, mas é diferente. E tem muita qualidade, vale a pena divulgar. Assistam que não vai ter arrependimento:

segunda-feira, 23 de maio de 2011

N'A banda mais bonita da cidade

Um clipe em plano sequência com duração de 6 minutos que estorou no youtube de forma espantosa e agora eles são conhecidos como os mais fofinhos e bonitinhos da internet. Vindos de uma safra de música "folk nacional", Thiago Pethit, Malu Magalhães, Tiê, Tulipa Ruiz... Como grande referência internacional usam o Beirut e lançam na internet um clipe nos mesmos tons de sequência com a música Nantes. Prometem ser os curitibanos mais visados desses últimos tempos musicais. Um grupo bem grandinho, de outras bandas que se uniram pro clipe Oração que percorre a mesma casa passando por vários cômodos e levando consigo um pedacinho de cada um até unir todos. Bem gostoso de outros, divertido, dá vontade de pular junto com eles. Prometem ficar como chiclete por esses tempos.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A volta de Fleet Foxes

 Eles surgiram no início de 2008 e acumularam elogios e críticas por parte da mídia especializada. Por parte do público, os elogio eram ainda mais passionais e freqüentes. Apesar do som ser pop, a harmonia é complexa e as referências usadas pelo Fleet Foxes são deliciosas, como definiram a época do primeiro disco dos caras, quase uma experiência religiosa.

Apesar de virem de Seattle, a terra do grunge, o quinteto vai muito além e bebe de influências que vai de Bob Dylan a Beach Boys, de The Zombies a Arcade Fire. É um pouco disso tudo sem serem nada disso, numa criatividade e inovação surpreendente. Mas passou toda aquela empolgação da estréia estrondosa de 2008 e confesso até ter esquecido do nome deles até que recentemente soube do segundo álbum, recentemente lançado, após 3 anos sem material inédito.

Um segundo álbum, depois de um sucesso tão grande de crítica e público, é um tanto quanto complicado, pois a tendência natural das gravadoras, produtores e, em alguns casos, até mesmo do artista, é se repetir. Fleet Foxes consegue fugir do comum, não se repete em uma nota sequer e consegue ser mais uma vez sensacional.

As raízes e a identidade do Fleet Foxes se mantém, mas o som realmente não é o mesmo. Nesse novo trabalho, intitulado de Helplessness Blues, eles passeiam muito mais pelo folk, numa onda meio Devendra Banhart, mas com criatividade e pegada pop. Realmente, é um álbum necessário para todo fã de música de qualidade, especialmente de folk. Abaixo, o material da banda disponível (clique no título).
01. Sun Giant
02. Drops in the River
03. English House
04. Mykonos
05. Innocent Son

01. Sun It Rises
02. White Winter Hymnal
03. Ragged Wood
04. Tiger Mountain Peasant Song
05. Quiet Houses
06. He Doesn't Know Why
07. Heard Them Stirring
08. Your Protector
09. Meadowlarks
10. Blue Ridge Mountains
11. Oliver Jame

terça-feira, 3 de maio de 2011

Estrela Ruiz Leminski e Téo Ruiz

Já faz um tempo que conheço essa dupla, mas asism, só de nome. E justamente pelo nome, eu fiquei adiando ouvi-los, pensei que era sobrenome demais pra ser algo bom de verdade. Preciso dizer que quebrei a cara? Hahaha, pois é, eles são muito bons.

Téo e Estrela têm o mesmo sobrenome mas não são parentes. Se conheceram em 2001 e desde então moram juntos e fazem boa música juntos. São compositores, cantores, produtores e poetas. Estrela é formada em Educação Artística, Téo é biólogo, ambos pós-graduados em Música Popular Brasileira.

O CD da dupla foi gravado em 2009, mas só lançado agora em 2011. Conta com 13 faixas que trazem poesia simples e sofisticada ao mesmo tempo, sem se prender a formas clássicas. É um som livre e autêntico, que vale a pena conhecer. O Música de Ruiz está disponível aqui.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Jarrod Gorbel e meu o preconceito

Esses dias, não lembro mais onde, vi a capa de um álbum e foi paixão a primeira vista. Daí que eu fui ver de quem era o tal álbum e não curti a cara do caboclo, logo me veio Fresno em mente. Deixei passar. Pouco tempo depois, eu vi novamente a capa do álbum, dessa vez acompanhado da tag folk e já me chamou atenção, logo fui ouvir e percebi que sim, quebrei a cara. Não tem nada de Fresno, o cara faz um som ótimo, mistura influências do indie rock com um folk mais popular, o resultado é um som com pegada pop e de alta qualidade.

Jarrod Gorbel Harold (26 de setembro de 1970) é membro fundador da banda de indie rock The Honorary Title. Originalmente do Brooklyn, Nova York, a banda fundada em 2003 junto com Aaron Kamstra. Com ele, Gorbel lançou dois álbuns: Anything Else But The Truth, em 2004 e Scream and Light Up the Sky em 2007. Em 2009 a The Honorary Title fez seu último show e Gorbel partiu para carreira solo. Recentemente lançou o álbum Devil's Made A New Friend, com algumas músicas disponíveis aqui. Eu já gostava muito de uma música dele e nem sabia, I'll Do Better, que tocou em um episódio da série One Tree Hill. Vale a pena ouvi-lo!



UPDATE: Mostrei o Jarrod pra Cibele, que foi mais eficiente que eu e encontrou o CD completinho AQUI. Cibele é uma blogueira relapsa, mas tem site e vocês podem encontrar o trabalho dela com camisetas lá no ABOOZE. Confiram!