O Blog:

Não importa se fútil ou cult, aqui tem o que agrada, desperta curiosidade, riso e coisas assim. Sem rótulo e sem pudor, seja fult com a gente!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Paladar




Esses dias assisti o filme Estômago (nacional) de Marcos Jorge. Um ótimo filme, ótimo mesmo. Um dos melhores filmes do cinema nacional dessa nova leva. Ponto certo, ótimas falas, roteiro interessante e o João Miguel (ator principal) me surpreendeu. Recomendo sem pensar duas vezes. Mas, comecei esse post com o intuito de esmiuçar um sentido extremamente sensual e que no Cinema toma uma visão interessante: o paladar. Em Estômago eles desvendam esse sentido com um toque bem brasileiro. Começa com uma coxinha de buteco e termina com uma macorranada à putanesca. Não vou entrar em grandes detalhes pra não estragar a história. Realmente vale a pena assistir. As cenas onde o paladar é explorado me lembrou uma cena impecável do filme O escafandro e a borboleta. Onde o personagem principal tece uma cena onde na frente dele há uma mesa repleta de comida, devora o banquete com sua amada, comendo assim, com as mãos. Os fresquinhos podem achar nojento, mas é uma cena de uma sensualidade extrema, humana, foraz. Comer é um ato de reunião, compartilhar e ,nesses casos, seduzir.
Recomendo os filmes e aviso que no final dá vontade de comer um bom prato de macarrão à putanesca.




A cena do banquete em O escafandro e a borboleta

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Blue Eyed – De olhos Azuis

Todo mundo tem uma lista particular com alguns filmes para levar na memória ou na estante pelo resto da vida. Muitos desses filmes são belos romances, histórias de superação com fotografia impecável e trilha sonora inesquecível ou comédias divertidas e emocionantes. Na minha lista particular que é bastante restrita, figura um excelente documentário do ano de 1996 chamado Blue Eyed. Sim, um documentário. Esse é um daqueles filmes que são obrigatórios, que ninguém deveria deixar de assistir tamanha a sua relevância e sensações que provoca



No documentário, a professora e socióloga estadunidense Jane Elliot aplica um workshop para trabalhar sobre a discriminação racial inerente à sociedade norte-americana. Para tal, ela divide os participantes em dois grupos: um grupo com olhos claros e outro grupo de pessoas com olhos escuros. Todos conhecem as regras do “jogo”, porém sem saber muito bem o que estava por vir. Jane, com maestria admirável e invejável, conduz o exercício desconstruindo a ordem social vigente, onde brancos têm vantagens sobre os negros, levando-os para o outro lado da história, criando então um microcosmo para isso. Parece simples como criar um teatrinho de “faz de conta”. E é simples. Contudo, as reações são surpreendentes e também comoventes.

Durante o exercício realizado, quem participa e quem assiste são levados a pensar sobre todos os seus preconceitos, não apenas o preconceito racial tão bem camuflado no Brasil. É impossível descrever na íntegra as tantas feridas onde o documentário toca, e tamanha a intensidade com que tudo acontece. Poucos filmes me despertaram tantas emoções e reações, é verdadeiramente atordoante, emocionante e absolutamente imperdível. Não há como ficar indiferente após assisti-lo.

O vídeo está disponível no YouTube e está dividido em 12 partes. Pode ser trabalhoso, mas vale a pena. Abaixo, a primeira parte, e a partir desta facilmente encontrarão link para as demais:

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Versões

Versões podem salvar ou afundar ainda mais uma música. Fica aí uma listinha pessoal.

Geni e o Zepelim (Chico Buarque) - O Trash pour 4 gravou. Mano, eles acabaram com a música. Ficou rapidinha,"dançante", perdeu a identidade, perdeu tudo. Afundou uma música que é uma das minhas preferidas do Chico.
Baba, baby (Kelly Ky) - A Maria Gadú conseguiu transformar a música em ouro. A voz dela e o violão fizeram essa música ter até classe. Noutro dia me peguei cantando e ri sozinha lembrando que a Kelly já cantou isso.
Coração Vagabundo (Caetano Veloso) - Ana Cañas deu um toque bem açucarado pra ela, ficou docinha, amorosa, sussurrada. Gostei.
Deus lhe pague (Chico Buarque) - Tá, eu odeio o último cd da Pitty, falei mal e continuo, mas dou o braço a torcer pra essa versão. É boa, tá é bem boa, tá eu adoro essa versão.
Partido Alto (Chico Buarque) - Cássia Eller é diva, preciso nem comentar. Voz sacana nessa música.
Esquadros (Adriana Calcachotto) - Los Hermanos afundou a música na areia. Versão terrível, terrível mesmo. Nem gostando muito dos caras pra fingir que ficou bom.
Sweet Child O'mine (Silvia Machete) - Acertou em cheio, vou ousada e deu certo, certo.
Come as you are (Nirvana) - Eu gosto do Caetano hoje. Um dos melhores cantores nacionais pra mim. Tem se refinado no som de forma saborosa. Os últimos trabalhos tem sido cada vez mais bem feitos, menos grito e mais voz (mesmo ele caindo do palco, tá piadinha escrota, eu sei).
Ben (Michael Jackson) - Takai fez um cd morninho, gostei não. Essa música ficou tão sonolenta.
Santa Chuva (Marcelo Camelo) - Maria Rita cantando Santa Chuva tem nem comentário *__*
Deixa o verão (Rodrigo Amarante) - Roberta Sá conseguiu deixar melhor que o original.

Bem, se lembrarem de mais alguma, só dizer.

domingo, 4 de abril de 2010

Feliz Natal


O primeiro longa do Selton Mello como diretor. Com Darlene Glória (Toda nudez será castigada), Leonardo Medeiros (filho) e Paulo Guarnieri (filho de Francesco Guarnieri). Tá, o povo ficou naquela expectativa e depois falou mal do cara. Bem, vou levantar os pontos positivos e negativos, aí vocês decidem se vale a pena ou não.
1 - Entra como marco na carreira do Selton, pra quem é fã, vale a pena. Porém, não se pode esperar que seja parecido com as obras dele como ator. Suas influências são de suas atuação de modo mais sutil. Ele tem um toque de Lavoura Arcaica (Luiz Fernando Carvalho) no seu modo de filmar, nos pedaços, nas nuances. E uma levada de Cinema Argentino apreciado pelo diretor.
2 - O maior problema do filme foram as falas, afundou boa parte das cenas. Creio que na tentativa de tornar tudo mais natural sem perder o peso, tornou arrastado demais. Tanto que as cenas que funcionaram melhor foram as sequências sem falas.
3 - As cenas da Mércia (Darlene Glória) foram de importância fundamental. Apesar de achar que a cena final dela com a maquiagem foi batida demais, passar batom na cara toda é truque manjado.
4 - No meio do filme, creio que na conversa dos irmãos, tem um corte horrível, porco, desagradável e desrespeitoso sem a menor explicação e função.
5 - A iluminação e o modo de filmagem foi inovador e incomoda. Luz fraca, focos bem na cara dos personagens, poucos irão gostar ou se acostumar.
6 - o filme tem cenas bem planejadas e outras soltas demais. A cena do almoço de Natal é impecável, passa bem a ideia. Já a parte da briga nora/sogra não funcionou.
7 - Esse pode ser um filme que você vai assistir hoje e achar desagradável, inútil. Mas, vai lembrar dele durante uns três dias, ele vai te incomodar, vai achar que deixou algo passar e vai querer levar esse tapa na cara de novo.




Bem, pensem com carinho. Recomendo!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Validuaté


Dia desses, numa conversa descontraída de MSN me mandaram sem grandes detalhes o CD dessa banda e simplesmente disseram: "acho que faz seu estilo". Meio intrigado com o nome, assim que o CD chegou eu fui ouvir afoito. Resultado? Paixão à primeira vista! A banda é excelente, com diversar influências muito ricas, uma sonoridade do caralho e as letras são ótimas. É uma banda de indie rock brega regional formada por José Quaresma (voz/gaita), Thiago (pandeiros/cavaquinho), Júnior Caixão e Vazin (guitarras), Wagner (baixo) e John Well (bateria. Começaram sua trajetória com o nome Papel Di Parede, em 1999, tocando em barzinhos da cidade de União, localizada a 60Km de Teresina, com um repertório formado por sucessos da MPB e canções autorais. As letras são divertidas, são sérias também, irônicas, poéticas e falam do amor que desandou, da saudade do amor que partiu...

Eu Só Quero Acabar Com Você
Composição: Thiago E.

Traz uma cachaça pra vê se
Passa a escuridão - porra de vida!
Ah se ele já não me abraça
O peito ga-ga-gueja a raiva doída.
Partiu com aquela pessoa páia! por quê?!
Partiu com uma pessoa mais feia do que eu - enche o copo!
Tomara que sempre chova em todas as tuas festas.
Tomara que tu tropeces em todas as pedras.
Tomara que tu sempre enfrentes filas enormes.
E mesmo morrendo eu não quero mais que tu retornes.
Eu-só-que-ro-a-ca-bar-com-vo-cê.


É a vingança boba que todo mundo deseja, um vingança infantil se não fosse pela cachaça, rs.

Desde Móveis Colonais de Acaju, nos idos 2006 ou 2007, eu não descubro uma banda tão boa no cenário nacional. Vale muito a pena ouvi-los, e tá AQUI o link para download do CD.
Boa degustação a todos!

sábado, 27 de março de 2010

Deixando o ar me respirar

São muitos os talentos no Brasil, e cada vez menor o espaço que esses tem na televisão, principalmente quando o assunto é música. São tantas e tantas as cantoras talentosas no Brasil, tanto novatas como mais experientes. E se tem algo em comum entre as gerações, é a negligência que muitas sofrem por parte da grande mídia. Dentre tantas, eu destaco Angêla Rô Rô, que na maioria das vezes que teve alguma atenção, foi por algum escândalo pessoal, quase nunca pelo seu grande talento. Rô Rô é uma cantora de voz possante, rasgada, uma rouquidão sedutora e safada, boa pra ouvir seja na fossa ou num momento a dois (risos). Além de intérprete, Ângela é compositora, com ar daqueles autores de literatura marginal dos anos 70, carrega um ar pesado nas letras, uma melancolia, um desgosto, a tragédia dos amores que não vingam. Pelo menos era assim até 2006, quando a cantora lançou o excelente álbum Compasso.

Agora mais magra, com uma cara mais feliz, exibindo com sinceridade e satisfação seus cabelos brancos e demais marcas da idade, Rô Rô volta a cena musical estonteante e, para variar, causa polêmica ao conceder uma entrevista ao site Mix Brasil, desdenhando de Ana Carolina pelo sensacionalismo com a homossexualidade. Muito tititi de fã, muita polêmica, e como sempre o trabalho da grande Ângela Rô Rô acabou ficando de escanteio. O tempo passou e agora temos essas duas grandes cantoras, dois ícones para a comunidade lésbica, juntas no palco cantando a sensacional Compasso. Titãs. Eu não consigo resistir a essa música, é uma energia incrível. Achei incrível, a parceria. E salve o talento de Ângela Rô Rô!


PS: A Ana Carol faz umas caras nesse vídeo que nossinhora! Umidificante, haha!

domingo, 21 de março de 2010

Futilidades


Tá, todo mundo gosta das mulheres frutas (estragadas), das celebridades instantâneas do BBB, a história do vestidinho da Geysi. Tá, tá, tá! Cansei dessa bosta enlatada, desse povo que adora uma revistinha Caras, de um guarda roupa de 50 mil reais. Eles são sorridentes, utilizam fotoshop até na sobrancelha e fazem lipo até no joelho. Eles passam, outros chegam, deveria nem me incomodar já que o fracasso deles já está marcado. Mas, o grande problema que esses seres ocupam um espaço tão importante nos meios de comunicação. Se você ainda não parou pra ver TV nos finais de semana, faça isso! Queime alguns neurônios, não será fatal. É um lixo que desce fácil, dá pra ficar horas na frente da telinha e sabores o grande sabor do nada. Bem, muitos dirão que ainda temos a Tv Cultura, temos opções, temos até os programinhas educativos que passam na Globo de manhã (de madrugada, sejamos sinceros). Só que pra maioria é mais atrativo ver uma bunda balançando do que uma ópera. E é mesmo. O cara tá cansado, trabalhou igual um corno, ele realmente vai querer relaxar. Pensar nem entra como opção. Isso se torna um ciclo vicioso. As bundas, os domingos, o futebol, a eleição induzida descaradamente Ibope. Eu também faço parte dessa boiada, final de semana lá estou eu comentando sobre como o silicone de alguma mulher fruta tá assustador ou sobre o caso do novo Édipo tupiniquim da mãe gostosona e filho com cara de mongol . É viva a democracia!

sábado, 13 de março de 2010

Ken Park


Esse não é um filme belo, tampouco um filme primoroso. Contudo, ainda assim é altamente recomendável assisti-lo. Antes dos porquês, vamos à sinopse:

“A rotina de quatro adolescentes da cidade de Visalia, Califórnia. Shawn (James Bullard) é um skatista que transa com a namorada e com a mãe de sua namorada. Tate (James Ransone) gosta de se masturbar várias vezes seguidas e tem um cachorro de três pernas. Ele é criado pelos avós, que não respeitam a sua privacidade, o deixando furioso. Claude (Stephen Jasso) é agredido seguidamente pelo seu violento pai, um alcoólatra que o acusa de homossexualismo, e é consolado pela sua apática mãe grávida. Peaches (Tiffany Limos) anseia por liberdade, mas tem de cuidar de seu religioso pai, um cristão fundamentalista, que a espanca após vê-la transando. Embora conversem o tempo todo, cada um dos personagens não sabe dos problemas enfrentados pelos outros.”


O filme data do ano de 2002 e tem cenas de sexo explícito bem interessantes de se ver, embora às vezes pareçam apelativas. Aliás, sem as cenas de sexo talvez o espectador não conseguisse ver o filme até o fim. O roteiro não é dos mais elaborados e os diálogos que poderiam ser mais funcionais e até mesmo intensos, são apenas superficiais. A exmeplo disso podemos citar a trama paralela que retrata a difícil relação entre um jovem skatista e o seu pai alcoólatra, que o rejeita cruelmente, num claro conflito de gerações que envolve preconceito e intolerância. O motivo para assistir Ken Park está na crueza como tudo é retratado; os dramas da adolescência, os conflitos e as descobertas. O filme nos mostra como cada um tem sua tragédia particular, e como a falta de autoconhecimento pode interferir no modo como lidamos com o meio externo e conosco mesmo. É um filme bruto, sem lapidação alguma, singular no cinema norte-americano. Um filme de extremos. Vale a pena conferir!

Update: A diferença entre O Sonhadores e Ken Park é que o primeiro, trata com poesia a vida dos jovens, fala de sonhos e anseios típicos da juventude, as utopias; é um filme que mostra buscas impulsionadas por um sonho lírico. Já Ken Park, é duro, é realmente cru; os jovens do filme não se movem pelos sonhos, mas sim pelo incômodo que sentem, pelo drama de cada um.

terça-feira, 9 de março de 2010

Mas Poxa Vida!

A internet é uma ferramenta ainda com potencial desconhecido, já que são infinitas as suas possibilidades. Ma se tem uma utilidade da internet que vem sendo amplamente difundida e usada, é a possibilidade de se criar celebridades instantâneas. Seja por a pessoa exposta ser alguém de extremo mau gosto, seja por ter sido filmada fazendo um "quétchy" (Maíra do BBB que o diga. rs), ou sei lá, qualquer um que faz algo que seja de alguma forma interessante, pode virar celebridade da internet. Exemplos temos vários, além da Maíra já citada, a lsita ainda conta com Stéfhany, a Gaga de Ilhéus, Vanessão (DIVA!), Laila Dominique, Gabriel Zaiden, Pedro me dá meu chip!, os "meninos" de Aruba, a mini Lady GaGa e tantos outros que já caíram no esquecimento. O que não é tão comum, é quando aparece alguém inteligente e interessante ao mesmo tempo. Esse é o caso de PC Siqueira, que tenho acompanhado há algumas semanas. O cara é foda, é humorado, faz uma espécie de vídeo-crônicas bem interessantes. Fala aquele tipo de coisa que todo mundo pensa mas nunca falou, e aí tá a graça de tudo. Recomendo a todos assistirem os vídeos dele. Vale a pena!
::VÍDEO REMOVIDO::
Esse é engraçado. Ele sabe fazer piada com ele mesmo. rs Recomendo também o do Elevador. Aí embaixo tá o link que contém todos os vídeos dele, não vai ser esforço algum assistir todos.
http://www.youtube.com/user/maspoxavida#g/u

quinta-feira, 4 de março de 2010

Filipe Catto


As aparências enganam. Felipe Catto tem cara de garoto problema, cabelo bagunçado, cigarro no dedo. Pro meu espanto ele tem voz de moça. Moça mesmo, confundi com mulher e tudo. Isso não quer dizer que seja ruim, pelo contrário, ele é simplesmente espetacular. Interpretação de gente grande, apesar de seus poucos 21 anos. Voz gostosa, potência inegável e gosto refinado. Foi pra NY, voltou com gosto pela música brasileira ainda mais apimentada. Tem suas raízes em Cafés, Bares, público que sente o calor da sua voz bem de perto. Seu EP Saga vem como uma forma de divulgação de seu trabalho. Seu lançou na internet e nem pode reclamar, deu mais que certo. Tá ele tem voz de moça, mas sem preconceitos por que ele é apaixonante. Recomendo!

http://www.lastfm.com.br/music/Filipe+Catto
http://www.myspace.com/filipecattomusic