Formado em cinema, também compositor, cantor e produtor, Vinicius Calderoni é uma pérola que conheci há pouco tempo. Seu álbum de estréia não é tão recente assim, data de 2007, mas ainda me parece ser pouco conhecido. Conheci o trabalho do cara por acaso, pesquisando canção da grande Fabiana Cozza pela Internet, parceira dele em uma das canções de Tranchã.
Vinicius é incomum, um artista completo e que precisa ser degustado aos poucos, a fim de absorver os tantos elementos contidos nas canções dele. Volto a falar dele por aqui quando tiver uma opinião mais concreta a respeito, mas uma coisa é certa: o som do cara é muito bom!
Para baixar o CD clique AQUI. Mais informações, biografia, fotos, vídeos etc: Site Oficial
É notável o crescimento do Tarantino e Almodóvar como cineastas. Tarantino misturando as cores em mangás, trilha sonora atípica e efeitor bizarrentos que quebram a tensão do filme em Kill Bill I e II (e dizem as boas línguas que daqui uns anos vai rolar o III). Sempre lembrado pelo filme Cães de Aluguel, ápice da carreira e tem sangue jorrando pelas orelhas o tempo todo.
OBS.: Tarantino faz uma pontinha como ator em Cães de Aluguel como o Mr.Brown.
Em seu último filme como diretor, Bastardos Inglórios, o Quentin consegue enxugar todo aquele sangue e utiliza-lo em dosagens mais contidas. As cenas violentas ganham um movimento quase dançado. Permanece com a violência à flor da pele, só que bem desenhado.
Almodóvar segue o mesmo pensamento só que em relação as cenas de sexo. Oral, anal, hétero ou homossexual, o sexo está sempre muito presente nas cores do Almodóvar. Em, Abraços Partidos, ele drena e foca em cenas não tão explícitas, contudo não menos sensuais. O amadurecimento é inegável quando se compara Abraços Partidos (2009) e Ata-me (1990).
Agora, com o diretor nacional Heitor Dhalia tem se mostrado diferente. Ele inicia com o filme Nina, um bom começo. Depois explode com O cheiro do ralo, que apesar de recente é obrigatório pra qualquer cinéfilo. Um tempo depois ele aparece com À deriva que tem um fotografia limpa, organizada, com todos os tons certos. Toda a parte técnica é impecável, mas a história por si só é bem mediana. Não supera as expectativas.Seu próximo projeto é Depois da Ilha. Agora é esperar e conferir.
Sempre sutil, com canções vão da paixão à melancolia e do rústico ao elaborado, Túlio Borges é cantor para ouvir atento a fim de não perder nenhum detalhe dessa musicalidade tão primorosa. Devo conhecer o trabalho de Túlio desde março deste ano, só não lembro bem como o som dele chegou até mim, mas creio que foi através do meu perfil lá no LastFM. Como de costume, tudo que eu gosto eu espalho por aí, faço os amigos ouvirem junto comigo, dessa vez não foi diferente. Pouco a pouco mais gente ao meu redor foi afeiçoando ao trabalho do cara, que é mesmo bom.
Há alguns dias a Diana, minha parceira aqui no Varal, fez contato com o Túlio, no meio disso tudo ela falou do blog e o convidou para uma entrevista. Convite aceito, cuidei de fazer as perguntas, que ele prontamente respondeu. Posso afirmar sem receios que foi uma das entrevistas mais agradáveis feitas até hoje no Varal Fult. O resultado vocês conferem logo abaixo. Varal Fult: Eu Venho Vagando no Ar, seu CD de estréia, começa evocando a figura mística do caboclo através de “Pontos”, além de citar outros elementos do africanismo como o terreiro e a cidade da Jurema. Qual sua ligação pessoal com estes elementos? Por que incluí-los no álbum?
Túlio Borges: Olá para os leitores do Varal Fult. “Eu venho vagando no ar” é disco de uma estreia que veio sem pressa. Desde o início, tive vontade de que fosse um álbum como os de antigamente, aqueles que ouvi na infância e adolescência: um disco, com uma estória, início, meio e fim. A primeira faixa é composta por 5 pontos do candomblé que conheço desde menino, quando os ouvia de uma pessoa querida. As letras são leves e as melodias muito bonitas. Achei intuitivamente que faria sentido que introduzissem o ouvinte ao universo sonoro deste trabalho. Não à toa, um dos versos dá nome ao CD. Não sou religioso e, em matéria de música, não tenho qualquer compromisso que não seja musical. Pesou, além da memória afetiva, o fato de que os pontos afro-brasileiros tendem ser registrados na música brasileira com ênfase na percussão. Eu queria valorizar as linhas melódicas e os versos livres e simples.
VF: Por que cantar? O que pesou na hora de escolher a música como profissão?
TB: Escolhi não ser músico profissional e vivo como tradutor. Estudei música por muitos anos quando criança, e sempre soube que não queria sobreviver de música, mas tê-la à mão como fonte de apoio e prazer. Eu canto como quem chora, só quando dá muita vontade.
VF: Estrear aos 29 anos pode-se dizer uma ousadia, a indústria fonográfica normalmente lança nomes mais novos. Em contrapartida, a tal “estréia tardia” revela um amadurecimento que é perceptível na qualidade e equilíbrio do álbum. Ao tentar encontrar espaço nas mídias, o que se sobressai?
TB: Ousar é fazer. Quem faz o que acredita, da maneira que acha ser a melhor, pode morrer mais feliz. Não digo que o disco é perfeito, mas eu o dei terminado porque passou no meu crivo. Penso que se me agrada, é provável que vá achar vários outros que gostam. Se não agradar, sinto-me tranquilo também. Acho que quem se dispõe a ouvi-lo, observa que ele é verdadeiro. Além disso, com o cuidado e a quantidade de músicos excepcionais, escolhidos a dedo para cada música, o resultado não poderia ser menor do que ótimo. Espero que concordem comigo.
VF: Ao contrário de tantos outros artistas que voltam ao Brasil depois de uma temporada no exterior, você lançou um álbum onde a brasilidade está muito presente e próxima da sua raiz. Contudo, é um trabalho multifacetado, plural no que diz respeito a ritmos. Quais são suas influências e qual a melhor forma de lidar com elas sem perder a autenticidade?
TB: Cada um é um filtro do muito que vive no mundo. Em teoria, quando nos conhecemos e somos fieis quem somos, conseguimos ser autênticos. Quando me mudei do Brasil, fui sem planos de voltar, mas passaram-se os anos e me dava conta que o país que me pertence é o Brasil. Aqui é que conhecem a carga das palavras que uso. Eu me sentia um personagem mais superficial fora. Foi ótimo como foi e reforçou o gosto pelo que é bom no Brasil, como a música.
VF: Qual é a importância de ter participado de diversos festivais de música?
TB: Os festivais são enriquecedores pela troca com outros músicos. Formam um circuito alternativo interessante, ainda que sejam limitados pela característica competitiva da maioria deles.
VF: Vytória Rudan é sua parceira em duas composições do álbum (Paraty e Zorro), além de formarem um dueto em uma das faixas. Como nasceu essa parceria?
TB: A Vytória é amiga de outros festivais, literalmente. Uma pessoa rara e intérprete como poucas. Da amizade próxima surgiram as parcerias.
VF: Quais são suas inspirações para compor?
TB: Antes de dormir sinto necessidade de me sentir produtivo. Às vezes, perco o sono se não sinto que fiz algo importante. Naturalmente, de noite sai a maioria das canções. Aquelas feitas à noite costumam ser mais introspectivas, nostálgicas. As de manhã são brincalhonas. Falo sobre coisas da minha vida.
VF: Sabemos que ainda é cedo, mas o CD de estréia deixa-nos com desejo de “quero mais”. Há planos para um próximo trabalho?
TB: Há planos, sim; não tardará muito, espero que saia em 2011. Já tem um repertório delineado, será um disco mais parecido comigo, com letras divertidas e mais estórias. Estou ansioso desde já pra entrar em estúdio.
VF: Agradecemos pela gentileza em ceder essa entrevista e pela atenção. E também pelas músicas, claro. Alguma observação, palpite ou recado pra deixar para nós e para a galera que acessa o Varal Fult?
TB: Ouvir música hoje é bem diferente do que nos tempos de meu pai. A diversidade é enorme e a gente tem que tomar as rédeas do que escolhemos escutar. Nesse sentido, o varal tem um lugar estratégico de apresentar opções. Abraço pra vocês!
___________________________________________Túlio Borges, por e-mail.
Há uns dois meses atrás vi uma notinha na página com dicas culturais da Veja falando de uma cantora chamada Andreia Dias. Alguma coisa me chamou a atenção ali naquele textículo (diminutivo de texto, riariaria), mas nem lembro mais o que foi em especial. Ah, lembrei! É que ela foi expulsa da casa dos pais evangélicos rigorosos aos 15 anos de idade por insistir em usar calça jeans. Mas bem, sei que fui correr atrás pra conhecer e tive uma grata surpresa: ela é ótima! Tem um quê diferente, soa desigual em meio a tantas outras ótimas cantoras da sua geração. Há uma rebeldia latente que não depende do grito ou da distorção de guitarras para se perceber. Pelo contrário, Andreia consegue ser doce ao mesmo tempo em que é irônica.
“Através do rock n roll me libertei, do samba me requebrei, do soul e do blues, me inspirei , na Boemia e na capoeira angola me criei.”
Nesse seu segundo trabalho, intitulado Vol. 2, a cantora consegue demonstrar uma maturidade muito interessante. Sem falar na sua qualidade como compositora, passeando pelo brega e pelo moderno com uma naturalidade de poucos. O resultado é um som singular, muito delicinha. Tem pra todo gosto, de sambinhas a boleros.
“O meu amor já não tem mais tanta frescura, A minha vida não suporta compostura E assimilando toda a situação, Sigo tranqüila com muita perturbação”
É um CD para ouvir e se divertir, puro deleite. E, conforme o trecho ali em cima diz, é mesmo um álbum perturbado, no bom sentido. Ficou curioso? Clica AQUI pra viajar junto no Vol. 2, já o Vol. 1 tá disponível AQUI. Pura viagem!
Ontem fui assistir a peça Marina do grupo PeQuod. É simplesmente esplendoroso! Esse grupo trabalha com bonecos e fundem a própria atuação e canto com os seres que animam. Marina é baseada na obra de Hans Christian Andersen com as músicas de Dorival Caymmi. São 4 aquários e um "lago" pra representar o fundo do mar. Os bonecos dessa vez são representados na água com todo o movimento e som das águas que torna tudo ainda mais fiel. Todos os integrantes tem papel fundamental, todos se movimentam, atuam, falam, cantam. Aliás, a menina que faz a Marina canta bem pra caraio! Bem, a peça está em cartaz no CCBB e ainda tem a versão de Marina pras crianças. E gente, é só R$10,00! Recomendo!
http://www.pequod.com.br/
No site dá pra ver alguns vídeos e conhecer mais sobre o grupo. O vídeo debaixo é um ensaio de um espetáculo antigo.
Depois do ótimo DVD “Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria”, Robertinha, muito felizmente, juntou-se aos cariocas que formam o trio de choro Madeira Brasil — com o qual já havia gravado a linda canção Afefé — e lançou o CD de música brasileira “Quando o canto é reza”. Como sugere o nome, as canções do CD percorrem temas religiosos, com especial atenção à africanidade. É um trabalho muito bonito, não apenas pela temática, mas por não ser superficial. Às vezes um cantor faz uma letra de amor e coloca o nome de Iemanjá ou de Oxum em uma estrofe e diz que é “de raiz”, mas não é o caso desse álbum. Roque Ferreira assina todas as músicas desse trabalho produzido por Pedro Luís.
Seja lá qual for o credo de cada um, vale muito a pena conhecer ouvir, pela qualidade vocal que a Roberta vem aprimorando e pela qualidade do trio. Não se pode deixar de prestar atenção nas letras e no significado por trás delas. É cultura brasileira autêntica, um resgate importante da cultura afro-brasileira.
O álbum conta com 13 faixas, com destaque para Menino e Tô Fora. Vale a pena, aqui está!
Dia desses publiquei um texto aqui no Varal Fult criticando a ostentação de João Gilberto como gênio na MPB e da Bossa Nova. Uma opinião minha, claro que não é preciso concordar. Há muito que tinha aquele pensamento formado, apenas resolvi externá-lo. Pois bem, seguindo a mesma linha de raciocínio, comecei a pensar sobre a monarquia da música brasileira.
Não sei quem inventa esses títulos e começa a endeusar o artista, que vira um semideus, quase como um faraó. Às vezes o título é válido e concordo, algumas outras não. Temos vários exemplos: o Rei, a Abelha Rainha, o Rei do Baião, a Rainha do Rádio, Rei do Brega, rei disso, rainha daquilo e por aí vai. Dentre tantos, temos a Rainha do Rock, “a maior roqueira do Brasil”, dona Rita Lee.
Não quero discutir aqui a importância de Rita Lee para a música brasileira, em especial na época de Os Mutantes. Gosto e ouço tia Rita, mas sempre me incomodei com o título. Rita Lee é boa? É sim. Rainha do rock? Passa longe disso.
Fiuk, é você?
Considerando o rock como um movimento, uma música e uma postura que indicam transgressão, inovação, rebeldia e negação ao sistema e comparando esses elementos com Rita Lee, dá pra entender porque estou dizendo isso. Rita é uma senhora comportada em cima do palco, de letras doces, na maioria das vezes. Para ousar, coloca-se uma “bosta” ali, um “pinico” aqui e um “sexo” acolá. Fica nessa e não sai disso. É puro mamão com açúcar.
Vez ou outra, vemos alguma nota no jornal falando de xingamentos, de opiniões polêmicas e coisas assim. Mas isso para mim ainda não vale o trono. Aliás, vejo apenas como um artifício muito manjado para ser notícia, ou seja, para aparecer.
Há não muito tempo atrás li um texto no UOL onde um jornalista criticava a falta de profissionalismo da artista, devido ao atraso em um show em São Paulo e outros problemas, como esquecer a letra ou a banda errar notas das músicas, prova clara de falta de ensaios. Motivo a mais para repensar o trono de Rita Lee. A imagem construída é mais forte que a realidade.
Mas quem seria a rainha do rock? Pitty!? Não, claro que não... aliás, numa entrevista feita pela Marília Gabriela, a própria Pitty admitiu não levar uma vida rock’n’roll. Mas então, a pergunte precisa de uma resposta, e a minha seria bem convicta: Cássia Eller! Cássia é um mito, a figura mais expoente do brock de todos os tempos, entre homens e mulheres. Atitude, competência, postura e (infelizmente) vida de rock. Curiosamente, Cássia é um pouco negligenciada pela grande mídia. É pouco citada, e quando é citada, infelizmente costumam lembrar apenas de Malandragem ou de Por Enquanto, que muitos ainda insistem em dizer que se chama Mudaram As Estações. Hahaha.
Cássia era pura explosão em cima do palco, completamente entregue. Havia incompostura, rebeldia, transgressão, vigor, catarse!
Apesar da grande relevância da Cássia, não vemos citarem nos programas sua data de aniversário ou coisa do tipo. Não se faz um Som Brasil ou um Por Toda Minha Vida para relembrá-la. Não se cogita fazer um filme a respeito. Cássia parece ser tabu, e talvez seja mesmo. Provavelmente, ela detestaria ser chamada de “rainha do rock” ou algo semelhante, mas a certeza que tenho é que Cássia é rock, a maior representante que já tivemos!
Som adocicado que vem dominando as rádios e se alastrando pelos estados brasileiros. Roberta Campos com toda a sua simpatia e atenção nos cedeu uma entrevista. Obrigada Roberta!
Entrevista
1-Seu som era gravado de forma caseira, com capa feita à mão. Tudo bem pessoal, caloroso. Agora com um contrato assinado com gravadora tudo se torna mais profissional. Como você lida com esse grande salto? E como não perder esse calor sendo profissional?
(Roberta Campos) Meu primeiro disco eu gravei na sala do meu apartamento, foi um processo bem artesanal, fiz tudo, desde as composições até a capa. Foi um processo bem artesanal, mas profissional, apesar de totalmente independente.Saindo do independente, tendo um pessoal junto comigo, o maior cuidado tomado foi deixar as canções como elas são, mantendo a originalidade.
2-O cenário independente vem crescendo de forma notável e tem utilizado a internet como grande aliado. Você disponibiliza sempre muitos vídeos, músicas em diversos meios de comunicação (orkut, twitter, myspace). Agora com uma gravadora isso pode mudar? A relação com os fãs terá algum obstáculo?
(Roberta Campos) Não.Continuo tendo total liberdade, sempre fiz isso pra divulgar minhas canções e porque curto tbm. Pode ser que com o aumento dos trabalhos eu reduza por falta de tempo. Eu adoro interagir com as pessoas.
3-Temos a Mallu Magalhães como um grande exemplo de cantora folk que ganhou reconhecimento da mídia através de suas músicas que foram inicialmente lançadas na internet. Esse estilo de música ganhou um maior espaço nos meios de comunicação em massa depois disso. Como você tem percebido esse aumento de apreciadores do folk nacional?
(Roberta Campos) Na verdade a Mallu é Folk, mas muitos outros cantores e bandas que tiveram destaque depois dela, nem todos tem o mesmo estilo. Vejo que depois dela ficou mais notado o que já vinha acontecendo, que a internet é uma boa aliada e que ela é um grande começo pra vc divulgar seu trabalho. Acho que o folk no Brasil ganhou mais apreciadores sim, mas tbm vejo muita coisa que se diz folk que não enxergo como tal. Meu som mesmo, tenho uma pegada folk, mas não me encaixo no estilo, meu som é uma grande mistura.
4-Como foi poder gravar uma música com um ícone musical que é o Nando Reis? E com quais nomes almeja compor ou cantar junto (do cenário independente ou não)?
(Roberta Campos) Foi fantástico. Eu sempre admirei muito o Nando e não poderia ter sido melhor a escolha e o resultado. Hoje não penso ainda em alguém pra cantar comigo, admiro varias pessoas, mas como estou nesse trabalho de divulgação do disco novo, tenho esse grande foco. Compor é mais complicado de dizer, pq comigo esse lance de composição é natural demais e os parceiros surgem quando se manos espera, mas claro, tenho grandes compositores que admiro muito.
5-Em tempos difíceis do mercado fonográfico por conta da pirataria, você tem um catálogo de produtos que disponibiliza vinil pra edição de colecionador, canecas, camisas e botons personalizados, que levam a estética do seu trabalho. Conte-nos um pouco como surgiu essa idéia e sobre a aceitação mercadológica dos produtos.
(Roberta Campos) A ideia surgiu para divulgar o trabalho, levar a arte e o pessoal tem curtido muito, os produtos ficaram bonitos. O Vinil me deixou muito feliz, foi como meu sonho em ter um disco começou...a aceitação está muito boa, a galera tem curtido.
6-Suas músicas tem uma "pegada pop" bem marcante, sendo fáceis de ficar na cabeça de quem ouve logona primeira vez. Essa questão é pensada na hora de compor ou suas composições são puramente intuitivas?
(Roberta Campos) Nunca. É tudo muito natural, é que tenho uma influencia pop tbm, essa pegada é impensada, na verdade nem consigo perceber.
7-Através do seu CD de covers, percebemos múltiplas influências e de diferentes estilos musicais, nacionais e internacionais. Já o seu CD autoral é um álbum mais homogêneo nesse quesito; como se deu essa definição estilo?
(Roberta Campos) Na verdade esse CD de covers foi uma pessoa que pegou musicas na internet e montou um arquivo para que as pessoas baixassem todas as canções de uma so vez. Eram canções que eu gostava de ouvir e acabei gravando de pura diversão. Como vc disse, nos covers encontramos uma certa diferença nos estilos...minhas musicas são um reflexo de tudo isso, meu estilo se dá a tudo que ja ouvi, tudo que escuto, é inconsciente.
Rapidinhas!
Nome completo: Roberta Cristina Campos Martins Sant'Ana Data e local de nascimento: 29/12/1977 em Caetanópolis/MG Um lugar: minha casa Religião ou crença: Deus Um ídolo: minha Vó Um sonho: montar uma escola de musica Maior felicidade até hoje: tenho vários momentos felizes... Música preferida: são várias...cada dia escolho uma. rs Uma mania: organização Comida preferida: mexicana Um prazer: a música
Podemos encontrar a Roberta no: http://www.myspace.com/robertacampos http://www.robertacamposoficial.com.br/ http://twitter.com/robertacampos http://www.lastfm.com.br/music/Roberta+Campos http://www.varrendoalua.com/
“Uma vez fui fazer show no Theatro Municipal com o Tom (o Jobim, em 1992) e de repente veio um trovão. Estava sozinho no palco, foi um susto horrível. Sei lá o que houve (um técnico esbarrou na torre de luz no fundo do palco). Coisa de brasileiro. Porque não morri, tive de continuar.”
“Não gosto de jornalista brasileiro, não sabem de nada. Vou me naturalizar argentino.”
Essa e outras pérolas no mesmo tom foram publicadas pela Veja Rio, na edição de 9 de junho desse ano. A matéria, intitulada de DIÁLOGOS COM O GÊNIO traz trechos de conversas por telefone com João Gilberto, que completou 79 anos recentemente. Sim, por incrível que pareça, ele tá vivo sim. Trancado dentro do apartamento dele fazendo 40 versões de Corcovado.
Não vou reproduzir aqui na íntegra, até mesmo porque seria uma ilegalidade, mas olha, vale a pena ler. Não por ele ser um gênio, coisa que discordo, mas sim para se se perguntar por qual motivo o tratam como tal. O cara é o cúmulo do antipático, não produz nada desde o século passado e ainda sustenta essa aversão imbecil ao país onde nasceu.
A entrevista deixa bem claro que João Gilberto é um chato. Sério, eu sempre quis dizer isso. O cara fez uma música e pronto, é isso e nada mais. E pelo jeito isso é de família, porque Bebel Gilberto segue a mesma linha antipática sem uma obra relevante que justifique a petulância sustentada.
Infelizmente o cara é endeusado, enquanto tantos grandes nomes, da Bossa Nova ou não, vivem esquecidos pela crítica e pelo público, fazendo shows em bailes de aposentados para sobreviver.