O Blog:

Não importa se fútil ou cult, aqui tem o que agrada, desperta curiosidade, riso e coisas assim. Sem rótulo e sem pudor, seja fult com a gente!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Validuaté


Dia desses, numa conversa descontraída de MSN me mandaram sem grandes detalhes o CD dessa banda e simplesmente disseram: "acho que faz seu estilo". Meio intrigado com o nome, assim que o CD chegou eu fui ouvir afoito. Resultado? Paixão à primeira vista! A banda é excelente, com diversar influências muito ricas, uma sonoridade do caralho e as letras são ótimas. É uma banda de indie rock brega regional formada por José Quaresma (voz/gaita), Thiago (pandeiros/cavaquinho), Júnior Caixão e Vazin (guitarras), Wagner (baixo) e John Well (bateria. Começaram sua trajetória com o nome Papel Di Parede, em 1999, tocando em barzinhos da cidade de União, localizada a 60Km de Teresina, com um repertório formado por sucessos da MPB e canções autorais. As letras são divertidas, são sérias também, irônicas, poéticas e falam do amor que desandou, da saudade do amor que partiu...

Eu Só Quero Acabar Com Você
Composição: Thiago E.

Traz uma cachaça pra vê se
Passa a escuridão - porra de vida!
Ah se ele já não me abraça
O peito ga-ga-gueja a raiva doída.
Partiu com aquela pessoa páia! por quê?!
Partiu com uma pessoa mais feia do que eu - enche o copo!
Tomara que sempre chova em todas as tuas festas.
Tomara que tu tropeces em todas as pedras.
Tomara que tu sempre enfrentes filas enormes.
E mesmo morrendo eu não quero mais que tu retornes.
Eu-só-que-ro-a-ca-bar-com-vo-cê.


É a vingança boba que todo mundo deseja, um vingança infantil se não fosse pela cachaça, rs.

Desde Móveis Colonais de Acaju, nos idos 2006 ou 2007, eu não descubro uma banda tão boa no cenário nacional. Vale muito a pena ouvi-los, e tá AQUI o link para download do CD.
Boa degustação a todos!

sábado, 27 de março de 2010

Deixando o ar me respirar

São muitos os talentos no Brasil, e cada vez menor o espaço que esses tem na televisão, principalmente quando o assunto é música. São tantas e tantas as cantoras talentosas no Brasil, tanto novatas como mais experientes. E se tem algo em comum entre as gerações, é a negligência que muitas sofrem por parte da grande mídia. Dentre tantas, eu destaco Angêla Rô Rô, que na maioria das vezes que teve alguma atenção, foi por algum escândalo pessoal, quase nunca pelo seu grande talento. Rô Rô é uma cantora de voz possante, rasgada, uma rouquidão sedutora e safada, boa pra ouvir seja na fossa ou num momento a dois (risos). Além de intérprete, Ângela é compositora, com ar daqueles autores de literatura marginal dos anos 70, carrega um ar pesado nas letras, uma melancolia, um desgosto, a tragédia dos amores que não vingam. Pelo menos era assim até 2006, quando a cantora lançou o excelente álbum Compasso.

Agora mais magra, com uma cara mais feliz, exibindo com sinceridade e satisfação seus cabelos brancos e demais marcas da idade, Rô Rô volta a cena musical estonteante e, para variar, causa polêmica ao conceder uma entrevista ao site Mix Brasil, desdenhando de Ana Carolina pelo sensacionalismo com a homossexualidade. Muito tititi de fã, muita polêmica, e como sempre o trabalho da grande Ângela Rô Rô acabou ficando de escanteio. O tempo passou e agora temos essas duas grandes cantoras, dois ícones para a comunidade lésbica, juntas no palco cantando a sensacional Compasso. Titãs. Eu não consigo resistir a essa música, é uma energia incrível. Achei incrível, a parceria. E salve o talento de Ângela Rô Rô!


PS: A Ana Carol faz umas caras nesse vídeo que nossinhora! Umidificante, haha!

domingo, 21 de março de 2010

Futilidades


Tá, todo mundo gosta das mulheres frutas (estragadas), das celebridades instantâneas do BBB, a história do vestidinho da Geysi. Tá, tá, tá! Cansei dessa bosta enlatada, desse povo que adora uma revistinha Caras, de um guarda roupa de 50 mil reais. Eles são sorridentes, utilizam fotoshop até na sobrancelha e fazem lipo até no joelho. Eles passam, outros chegam, deveria nem me incomodar já que o fracasso deles já está marcado. Mas, o grande problema que esses seres ocupam um espaço tão importante nos meios de comunicação. Se você ainda não parou pra ver TV nos finais de semana, faça isso! Queime alguns neurônios, não será fatal. É um lixo que desce fácil, dá pra ficar horas na frente da telinha e sabores o grande sabor do nada. Bem, muitos dirão que ainda temos a Tv Cultura, temos opções, temos até os programinhas educativos que passam na Globo de manhã (de madrugada, sejamos sinceros). Só que pra maioria é mais atrativo ver uma bunda balançando do que uma ópera. E é mesmo. O cara tá cansado, trabalhou igual um corno, ele realmente vai querer relaxar. Pensar nem entra como opção. Isso se torna um ciclo vicioso. As bundas, os domingos, o futebol, a eleição induzida descaradamente Ibope. Eu também faço parte dessa boiada, final de semana lá estou eu comentando sobre como o silicone de alguma mulher fruta tá assustador ou sobre o caso do novo Édipo tupiniquim da mãe gostosona e filho com cara de mongol . É viva a democracia!

sábado, 13 de março de 2010

Ken Park


Esse não é um filme belo, tampouco um filme primoroso. Contudo, ainda assim é altamente recomendável assisti-lo. Antes dos porquês, vamos à sinopse:

“A rotina de quatro adolescentes da cidade de Visalia, Califórnia. Shawn (James Bullard) é um skatista que transa com a namorada e com a mãe de sua namorada. Tate (James Ransone) gosta de se masturbar várias vezes seguidas e tem um cachorro de três pernas. Ele é criado pelos avós, que não respeitam a sua privacidade, o deixando furioso. Claude (Stephen Jasso) é agredido seguidamente pelo seu violento pai, um alcoólatra que o acusa de homossexualismo, e é consolado pela sua apática mãe grávida. Peaches (Tiffany Limos) anseia por liberdade, mas tem de cuidar de seu religioso pai, um cristão fundamentalista, que a espanca após vê-la transando. Embora conversem o tempo todo, cada um dos personagens não sabe dos problemas enfrentados pelos outros.”


O filme data do ano de 2002 e tem cenas de sexo explícito bem interessantes de se ver, embora às vezes pareçam apelativas. Aliás, sem as cenas de sexo talvez o espectador não conseguisse ver o filme até o fim. O roteiro não é dos mais elaborados e os diálogos que poderiam ser mais funcionais e até mesmo intensos, são apenas superficiais. A exmeplo disso podemos citar a trama paralela que retrata a difícil relação entre um jovem skatista e o seu pai alcoólatra, que o rejeita cruelmente, num claro conflito de gerações que envolve preconceito e intolerância. O motivo para assistir Ken Park está na crueza como tudo é retratado; os dramas da adolescência, os conflitos e as descobertas. O filme nos mostra como cada um tem sua tragédia particular, e como a falta de autoconhecimento pode interferir no modo como lidamos com o meio externo e conosco mesmo. É um filme bruto, sem lapidação alguma, singular no cinema norte-americano. Um filme de extremos. Vale a pena conferir!

Update: A diferença entre O Sonhadores e Ken Park é que o primeiro, trata com poesia a vida dos jovens, fala de sonhos e anseios típicos da juventude, as utopias; é um filme que mostra buscas impulsionadas por um sonho lírico. Já Ken Park, é duro, é realmente cru; os jovens do filme não se movem pelos sonhos, mas sim pelo incômodo que sentem, pelo drama de cada um.

terça-feira, 9 de março de 2010

Mas Poxa Vida!

A internet é uma ferramenta ainda com potencial desconhecido, já que são infinitas as suas possibilidades. Ma se tem uma utilidade da internet que vem sendo amplamente difundida e usada, é a possibilidade de se criar celebridades instantâneas. Seja por a pessoa exposta ser alguém de extremo mau gosto, seja por ter sido filmada fazendo um "quétchy" (Maíra do BBB que o diga. rs), ou sei lá, qualquer um que faz algo que seja de alguma forma interessante, pode virar celebridade da internet. Exemplos temos vários, além da Maíra já citada, a lsita ainda conta com Stéfhany, a Gaga de Ilhéus, Vanessão (DIVA!), Laila Dominique, Gabriel Zaiden, Pedro me dá meu chip!, os "meninos" de Aruba, a mini Lady GaGa e tantos outros que já caíram no esquecimento. O que não é tão comum, é quando aparece alguém inteligente e interessante ao mesmo tempo. Esse é o caso de PC Siqueira, que tenho acompanhado há algumas semanas. O cara é foda, é humorado, faz uma espécie de vídeo-crônicas bem interessantes. Fala aquele tipo de coisa que todo mundo pensa mas nunca falou, e aí tá a graça de tudo. Recomendo a todos assistirem os vídeos dele. Vale a pena!
::VÍDEO REMOVIDO::
Esse é engraçado. Ele sabe fazer piada com ele mesmo. rs Recomendo também o do Elevador. Aí embaixo tá o link que contém todos os vídeos dele, não vai ser esforço algum assistir todos.
http://www.youtube.com/user/maspoxavida#g/u

quinta-feira, 4 de março de 2010

Filipe Catto


As aparências enganam. Felipe Catto tem cara de garoto problema, cabelo bagunçado, cigarro no dedo. Pro meu espanto ele tem voz de moça. Moça mesmo, confundi com mulher e tudo. Isso não quer dizer que seja ruim, pelo contrário, ele é simplesmente espetacular. Interpretação de gente grande, apesar de seus poucos 21 anos. Voz gostosa, potência inegável e gosto refinado. Foi pra NY, voltou com gosto pela música brasileira ainda mais apimentada. Tem suas raízes em Cafés, Bares, público que sente o calor da sua voz bem de perto. Seu EP Saga vem como uma forma de divulgação de seu trabalho. Seu lançou na internet e nem pode reclamar, deu mais que certo. Tá ele tem voz de moça, mas sem preconceitos por que ele é apaixonante. Recomendo!

http://www.lastfm.com.br/music/Filipe+Catto
http://www.myspace.com/filipecattomusic

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Pele de asno


Do conto infantil do escritor francês Charles Perrault nasce o filme Pele de asno. Com a belíssima (na época) atriz Catherine Deneuve (a mesma do filme A bela da tarde de Buñuel). Em resumo é uma história de um reino onde o Rei fica viúvo e sua esposa no leito de morte o faz prometer que só se casaria com uma mulher que fosse tão ou mais bela que ela. A filha depois de uns tempos cresce e fica gatchenha como a mãe e seu pai quer se casar com ela. Obviamente assustada com o fato ela diz que só se casa se ele trouxer um vestido com a cor do sol, da cor da lua e cor do mar. E não é que ele faz isso tudo! Aí ela foge, encontra um príncipe, mas sua identidade é acobertada por uma pele de asno para que sei pai não a ache. No final, como em todos os contos, ela fica linda, poderosa e com o príncipe e ainda aparece uma Fada Madrinha que dá a entender que ela teve um casinho com o rei. Praticamente o Programa da Márcia, só faltava a poltrona vermelha. É um ótimo filme, com canções bonitinhas e efeitos lindos. Só que ontem descobri que toda essa história tem um fundo mais bizarro do que parece e tudo termina em sexo.

"Quanto aos bailes são os primeiros jogos amorosos, mas que não se pode ficar até o fim, simbolizando a relação sexual, sob pena de perder os encantamentos. Retorna ao triste destino, deixando o príncipe doente, de desejo. Já, o bolo é o símbolo do órgão genital feminino, sendo nele que se encontra o remédio, o anel. Este, além de símbolo da aliança matrimonial, assume sentido para a sexualidade da personagem masculina. Antes de colocá-lo no dedo, o põe na boca. Sua doença é a infantilidade. Sua cura, transferir a jóia da boca para o dedo e reconhecê-la como um objeto doado, não podendo devorá-lo. Os vestidos também são significativos, fabricados com elementos naturais. Em inúmeras mitologias, esses elementos são deuses e costumam formar uma trilogia indissolúvel: sol-dia-fogo-sexo; noite-treva-mistério-sexo; mar-água-abismo-sexo. Força vital, mágica e concebedora. O número três é considerado o número perfeito ou de harmonia e da síntese dos contrários. Possui poderes mágicos.
Percebe-se que, em “Pele-de-Asno”, Perreault explorou muitos recursos figurativos simbólicos durante a construção da narrativa. Aprofundando-se em seus significados, podemos relaciona-los a fase da adolescência, na qual o jovem descobre sua sexualidade e seus desejos carnais e, também, o anseio de libertação da proteção familiar."

(dados retirados do site http://pt.shvoong.com/books/mythology/1691315-simbologia-em-pele-asno/)

Os clássicos da Disney parem inocentes depois disso. Mas, eu recomendo mesmo depois de toda a sacanagem camuflada.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

"Eu sou linda, absoluta..."

Dia desses fui ao show dessa menina que dispensa apresentações, está estourada há meses nas paradas das rádios. O show é surpreendente bom, mais do que eu já esperava que fosse. Ela tem uma energia de palco incrível, além do vozeirão que aparece muito mais ao vivo do que no CD. Pois então, achei que não me surpreenderia mais do que já estava, mas me enganei, Maria Gadú é realmente surpreendente:



Eles são ótimos! E com a participação do brilhante Leandro Léo, fazendo uma coreografia de deixar Deborah Colker com inveja. Hahaha! E a Gadú é como Midas, coloca a mão e vira ouro, por mais "tosca" que seja a música. Ela já tinha transformado Baba Baby em algo de classe e agora repete o feito com o hit da Stéfhany. Sensacional!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Carnaval!

Já que é carnaval, vambora ver uns videozinhos toscos que fazem rir? Então taí embaixo, são ótimos pra descontrair um bocado. O primeiro é SENSACIONAL! Curto muito avacalhação! haha


Esse outro é mais idiota ainda, e de tão idiota não me deixa parar de rir:


Bom carnaval, hasta luego!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Tiê


Lembro-me da primeira vez que a vi. Achei por acaso no youtube com o clipe da música Passarinho. Tinha umas caixinhas de música, uma noiva, um terno, sol do cair da tarde. Foi amor a primeira vista, procurei saber mais, só que não havia lá muito informação. Era doce, doído, um leve tom escuro nas entrelinhas. Soube que ela tinha um laço de trabalho com Toquinho, que foi dona de brechó, que a família tinha artistas e só. Nenhuma outra música, nada. Bem, o tempo passou, não sei ao certo quanto. Finalmente ela lançou seu CD solo Sweet Jardim. Vi numa entrevista que antes ela tinha praticamente um circo e uma orquestra no palco, era trabalhoso, cansativo e ela levantou a bandeira branca. Não conseguia manter aquilo tudo. O CD é quase voz e violão, enxugou bastante. Notas suaves, tons, cores, um ar de menina que já viveu. Melodias simples, afetuosas. Tiê é um pássaro vermelho sangue, mas o que aparece são pássaros negros por todo repertório. Lançou a pouco o clipe da música Dois. Como era de se esperar é doce como toda a sua obra, mas achei que pecou em alguns exageros e falta de coesão. Ela é linda, tem uma voz que gruda na pele e não queremos lavar. Recomendo!