Para começar, Bethânia, que dispensa apresentações, impecável
Fabiana Cozza, excelente cantora, voz abençoada e marcante saudando e cantando para Iemanjá
Não importa se fútil ou cult, aqui tem o que agrada, desperta curiosidade, riso e coisas assim. Sem rótulo e sem pudor, seja fult com a gente!
O filme que vou comentar é o novo desse “belo” da foto, o Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez e Vicky Cristina Barcelona), a Diana até falou um pouco sobre ele, dirigido pelo Iñárritu (21 Gramas e Babel). Sabia que poderia esperar algo bom e diferente do normal com essa dupla e é exatamente isso que o Biutiful é, posso ainda acrescentar que consegue ser surpreendente até o fim.
O que faz essa película não ser inesquecível, a única coisa que me faz não ter o filme como favorito, a única coisa que me faz fazer uma careta, que nem a do Javier ,quando falo sobre ele é o roteiro. São muitas histórias, parece que juntaram dois ou três filmes e se esqueceram de terminá-los. Não precisava ser tão grande, estraga um pouco a magia da história principal.
As atuações são impecáveis e o elenco foi muito bem escolhido, os filhos do casal são iguais os atores, se eles tivessem filhos, seriam exatamente daquele jeito, fiquei maravilhado com esse detalhe. O Javier faz exatamente o que o consagrou no “Onde os Fracos não Tem Vez”, ele usa o poder de suas expressões para dá o tom do filme, uma ótima atuação. A Ex-esposa dele consegue magistralmente que em menos de 1 minuto sintamos pena e raiva dela. O Elenco inteiro trabalha formidavelmente.


Já faz um bom tempo que eu conheci Andrade E A Torre, mas meu lado relapso falou mais alto e só hoje venho aqui falar do cara. Entro no meu twitter e percebo a presença de um novo follower. Nicholas Gunty. Minha primeira reação, claro, foi me perguntar “quem é esse ser?”. Abri seu perfil e li sua biografia, que traduzi livremente, “Músico indie folk de South Bend, Indiana, influenciado por Fleet Foxes, Iron & Wine, Paul Simon, Andrew Bird e Good Old War”.
Quando li isso não pude deixar de ouvir, até porque das seis bandas/artistas citados cinco são bandas/artistas que gosto muito, e isso porque nunca cheguei a ouvir Good Old War. Entrei na página do MySpace dele e pus-me a ouvir.
A música é caracterizada como o típico folk americano, voz e violão, com eventuais entradas de violinos, pianos e bandolins. Porém o que chama bastante atenção é a voz suave e agradável com a qual canta, lembrando algumas vezes Joshua Radin, mas ainda mantendo sua identidade.
Possui apenas um álbum, homônimo, gravado, produzido e editado por ele mesmo. O álbum possui doze maravilhosas músicas, maioria disponíveis para serem ouvidas em seu MySpace e outras apenas disponíveis para compra no iTunes.
Como todo bom folk, tem tom um tanto triste, solitário, lembrando interiores remotos e campos vastos, algo para se ouvir em momentos específicos para não correr o risco de não entender sua genialidade. Bem, mas mesmo fora destes momentos ainda é uma ótima lista de reprodução.