O Blog:

Não importa se fútil ou cult, aqui tem o que agrada, desperta curiosidade, riso e coisas assim. Sem rótulo e sem pudor, seja fult com a gente!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Odó-Ìyá!

Dia 2de fevereiro, dia importante para o país inteiro, dia em que é comemorado nos candomblés como o de Iemanjá, sereia dona do mar. Dandalunda, Janaína, Princesa de Aiocá, Inaê, Sereia, Mucunã, Maria, Dona Iemanjá: em todas as suas denominações, em todos os dias do ano, salve a Mãe de todos os orixás.

Para começar, Bethânia, que dispensa apresentações, impecável

Fabiana Cozza, excelente cantora, voz abençoada e marcante saudando e cantando para Iemanjá

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Bunitu

Olá pessoas, sou o Ruan e estou aqui para fingir que entendo um pouco de cinema e fingir que sei fazer resenhas sobre filmes. Ahh e peço encarecidamente que finjam gostar da resenha... Sim isso foi uma pífia tentativa de fazer uma introdução engraçada.

O filme que vou comentar é o novo desse “belo” da foto, o Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez e Vicky Cristina Barcelona), a Diana até falou um pouco sobre ele, dirigido pelo Iñárritu (21 Gramas e Babel). Sabia que poderia esperar algo bom e diferente do normal com essa dupla e é exatamente isso que o Biutiful é, posso ainda acrescentar que consegue ser surpreendente até o fim.

O conceito do filme é simples: histórias entrelaçadas de um mesmo personagem (Algo diferente do que o Iñárritu tinha feito em seus outros filmes, ponto pro Biutiful) com o único objetivo de lhe mostrar o mundo desconfortável em que vivemos (É, isso se repete de seus outros filmes, mas o Iñárritu sabe fazer isso muito bem).

O que faz essa película não ser inesquecível, a única coisa que me faz não ter o filme como favorito, a única coisa que me faz fazer uma careta, que nem a do Javier ,quando falo sobre ele é o roteiro. São muitas histórias, parece que juntaram dois ou três filmes e se esqueceram de terminá-los. Não precisava ser tão grande, estraga um pouco a magia da história principal.

O drama dele de está perto da morte, a esposa bipolar, o tráfico e os imigrantes até vão, mas para que ele precisava ser um Médium?! Não era nem o trabalho dele, acrescentou muito pouco a história. Faltou aquele editor que é capeta de todos os roteiristas para cortar esse exagero. E isso, exatamente isso, faz você se cansar de tudo aquilo, o que era pra ser um soco no estomago, quando termina, já parou de doer, lhe dá tempo de se recuperar antes do soco final.

O melhor do filme é a forma que fazem nós olharmos o mundo como o personagem do Javier Bardem o ver, ótimo trabalho de Direção e de Fotografia. Os diálogos, os relacionamentos e cenários são pesados e carregados de tal forma, te deixam envolvido com a história. Quando o Ubxal não consegue respirar, você prende o ar com ele. Você está ali sofrendo com a dor dele e sentindo o fedor de como fica o quarto dos Chineses.

As atuações são impecáveis e o elenco foi muito bem escolhido, os filhos do casal são iguais os atores, se eles tivessem filhos, seriam exatamente daquele jeito, fiquei maravilhado com esse detalhe. O Javier faz exatamente o que o consagrou no “Onde os Fracos não Tem Vez”, ele usa o poder de suas expressões para dá o tom do filme, uma ótima atuação. A Ex-esposa dele consegue magistralmente que em menos de 1 minuto sintamos pena e raiva dela. O Elenco inteiro trabalha formidavelmente.

Para finalizar, o motivo do nome do filme é um detalhe tão delicado, belo e triste que sintetiza a história de uma forma que não esperava.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Malemolência

O Brasil é mesmo diverso, enquanto o sudeste tá afodado nessa onda sertaneja que não acaba mais, em outros cantos há outros ritmos para sabudir o povo. Hoje eu descobri o tal do lambadão, lá do Mato Grosso, fiquei tão impressionado que preciso divulgar. É uma galera de talento, do balacobaco, fazendo a dança mais sensacional que já conheci. É muita malemolência, é popular, é sensual, é tropical, é Brasil, minha gente! Simbora!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sessão Dupla

Pleno domingo, pegar sessão dupla na Estação Botafogo *__*

Primeiro filme: Você vai conhecer o homem dos seus sonhos - Woody Allen

Algumas histórias que se cruzam, mesclam e muda no final. Tem seus pontos altos, mas não é um bom filme. E eu sempre vou dizer que esse filme NÃO É DO WOODY, NÃO É!
Ele começou a me "desagradar" logo quando fez Vicky Cristina Barcelona. Não é a mesma coisa. Sim, ele tem direito de novos rumos, novos estilos, mas sempre saímos do cinema com aquela sensação de que não tem os dedos do Allen na história. Alguns pontos são bem manjados, não tem nada de surpreendente. Quem assiste até se esforça por ser o Allen, contudo a história é monótona e nada muda isso. O que vale o ingresso de cinema é a presença do Antonio Banderas e o desfecho da personagem Helena adoça o final de forma decadente e irônica.



Segundo filme: Biutiful - Alejandro González Iñárritu

Sim, é um filme bem longo, mas não tiraria nenhum minuto do filme. Eduard Fernández, o dono da bundinha mais sexy do cinema, tem o olhos molengas perfeitos pra esse drama. Os detalhes do filme o torna ímpar: o casal homossexual asiático explorador, os negros traficantes, as mariposas no teto, a mãe bipolar que enoja e dá vontade de abraçar por ela simplesmente demonstrar quem é e não ter medo disso. Ele ser médium e seus laços com o pai que nunca conheceu. Sim, vale muito a pena ver o filme.



Dica pro paladar:
Frappuccino no Starbucks, delícia.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Cavaleiro de Aruanda

Hoje é feriado na cidade do Rio de Janeiro, em razão do dia do santo católico São Sebastião. No sincretismo religioso do sudeste, São Secastião é Oxóssi, orixá guerreiro e dominante nas matas. Aproveitando a oportunidade, venho mostrar duas coisas. A primeira é através de um samba, a cantora ainda pouco conhecida, mas de timbre agradabilíssimo e interpretação sutil, Aline Calixto.

Agora um nome que todos conhecem, mas talvez poucos tenham dimensão da importância do cara para a música não só brasileira, mas mundial. Se fosse para defini-lo em uma só palavra, eu diria TRANGRESSÃO, mas Neu Matogrosso é maior que qualquer adjetivo. Estética ousada e inovadora, voz impecável e repertório irrepreensível. Um brinde a incompostura!

Okê arô! Salve Oxóssi!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Never Let Me Go


No dia 23 de outurbro de 2010 eu pibliquei aqui um texto da Folha que falava sobre o drama Não Me Abandone Jamais, contendo sinopse e crítica, texto esse que me fez ter muita vontade de assisti-lo. Só agora fui ver o filme, e posso resumir em uma palavra: paralisante.

É uma película sem respostas, que te deixa meio que sem reação por gerar tantas perguntas. Um drama dos bons, onde a natureza humana e o amor são explorados de forma sutil e profunda ao mesmo tempo.

É uma distopia sobre o silêncio, a aceitação, a natureza, a impiedade, os limites, a pequeneza do homem, a fragilidade e a alienação. Imperdível e está mais que recomendado! A fotografia melancólica é um deleite a parte.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Andrade e A Torre (AEAT)

Já faz um bom tempo que eu conheci Andrade E A Torre, mas meu lado relapso falou mais alto e só hoje venho aqui falar do cara.

AEAT na verdade é só um, Iuri Andrade, que adotou “a torre” para publicar suas músicas em 2009. é um trabalho despretensioso e gostoso de curtir, não sei ao certos quais são as referências, mas minha mente traça semelhanças com as canções mais líricas de Los Hermanos, com notas de Ira e Engenheiros de Hawaii. Mas há alguma coisa a mais nisso tudo, talvez Moska e mais algum ingrediente que o diferencia de todos os demais citados.

AEAT hoje é uma banda de verdade, onde cada integrante traz mais influências para enriquecer o som que fazem e embalar as letras de Iuri.

Apesar de ser um som despretensioso, não é nada caseiro ou tosco. As letras têm qualidade e a musicalidade flui de forma muito gostosa. É um projeto que deu certo e merece ouvidos atenciosos.

Para conhecê-los melhor:
Download da EP
LastFM
MySpace
Flickr
Twitter

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Black Swan





Dia desses olhando um blog vi uma lista dos filmes mais esperados de 2011 e entre eles estava Cisne Negro, achei o cartaz bonito, mas nem me importei em ler a sinopse. Algumas semanas depois procurando um filme qualquer para baixar me deparei com Cisne Negro legendado e coloquei pra baixar sem, de novo, ler a sinopse.
Comecei a assistir e nas primeiras cenas do já comecei a ficar inquieta. É um filme perturbante e sobretudo cativante, te faz sentir todas as agonias e dúvidas da protagonista, te faz querer dançar balé, quebrar as barreiras e o principal: faz com que tenhamos vontade de nos sentir perfeitos e inteiros.
Apesar de ser um filme curto, só 1h47min, quando acaba você está exausta e existem algumas perguntas que não lhe saem da cabeça. Ela morreu? A rival realmente existia (no sentido de ser rival)?
É um filme de terror psicológico onde a protagonista enfrenta todos a sua volta, e principalmente, enfrenta a si mesma.
É como uma frase do filme 'A única coisa que fica no seu caminho é você.' E não é assim com todos nós?

Natalie Portman está com atuação impecável e mais graciosa que nunca. Dança perfeitamente.
Vincent Cassel é capaz de manipular quem está assistindo e Mila Kunis está encantadoramente perversa.

Não vou falar da direção porque não sei absolutamente nada sobre. Só posso dizer que as cenas são perfeitas e a fotografia é linda.

Para quem ainda não viu o trailler:

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Nicholas Gunty


Entro no meu twitter e percebo a presença de um novo follower. Nicholas Gunty. Minha primeira reação, claro, foi me perguntar “quem é esse ser?”. Abri seu perfil e li sua biografia, que traduzi livremente, “Músico indie folk de South Bend, Indiana, influenciado por Fleet Foxes, Iron & Wine, Paul Simon, Andrew Bird e Good Old War”.

Quando li isso não pude deixar de ouvir, até porque das seis bandas/artistas citados cinco são bandas/artistas que gosto muito, e isso porque nunca cheguei a ouvir Good Old War. Entrei na página do MySpace dele e pus-me a ouvir.

A música é caracterizada como o típico folk americano, voz e violão, com eventuais entradas de violinos, pianos e bandolins. Porém o que chama bastante atenção é a voz suave e agradável com a qual canta, lembrando algumas vezes Joshua Radin, mas ainda mantendo sua identidade.

Possui apenas um álbum, homônimo, gravado, produzido e editado por ele mesmo. O álbum possui doze maravilhosas músicas, maioria disponíveis para serem ouvidas em seu MySpace e outras apenas disponíveis para compra no iTunes.

Como todo bom folk, tem tom um tanto triste, solitário, lembrando interiores remotos e campos vastos, algo para se ouvir em momentos específicos para não correr o risco de não entender sua genialidade. Bem, mas mesmo fora destes momentos ainda é uma ótima lista de reprodução.

A dor e a ternura

O vídeo abaixo é uma preciosidade comovente. Dor e ternura na voz e na imagem de Dona Canô, essa mulher abençoada que deu vida a Maria Bethânia. ( E a Caetano também, mas especialmente a Bê, tá!? haha) Brincadeiras a parte, assistam porque vale a pena.