O Blog:

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Malemolência

O Brasil é mesmo diverso, enquanto o sudeste tá afodado nessa onda sertaneja que não acaba mais, em outros cantos há outros ritmos para sabudir o povo. Hoje eu descobri o tal do lambadão, lá do Mato Grosso, fiquei tão impressionado que preciso divulgar. É uma galera de talento, do balacobaco, fazendo a dança mais sensacional que já conheci. É muita malemolência, é popular, é sensual, é tropical, é Brasil, minha gente! Simbora!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Bang-bang nacional

Com o download, a pirataria, o DVD, o ato de ir ao Cinema entrou em declínio claro. O Cinema Nacional principalmente é renegado por muitos que da própria nação, dizem que não entendem, que é desnecessário, resumem a ponochanchada. Mas, de uns tempos pra cá tenho notado que ir ao cinema tá quase impraticável nos finais de semana, filas enormes e pra minha grande surpresa as salas lotadas estavam passando Tropa de Elite 2. Pais, filhos, amigos, namorados, todo mundo vibrando com o Capitão Nascimento, mandando a milícia tomar no cú no final do filme e o carinha que vende por 3 pratas o piratão tava vendendo que nem água, mas o cinema permanecia cheio.
É, criaram uma formula pro Cinema de Ação Nacional que tá dando MUITO certo. Hollywood nada, 007 tá irreal demais, o povo quer é ver tiroteio na favela, o pancadão tocando, o tráfico que ele convive, o bang-bang mais nacional possível. Falar da nossa própria ação tá dando certo. Carandiru, Cidade de Deus, Cidade dos Homens, Tropa de Elite 1 e 2 todos eles tem lotado as salas e refletindo a nossa imagem lá fora. E por incrível que pareça, gringo ainda gosta de favela. A lista tá crescendo, logo, logo entra em cartaz Federal e outros do gênero.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Esse filme eu já vi! (2)

E quando se pensa que vivemos na tão aclamada democracia lá vem censura, daquelas bem leve e simples. Mais um vídeo indolor e além de necessária a sua visualização, deve ser passada adiante.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Esse filme eu já vi!

É rápido, indolor e necessário ver o vídeo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A Festa da Menina Morta (2008)

Há algum tempo já eu e a Diana vínhamos pensando em escrever juntos sobre esse filme tão singular, mas acabávamos adiando, até que essa semana esse texto a quatro mãos tomou vida. Bora lá então!O filme nasceu com uma expectativa enorme por o Matheus Nachtergaele ser o diretor, seu primeiro longa-metragem. Diferente do entediante Feliz Natal, estréia de Selton Melo como diretor, A Festa da Menina Morta empolga e faz-nos criar expectativas no que ainda estar por vir.

Com roteiro de Matheus e Hilton Lacerda, o filme retrata a vida de uma população ribeirinha do alto Amazonas, onde há vinte anos o menino Santinho (Daniel de Oliveira) recebeu em suas mãos, da boca de um cachorro, os trapos do vestido de uma menina desaparecida. Ela jamais foi encontrada. O vestido virou coisa sagrada. Desde então se celebra a tal a Festa da Menina Morta, quando, no ápice da festa cerimonial, a menina manifesta por meio de Santinho, as revelações para o ano que virá.

A figura afetada do Santinho, cheio de vontades e que se afoga no próprio ego dá sustentação para todo povo da cidade e região. Gente pouco instruída, mas com muita fé, por ser a fé o bem maior que possuem. A mesma cidade que se ajoelha e beija os pés do Santinho, pede graças, faz do dia da Festa da Menina Morta um evento onde a essência religiosa é perdida e entra os costumes pagãos, como a barraquinha de churrasco com cerveja e cachaça, a dança e a diversão.

Este é um filme de grandes interpretações, com destaque especial para Daniel Oliveira, supracitado, e o pouco conhecido Juliano Cazarré (Tadeu), que dá vida a um dos personagens mais dramáticos e complexos da história, o irmão da menina morta, que sofre com o drama de perdê-la e ver um circo armado em torno da fatalidade.

De modo até mesmo um pouco cruel, o roteiro nos mostra como é fácil a mitificação de um ato banal, onde um povo que vive numa terra remota e esquecida pelos seus compatriotas e quem sabe até por Deus. Um povo de tantas carências encontra força na fé, por mais absurda que essa fé possa parecer aos olhos estrangeiros. Portanto, este não é um filme sobre ocultismo ou sobre cultura popular, é um filme sobre comportamento, construção de identidade social. As cenas são arrastadas, por a vida lá ser assim. A câmera foca cenas numa tentativa de compreensão.Alguns dizem que é um filme arrastado, entediante, frustrante e em certos pontos com cenas desnecessárias e grotescas. Creio que as pessoas lançaram o mesmo olhar frio que o filme lança pra pessoas que o assistem. Não há como querer assistir A festa da Menina Morta e querer sair ileso ou encontrar uma história regionalista bonitinha e nada mais. Por vezes, há um exagero sim, mas é bonito de se ver, perturbador, dúbio, provocante, humilde e imperdível!

Mais motivos pra ver A Festa da Menina Morta:

- A interpretação da Cássia Kiss é excelente. Ela não precisa de falas, de grandes cenas, de nada. Ela dialoga com os olhos e isso basta. A cena na qual ela canta Io Che Amo Aolo Te é deslumbrante. Ela só precisou da própria voz, a luz certa, água pra lavar os cabelos e aqueles olhos que dizem tudo. Mas não só por ela, é admirável e comovente ver um elenco inteiro entregue aos seus personagens doentes barrocos, absurdamente humanos;

- Daniel de Oliveira que se propõe a um personagem que segura toda a história e faz do enredo algo ímpar. Há entrega total, um ator sem vaidade, a serviço de sua arte. Faz de Santinho alguém real, palpável, asqueroso e ao mesmo tempo cativante;

- É desagradável, tem cenas que incomodam, tem o tempo que faz contorcer na cadeira. A intenção é incomodar, te fazer ficar 3 dias depois ainda pensando no filme;

- A fotografia de Lula Carvalho é um deleite à parte. Lembra a estética de Amarelo Manga e Baixio das Bestas, do cineasta Cláudio Assis, ídolo declarado de Matheus Nachtergaele.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Paladar




Esses dias assisti o filme Estômago (nacional) de Marcos Jorge. Um ótimo filme, ótimo mesmo. Um dos melhores filmes do cinema nacional dessa nova leva. Ponto certo, ótimas falas, roteiro interessante e o João Miguel (ator principal) me surpreendeu. Recomendo sem pensar duas vezes. Mas, comecei esse post com o intuito de esmiuçar um sentido extremamente sensual e que no Cinema toma uma visão interessante: o paladar. Em Estômago eles desvendam esse sentido com um toque bem brasileiro. Começa com uma coxinha de buteco e termina com uma macorranada à putanesca. Não vou entrar em grandes detalhes pra não estragar a história. Realmente vale a pena assistir. As cenas onde o paladar é explorado me lembrou uma cena impecável do filme O escafandro e a borboleta. Onde o personagem principal tece uma cena onde na frente dele há uma mesa repleta de comida, devora o banquete com sua amada, comendo assim, com as mãos. Os fresquinhos podem achar nojento, mas é uma cena de uma sensualidade extrema, humana, foraz. Comer é um ato de reunião, compartilhar e ,nesses casos, seduzir.
Recomendo os filmes e aviso que no final dá vontade de comer um bom prato de macarrão à putanesca.




A cena do banquete em O escafandro e a borboleta

domingo, 21 de março de 2010

Futilidades


Tá, todo mundo gosta das mulheres frutas (estragadas), das celebridades instantâneas do BBB, a história do vestidinho da Geysi. Tá, tá, tá! Cansei dessa bosta enlatada, desse povo que adora uma revistinha Caras, de um guarda roupa de 50 mil reais. Eles são sorridentes, utilizam fotoshop até na sobrancelha e fazem lipo até no joelho. Eles passam, outros chegam, deveria nem me incomodar já que o fracasso deles já está marcado. Mas, o grande problema que esses seres ocupam um espaço tão importante nos meios de comunicação. Se você ainda não parou pra ver TV nos finais de semana, faça isso! Queime alguns neurônios, não será fatal. É um lixo que desce fácil, dá pra ficar horas na frente da telinha e sabores o grande sabor do nada. Bem, muitos dirão que ainda temos a Tv Cultura, temos opções, temos até os programinhas educativos que passam na Globo de manhã (de madrugada, sejamos sinceros). Só que pra maioria é mais atrativo ver uma bunda balançando do que uma ópera. E é mesmo. O cara tá cansado, trabalhou igual um corno, ele realmente vai querer relaxar. Pensar nem entra como opção. Isso se torna um ciclo vicioso. As bundas, os domingos, o futebol, a eleição induzida descaradamente Ibope. Eu também faço parte dessa boiada, final de semana lá estou eu comentando sobre como o silicone de alguma mulher fruta tá assustador ou sobre o caso do novo Édipo tupiniquim da mãe gostosona e filho com cara de mongol . É viva a democracia!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Silvia Machete


Louca, insana, bêbada a cantar.

Silvia Machete é a cantora que mais me dá vontade de cantar em voz alta. Vestido curto, pomba branca na cabeça, peruca loira, orelhas de coelho, número com 20 bambolês, bananas, batom vermelho. Performance inesquecível. Irreverente, chupão no dedão do pé, NY e RJ, composições próprias e alheias. Bomb of Love - música safada para corações românticos é o seu Cd. Vermelho como seu vestido com um ar de amor de bar. Música romântica em cenário e figurinos de cabaré de família.

Recomendo!